Mostrando postagens com marcador Agência Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Agência Brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Notificações de zika vírus aumentam no país em relação a 2022

Ministério da Saúde informa que monitora situação

POR AGÊNCIA BRASIL - O número de casos de zika vírus no país subiu 20% de janeiro até o dia 8 de julho de 2023. As notificações passaram de 5.910 para 7.093, na comparação com mesmo período de 2022. A Região Sudeste teve o maior aumento de casos, com percentual de 11,7%.

O Ministério da Saúde informou "que os dados são preliminares e sujeitos a alterações e que a vigilância das arboviroses – o que inclui as infecções causadas pelo vírus zika – é de notificação compulsória, ou seja, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado aos serviços de saúde”.

No mês de abril, em meio ao aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil, as arboviroses, o governo federal lançou uma campanha nacional de combate às doenças, transmitidas por um mesmo vetor, a picada do mosquito Aedes aegypti

Na ocasião, o Ministério da Saúde acionou o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses (COE) e foram realizadas ações de apoio nos 11 estados com maior número de casos e mortes por dengue e chikungunya. Outra ação foi investimento de R$ 84,3 milhões em compra de inseticida, larvicida, distribuição de kits de diagnóstico e capacitação de profissionais de saúde. 

Em junho, o COE foi desativado após ter sido constatada queda no risco de transmissão das arboviroses em todos os estados. O número de casos notificados de zika vírus caiu 87% entre abril e julho. "Essa queda se deve às ações empenhadas no controle do vetor, às ações promovidas pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde, além de mudanças climáticas que implicam na circulação viral da dengue e chikungunya. Diante disso, considerando o cenário atual, a partir da Semana Epidemiológica (SE) 19, o COE Arboviroses foi desativado. Ainda assim, o Ministério da Saúde vai continuar monitorando o comportamento das arboviroses no Brasil ao longo de todo o ano", informou a pasta na ocasião. 

Sintomas 

Os sintomas mais comuns da zika são: dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

Prevenção 

A principal forma de evitar a doença é eliminar os criadouros do mosquito, ou seja, evitar acúmulo de água parada em vasilhas, vasos de plantas e pneus velhos; instalar telas em janelas e portas; usar roupas compridas (calças e blusas) ou aplicar repelente nas áreas do corpo expostas e dar preferência a locais com telas de proteção e mosquiteiros.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-08/notificacoes-de-zika-virus-aumentam-no-pais-em-relacao-2022

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Caixa começa a pagar Bolsa Família com novo adicional de R$ 50

Famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos recebem acréscimo

POR AGÊNCIA BRASIL - A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de junho do novo Bolsa Família. Recebem nesta segunda-feira (19) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Essa será a primeira parcela com o novo adicional de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos.

Desde março, o Bolsa Família paga outro adicional, de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, o valor total do benefício poderá chegar a R$ 900 para quem cumpre os requisitos para receber os dois adicionais.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício será superior e atingirá o maior da história do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, a criação do adicional é a última mudança prevista no programa, que teve a implementação concluída neste mês.

Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes. Segundo o balanço mais recente, divulgado em abril, cerca de 2,7 milhões de indivíduos com inconsistências no cadastro tiveram o benefício cortado.

Apesar do corte, foi concedido prazo de 60 dias para que cerca de 1,2 milhão de pessoas que se cadastraram como de famílias unipessoais no segundo semestre do ano passado regularizem a situação e comprovem os requisitos para retornar ao programa. A principal regra é que a família tenha renda mensal de até R$ 218 por pessoa, conta obtida ao dividir a renda total pelo número de integrantes da família.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Calendário do Bolsa Família - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta segunda-feira às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 1. O valor ainda não foi divulgado, mas deve cair em relação aos R$ 110 pagos em abril, por causa das reduções recentes no preço do botijão.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia cerca de 6 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição e da medida provisória do Novo Bolsa Família, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg até o fim do ano.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

FONTE:https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-06/caixa-comeca-pagar-bolsa-familia-com-novo-adicional-de-r-50

Se puder dar uma ajuda em nosso canal, dar um like em nossos vídeos, inscreva-se e ativa o sininho pra receber nossos vídeos..

ACESSE O MEU CANAL NO YOUTUBE:

JOSENI DE LIMA

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Retirada de água do meio ambiente atinge 4,1 trilhões de m³ em 2020

Dados são do IBGE na pesquisa Contas Econômicas Ambientais

POR AGÊNCIA BRASIL - Em 2020, aproximadamente 4,1 milhões de hectômetros cúbicos (hm³) de água, correspondentes a 4,1 trilhões de metros cúbicos, foram retirados do meio ambiente no Brasil pelas atividades econômicas e pelas famílias para uso próprio e distribuição. Cada hectômetro cúbico equivale a 1 milhão de metros cúbicos. 

Desse volume, a atividade econômica eletricidade e gás foi a que mais contribuiu para o volume total de retirada. A explicação é a grande quantidade de água turbinada pelas hidrelétricas e a participação majoritária delas na geração elétrica brasileira. No mesmo ano, a participação da hidroenergia na retirada atingiu 85,1%. No entanto, apesar de o volume de água captado pela atividade ser, em sua maior parte, utilizado, há também o retorno na mesma quantidade e qualidade, o que é chamado de uso não consuntivo.

A retirada total de água inclui a que ocorre para atendimento próprio, como também a captação para fins de distribuição.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na terceira edição da pesquisa Contas Econômicas Ambientais da Água: Brasil - 2018 a 2020, realizada em parceria com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Conforme o pesquisador responsável pelo levantamento no IBGE, economista Michel Lapip, como a matriz energética brasileira é baseada principalmente em hidroenergia, os volumes de água necessários para gerar energia elétrica são enormes. Para o funcionamento das turbinas, as águas saem das barragens ou do leito do rio e depois da geração de energia retornam aos reservatórios.

“Essa água que passa nas turbinas é considerada água retirada por mais que ela seja devolvida, o que é considerado uso não consultivo. A água retirada é devolvida para o meio ambiente na mesma quantidade, mas não deixa de ser uma retirada”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Ainda em 2020, na atividade esgoto e atividades relacionadas, a retirada representou 0,9% do total. O volume equivale à coleta de água da chuva escoada pelas redes pluviais que, segundo o IBGE, foi registrada com volume igual tanto em retirada quanto em retorno ao meio ambiente. A pesquisa indicou que as famílias foram as que mais usaram água de distribuição (59,4%) e serviços de esgoto (59,8%). No ano, o uso per capita de água pelas famílias ficou em 117,5 litros diários (litros/habitante/dia).

Já o total captado somente nas retiradas de águas superficiais e águas subterrâneas pelas atividades econômicas para uso consuntivo, alcançou 71,2 mil hm³. Nesse caso, a atividade com a maior participação na retirada foi a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (58,2%).

“Diferentemente da atividade de eletricidade e gás, esse setor tem o consumo da água e não devolve toda para o meio ambiente. Também é o setor que mais consome entre as atividades econômicas. Essa é uma característica recorrente”, disse o economista.

Na sequência ficaram as atividades de captação, tratamento e distribuição de água (27,9%) e de indústrias de transformação e construção (8,4%).Conforme o conceito da ANA, o uso consuntivo é o que retira água do manancial para destinação a áreas como a irrigação, utilização na indústria e o abastecimento humano.

Adição

Com 56,2%, a água da chuva foi a principal forma de adição ao estoque total de água do Brasil em 2020, que alcançou 24,9 milhões de hectômetros cúbicos. Em sentido contrário, a redução do estoque de água no mesmo ano ficou em 25,9 hm³. A saída de água (46,8%), que pode ser para o mar, para outros países ou para outros recursos do território, foi a maior participação no total.

A Região Norte teve 87,1% de participação na entrada de água para o estoque do país e foi a que mais contribuiu para o total. “O Norte, dentro da Amazônia, tem quase toda a reserva de água do Brasil” - a região tem maior contribuição na entrada, mas a menor retirada.

Por regiões, o maior uso per capita (144,3 litros) ficou com o Sudeste, enquanto o menor uso foi no Norte, com 78,7 litros por habitante/dia. “Considerando ainda as famílias, a participação do volume de esgoto coletado pela rede de esgotamento sanitário em relação ao volume de água usado é maior, em 2020, na Região Sudeste, com aproximadamente 71%”. revelou a pesquisa, destacando que a na Região Norte, “apenas 16% da água utilizada pelas famílias, aproximadamente, retornaram ao meio ambiente por meio da rede de coleta”.

O pesquisador informou que não é possível fazer comparação com a edição anterior, porque houve mudanças metodológicas, na medida em que a ANA melhorou o modelo das informações com relação a estoques. “A metodologia mudou e o grau de precisão das estimativas está maior. Por isso, a gente não fez a comparação”.

Os movimentos climáticos de seca e abundância de chuva podem influenciar os estoques e retiradas de água, além dos desempenhos das atividades. “Se a chuva for demais, estraga a agricultura e o contrário ocorre quando há escassez de chuva. O setor de hidroenergia vai gerar menos e acionar mais as termoelétricas”, comentou.

Dados econômicos

A pesquisa mostrou que também em 2020, a cada R$ 1,00 gerado pela economia do país havia o consumo de 6,2 litros de água. Indicou ainda que o valor adicionado bruto (VAB) da atividade econômica água e esgoto somou R$ 48,2 bilhões e que o valor da produção de água de distribuição e serviços de esgoto ficou em R$ 74,5 bilhões. Nesse total, a participação da água de distribuição atingiu 65,7%. O custo médio da água utilizada na atividade agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura chegou a R$ 0,11/m³, “levando-se em conta os perímetros públicos de irrigação (PPI)”, completou o IBGE.

Pesquisa

De acordo com o IBGE, as Contas Econômicas Ambientais da Água: Brasil apresentam indicadores físicos e monetários sobre a oferta e a demanda de água no país com resultados para as cinco grandes regiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste - e o Brasil.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-06/retirada-de-agua-do-meio-ambiente-atinge-41-trilhoes-de-m3-em-2020

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Presunto passa a ter novas regras de produção; entenda o que muda

Produto será dividido em quatro tipos

POR AGÊNCIA BRASIL - A partir desta terça-feira (2), o presunto vendido no Brasil deve ter quatro tipos: cozido, cozido superior, cozido tenro e cozido de aves. A regra é do Ministério da Agricultura, mas os fabricantes terão um ano para adaptarem os produtos a esses tipos.

A portaria atende pedidos do setor produtivo e quer dar nomes aos produtos, garantir a segurança, diminuir riscos à saúde e padronizar os presuntos. O ministério também determinou que, para manter a qualidade do presunto brasileiro, toda a proteína contida deve ter, no máximo, 25% de colágeno, o que garante a firmeza. No caso dos presuntos cozidos de aves, o colágeno não pode ser maior que 10% da proteína.

A norma ainda prevê que o máximo de carne moída permitida no presunto cozido é de 10%. No cozido tenro, até 5% por cento. Já a carne do presunto cozido superior não pode ser moída em nenhuma quantidade.

Com as mudanças aumentou, ainda, a quantidade de carne nos produtos e reduziu a quantidade de água: os presuntos cozidos não podem ter menos de 16% de carne. Quanto à água, o limite é 5%. Já no caso do presunto cozido de aves, precisa ter pelo menos 14% de carne e, no máximo 2% de carboidratos e pouco mais de 5% de água.

Segundo o Ministério da Agricultura, os presuntos cozido, cozido superior e cozido tenro são feitos, basicamente, da carne de pernil suíno, sem pele. O cozido tenro deve ser sempre defumado. Já o cozido de aves, como diz o nome, é feito de carnes das pernas de aves, moídos ou não.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-05/presunto-passa-ter-novas-regras-de-producao-entenda-o-que-muda

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Salário mínimo de R$ 1.320 será negociado com centrais sindicais

Ministro da Fazenda não confirmou aumento para janeiro

POR AGÊNCIA BRASIL - O salário mínimo de R$ 1.320, que consta no Orçamento de 2023, será negociado com as centrais sindicais, disse há pouco o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele não garantiu que o novo valor possa entrar em vigor ainda este mês.

Conforme medida provisória editada em dezembro pelo antigo governo, o salário mínimo em 2023 está em R$ 1.302. Esse valor, segundo Haddad, representa reajuste 1,4% acima da inflação do ano passado.

Segundo o ministro, não ocorreu descumprimento de promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O compromisso do presidente Lula é de aumento real [para o salário mínimo], o que já aconteceu. O salário mínimo atual é 1,4% maior que a inflação acumulada desde o último reajuste”, rebateu.

Entrave

O aumento para R$ 1.320 está sob discussão porque os R$ 6,8 bilhões destinados pela Emenda Constitucional da Transição mostraram-se insuficientes para bancar o aumento dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atrelados ao salário mínimo. Isso porque a forte concessão de aposentadorias e pensões no segundo semestre do ano passado criou um impacto maior que o estimado para os gastos do INSS neste ano.

“O relator [do Orçamento], depois que o projeto foi encaminhado ao governo federal, reforçou o orçamento do Ministério da Previdência em R$ 6,8 bilhões. Só que esse recurso foi consumido pelo andar da fila do INSS [redução da fila de pedidos]. A partir do início do processo eleitoral, a fila começou a andar”, reclamou Haddad.

Segundo o ministro, a aceleração da inclusão consumiu os R$ 6,8 bilhões. “Pedimos para a Previdência refazer os cálculos, para repassar na mesa de negociação que será aberta com os sindicatos. O presidente cumpre a palavra este mês e cumprirá a palavra este ano [sobre a valorização do salário mínimo acima da inflação]”, acrescentou o ministro.

De acordo com cálculos preliminares da equipe econômica, além dos R$ 6,8 bilhões, o governo precisaria de R$ 7,7 bilhões para bancar o aumento do salário mínimo para R$ 1.320 ainda em janeiro. O número seria apresentado pelo Ministério da Previdência no início desta semana, mas a divulgação do impacto foi adiada depois que extremistas inconformados com o resultado das eleições de 2022 invadiram as sedes dos Três Poderes no último domingo (8).

Parte dos representantes da equipe econômica defende que o aumento para R$ 1.320 seja adiado. A decisão final, no entanto, só sairá após a negociação do Palácio do Planalto com as centrais sindicais.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-01/salario-minimo-de-r-1320-sera-negociado-com-centrais-sindicais

domingo, 13 de fevereiro de 2022

Hoje é Dia: Dia Mundial do Rádio é o destaque da semana

Confira as principais datas da semana entre 13 e 19 de fevereiro

POR AGÊNCIA BRASIL - O Hoje é Dia da semana de 13 a 19 de fevereiro relembra o meio de comunicação considerado por muitos como o mais íntimo das pessoas, ou melhor, dos ouvintes, o rádio é o homenageado deste dia 13 de fevereiro. A data, o Dia Mundial do Rádio, é celebrada desde 2011. Veículos da Empresa Brasil de Comunicação já fizeram diversas homenagens à efeméride e a quem fez história via ondas hertzianas.

No ano passado, a Agência Brasil lembrou da data com uma matéria que apontava para a importância e os desafios do meio de comunicação com as novas tecnologiasTambém em 2021, o Ciência é Tudo, da TV Brasilfez um especial sobre a data. Confira no vídeo abaixo:

CONTINUE LENDO...

domingo, 5 de dezembro de 2021

Mais da metade dos maiores de 18 anos consome bebidas alcoólicas

Dado é de pesquisa do Instituto Brasileiro do Fígado

POR AGÊNCIA BRASIL - Uma pesquisa encomendada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) ao Datafolha mostrou que 55% dos brasileiros com mais de 18 anos de idade consomem bebidas alcoólicas, sendo que 32%, ou seja, um em cada três indivíduos, consomem semanalmente. Desses, 44% consomem mais de três doses por dia ou ocasião e nesse grupo 11% consomem acima de dez doses por dia. A dose padrão à qual a pesquisa se refere é a de 14 g de álcool puro, o que corresponde a 45 ml de destilado, ou 150 ml de vinho ou a uma lata de cerveja.

Realizado em setembro, o levantamento revelou ainda que entre aqueles que afirmam consumir de uma a duas doses de álcool por dia ou ocasião, as mulheres (42%) consomem mais do que homens (32%) e mais do que a média nacional (37%), assim como pessoas acima de 60 anos de idade (52%). Segundo a pesquisa, à medida que aumenta o consumo por dia, diminui a faixa etária, sendo de 10% e 12% entre pessoas de 18 a 59 anos de idade, contra 5% entre os maiores de 60 anos de idade.

Entre os brasileiros que consomem três ou mais doses de bebida por vez, 44% são homens, percentual que sobe para 49% entre os homens nas classes AB. A maioria dos entrevistados acredita que o consumo frequente de álcool lidera o ranking de causa tanto do câncer de fígado quanto da cirrose, mas a maioria (56%) negligencia sua saúde quando afirma nunca ter feito exame para avaliar dano do fígado relacionado ao consumo de álcool.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Fígado, Paulo Bittencourt, não existe limite de segurança para o consumo, já que a sensibilidade ao álcool é individual. Entretanto, de modo geral, para pessoas sem doença hepática, o consumo moderado, que é de 14 doses para homens por semana, ou sete doses para mulheres por semana, pode ser considerado seguro. Para aqueles que têm algum tipo de doença ou gordura no fígado o indicado é não consumir.

“Mesmo aquelas pessoas que bebem apenas aos finais de semana, conhecidos como bebedores sociais, têm risco duas vezes maior de cirrose, quando seguem o padrão de consumo caracterizado pela OMS [Organização Mundial da Saúde] como bebedor pesado episódico (BPE), isto é, mais de quatro e cinco doses de álcool por ocasião, respectivamente para mulheres e homens”, diz o instituto.

Segundo o instituto, apesar dos riscos, a maioria das pessoas que consome bebidas alcoólicas não desenvolverá cirrose e câncer de fígado, porque para isso, além do uso abusivo do álcool existe susceptibilidade individual, fatores genéticos e ambientais, tais como doença hepática subjacente, obesidade e diabetes que aumentam o risco de dano hepático pelo álcool.

Paulo Bittencourt alertou ainda para o fato de que o excesso de consumo de bebida alcoólica, ou a popularmente conhecida como ressaca, não pode ser contrabalançado com chás, produtos rotulados como detox ou medicamentos chamados hepatoprotetores, porque essas medicações não oferecem proteção ao fígado contra os efeitos nocivos do álcool.

“A recomendação é pelo consumo moderado e consciente, dentro dos padrões considerados como mais seguros, para quem não tem doença hepática. Entretanto, para quem passou ocasionalmente do limite, é importante compensar o uso abusivo com abstinência de álcool nos dias subsequentes, beber bastante líquido e se alimentar de forma adequada. O uso de analgésicos pode potencializar seus efeitos hepatotóxicos associado ao uso de álcool”, explicou o especialista.

Para diagnosticar a saúde do fígado, o recomendado é que sejam feitos exames de avaliação de enzimas hepáticas (sangue) disponíveis nas redes pública e privada em todos os indivíduos que façam consumo abusivo de álcool, mesmo aqueles com padrão de bebedor pesado episódico. 

Para saber mais sobre o assunto, acompanhe @tudosobrefigado nas redes sociais ou pelo site da Ibrafig.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-12/mais-da-metade-dos-maiores-de-18-anos-consome-bebidas-alcoolicas

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Pix tem quase 4,4 milhões de portabilidade de chaves

O número de chaves cadastradas chegou a 83,49 milhões

POR AGÊNCIA BRASIL - Os usuários do Pix já fizeram 4,39 milhões de portabilidade de chaves, entre 5 de outubro e o último domingo (22), informou hoje (24) o Banco Central (BC). O número de chaves cadastradas chegou a 83,49 milhões.

As chaves são a forma de identificação do recebedor no novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas. Com a chave, o pagador não precisa de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência. Para cadastrar a chave, o cliente acessa o aplicativo da instituição em que tem conta e faz o registro, vinculando a uma conta específica um número de telefone celular, e-mail, CPF, CNPJ ou código aleatório de 32 caracteres com letras e símbolos gerados pelo BC.

LEIA TAMBÉM: Banco do Brasil é o primeiro a oferecer transações do PIX via WhatsApp

O chefe adjunto no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, disse que esse volume de portabilidade é “bastante natural”. “É um movimento natural do início de operação do Pix onde várias pessoas cadastraram a sua chave, ainda sem ter certeza sobre qual instituição gostariam de manter a chave que cadastrou. E aí ao longo da utilização, esse movimento de portabilidade foi acontecendo. Não significa necessariamente que a pessoa encerrou uma conta em uma instituição”, disse Brandt.

Para fazer a portabilidade da chave, é preciso acessar o aplicativo da instituição financeira de destino e fazer o pedido. Ao receber o pedido de confirmação da sua instituição de origem, é necessário confirmar a portabilidade, em até 7 dias. Outra forma é pedir para registrar a mesma chave em outra instituição e aguardar a pergunta sobre o desejo de fazer a portabilidade.

Primeira semana

Entre os dias 16 e 22 deste mês, o volume de operações chegou a 12,2 milhões, com valor financeiro de R$ 9,3 bilhões.  O Pix começou a funcionar plenamente no último dia 16.

“O Banco Central considera que a primeira semana de operação plena foi bastante positiva. Desde o primeiro dia, o número de operações atingiu um patamar bastante elevado”, disse o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Ângelo Duarte.

Segundo Duarte, os sistemas do BC funcionaram plenamente e algumas instituições financeiras tiveram problemas momentâneos em que precisaram diminuir o ritmo das transações ou fazer desconexões. “Isso acontece com todos os meios de pagamentos. Ao longo da semana esse número de intercorrências foi diminuindo e no final da semana já estava próximo de zero”, acrescentou.

Duarte acrescentou que o valor médio das transferências está aumentando porque os usuários estão mais confiantes. “As pessoas estão ganhando confiança e vão fazendo transações de maior valor”, disse.

Transferências com internet desconectada

O BC deve oferecer aos usuários do Pix a possibilidade de fazer transferências e pagamentos, mesmo sem estar conectado à internet, por meio de um QR code offline. “Mas quem recebe o dinheiro precisa estar conectado à internet. O recebedor que geralmente é uma empresa vai precisar estar conectado e é essa conta que vai gerar a transação do Pix. Está Previsto para acontecer dentro das próximas ações. Não temos a data definida para essa funcionalidade. É mais uma conveniência que será oferecida para a população brasileira”, disse Brandt.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-11/pix-tem-quase-44-milhoes-de-portabilidade-de-chaves

domingo, 18 de outubro de 2020

Brasil confirma mais 461 mortes por covid-19

Desde o início da pandemia, país registra 153,6 mil óbitos

POR AGÊNCIA BRASIL - O Brasil confirmou mais 461 mortes decorrentes de complicações causadas pelo novo coronavírus. Com isso, o país atingiu a marca de 153.675 óbitos causados pela covid-19 desde que o primeiro caso da doença foi registrado no país, no fim de fevereiro deste ano.

Os números constam do balanço diário que o Ministério da Saúde divulgou no início da noite de hoje (17). Repassados pelas secretarias de saúde dos estados, o boletim leva em consideração as informações registradas em um período de 24 horas. 

Segundo a pasta, mais 24.062 diagnósticos positivos foram contabilizados no último período, elevando para 5.224.362 o total de casos confirmados da doença em todo o país. A população brasileira supera os 210,1 milhões de habitantes – o que significa dizer que a presença do vírus foi atestado em menos de 3% da população.

Entre os casos já confirmados, 4.635.315 pacientes se recuperaram da doença, o que equivale a 88,7% do total de pessoas cujos testes confirmaram a infecção pelo novo coronavírus. Outros 435.372 pacientes seguem em tratamento.

Covid-19 nos estados

Em termos absolutos, as unidades da federação com mais mortes são São Paulo (37.992, para 1.062.634 casos); Rio de Janeiro (19.715, para 289.569 casos), Ceará (9.207 para 264.245 casos), Pernambuco (8.480 para 155.923 casos) e Minas Gerais (8.405, para 333.998 casos).

As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (679), Roraima (681), Amapá (731), Tocantins (1.042) e Rondônia (1.421).

LEIA MAIS EM: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-10/brasil-confirma-mais-461-mortes-por-covid-19

domingo, 4 de outubro de 2020

Tabela de Classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

Por Agência Brasil - Após 52 dias e 12 jornadas (quase) completas desde o início do Campeonato Brasileiro, a primeira rodada da Série A terá continuidade nesta quarta-feira (30), com dois jogos às 21h30 (horário de Brasília). O Corinthians recebe o Atlético-GO na Neo Química Arena, em São Paulo, enquanto o Bahia visita o Botafogo no Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

As partidas seriam disputadas em 9 de agosto, mas foram adiadas porque no dia 8 tanto o Corinthians, quanto o  Bahia disputavam as finais estaduais contra Palmeiras e Atlético-BA, respectivamente. O Timão foi vice-campeão no Campeonato Paulista, superado pelo rival Verdão nos pênaltis. Já o Tricolor de Aço levantou a taça do Baiano, também levando a melhor nas cobranças de penalidades.

Leia Mais em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-09/serie-jogos-atrasados-da-primeira-rodada-movimentam-esta-quarta

Confira AQUI a tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

OMS anuncia retomada de testes com hidroxicloroquina para covid-19

Pesquisa que invalidou cloroquina não apresenta argumentos, afirma OMS
@
Após a análise de um estudo publicado pela revista médico-científica The Lancet, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou hoje (3) durante coletiva de imprensa que o grupo responsável retomará os protocolos com a cloroquina e sua variante mais recente, a hidroxicloroquina.

“Como vocês sabem, na última semana o Grupo Executivo dos Testes de Solidariedade [nome dado ao grupo de pesquisa que busca medicamentos eficazes contra o SARS-CoV-2] decidiu suspender o ramo de testes com hidroxicloroquina por preocupação no uso da droga. Essa foi uma decisão de precaução. Com base nos dados disponíveis, os membros recomendaram que não há razões para suspender o protocolo de testes”, afirmou Tedros.

A suspensão durou 10 dias (o anúncio foi feito em 25 de maio). Os testes com a hidroxicloroquina serão retomados com 3.500 pacientes em 35 países, informou o diretor-geral. Vários especialistas do mundo inteiro já haviam se manifestado contra a metodologia de mineração de dados usada pela Surgisphere - empresa responsável por coletar números para o estudo. “A OMS está comprometida em acelerar o desenvolvimento de terapias eficazes, vacinas e diagnósticos [contra a covid-19]  como parte do nosso compromisso em servir o mundo com ciência, resolução de problemas e solidariedade”, complementou.
Remessa
A decisão vem logo em seguida ao anúncio da doação de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil feita pelos Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, também enviou respiradores mecânicos

FONTE: AGÊNCIA BRASIL: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-06/oms-anuncia-retomada-de-testes-com-hidroxicloroquina-para-covid-19

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Primeiros afetados pela covid-19 no Brasil tinham, em média, 39 anos

Doença atingiu inicialmente classes com maior renda per capita
@Divulgação / Infraero
A média de idade dos primeiros pacientes diagnosticados com a covid-19 no Brasil, de 39 anos, foi mais baixa do que a observada em outros países. Associado ao fato de que, na fase inicial da epidemia, grande parte desses pacientes pertencia às classes sociais mais elevadas, isso pode ter contribuído para que o país tenha registrado uma taxa de hospitalização equivalente à metade da média internacional – de 10% contra 20% de outros países.
As conclusões são de um estudo internacional, liderado por pesquisadores brasileiros. Os resultados preliminares da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no âmbito do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), foram descritos em artigo publicado na plataforma medRxiv, ainda em versão pré-print (sem revisão por pares).
“A condição econômica desses primeiros pacientes infectados permitiu que tivessem maior acesso a testes diagnósticos, por exemplo, facilitando inicialmente o isolamento social e a diminuição do contágio”, disse o pesquisador da Fiocruz e um dos autores do estudo, Julio Henrique Rosa Croda.
Os pesquisadores analisaram as características epidemiológicas, demográficas e clínicas dos casos confirmados de covid-19 durante o primeiro mês da epidemia no Brasil. Para isso, usaram principalmente a base de dados REDCap, criada pelo Ministério da Saúde no início do surto da doença para notificação de casos.
As análises dos dados indicaram que, entre 25 de fevereiro e 25 de março, foram confirmados 1.468 casos de covid-19 no Brasil, dos quais quase a metade (48%) foi de pessoas entre 20 e 39 anos de idade. Do total de casos registrados à época, 10% precisaram de internação e apresentaram como fatores de risco associados à hospitalização doenças cardiovasculares e hipertensão.
“Pode ser que a média de idade dos pacientes com covid-19 hospitalizados no Brasil seja menor do que a média mundial porque teriam maior prevalência de comorbidades em comparação com a população na mesma faixa etária de outros países. Mas essa hipótese ainda não foi confirmada”, afirma Croda.
A menor média de idade de pacientes infectados e hospitalizados no Brasil em comparação com outros países também pode estar relacionada ao fato de que esse grupo etário, entre 20 e 39 anos de idade, representa uma parcela expressiva – de 32% – da população brasileira, ponderam os pesquisadores.

Classes

Para avaliar se os primeiros casos notificados de infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus) estavam relacionados ao perfil socioeconômico dos pacientes, os pesquisadores analisaram os casos registrados na região metropolitana de São Paulo, com base em dados de geolocalização do endereço dos pacientes. As análises revelaram que as regiões com maior renda per capita média apresentaram maiores taxas de testagem.
“Constatamos que há uma disparidade socioeconômica no acesso ao teste de diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus no Brasil que persiste à medida que o número de casos da doença tem se expandido”, avalia Croda.
Os pesquisadores também observaram que, durante o primeiro mês da epidemia, apenas 33,1% dos casos foram confirmados em laboratórios de saúde pública e o restante em laboratórios privados. “Inicialmente, a doença ficou mais restrita à população mais rica do país e, no final de março, ocorreu uma transição e passou a atingir a população mais pobre”, analisa Croda.
O artigo Epidemiological and clinical characteristics of the early phase of the COVID-19 epidemic in Brazil  pode ser lido na internet.

sábado, 18 de abril de 2020

Pessoas com epilepsia sofrem com efeitos do estresse na quarentena

Pacientes com epilepsia têm maior propensão à depressão e à ansiedade
@
A ansiedade e o estresse podem prejudicar os pacientes com epilepsia durante a crise da pandemia do novo coronavírus, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), Lécio Figueira. De acordo com o médico, o isolamento social e a quantidade elevada de informações diárias, nem sempre verdadeiras, são fatores que afetam o emocional.

Figueira afirmou ainda que o ambiente de estresse elevado contribui para a baixa da imunidade e influencia o surgimento de crises em pessoas acometidas pela doença. 
“Isso só faz mal. A informação deve ter o tom de que, sim, deve haver preocupação. Mas a notícia boa é que [quem é acometido por crises de epilepsia] não corre um risco maior do que a população em geral. A preocupação maior que se deve ter é em manter a cabeça em ordem, cuidar da saúde mental. Nos pacientes com epilepsia isso é fundamental para não ter piora com ansiedade e estresse. O paciente com epilepsia tem mais propensão à depressão e à ansiedade. O ponto mais relevante é assegurar que eles tem que se cuidar mas sem aumentar o nível de estresse deles”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Fatores de risco

O neurologista do Hospital das Clínicas e do Hospital Samaritano de São Paulo contou que especialistas e pesquisadores de epilepsia têm analisado os casos de covid-19 e, até o momento, não há indicativos de que a epilepsia seja fator de risco. Dados do Ministério da Saúde indicam que dos 39 pacientes com doenças neurológicas que morreram, apenas um tinha menos de 60 anos. Para o médico, isso reforça que os outros fatores de risco parecem ser mais importantes do que o fato de ser acometido pela doença neurológica.
“Pacientes que têm mobilidade limitada, sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), demência, alzheimer, parkinson, problemas musculares ou dificuldades de movimentação, de respiração e de deglutição alterada podem sofrer um impacto maior, já que possuem uma capacidade de respiração e de movimentação insuficiente”, informou o médico. Figueira apontou ainda que pessoas que fazem uso de medicações imunossupressoras  - usadas para controlar doenças como esclerose múltipla - também podem ser considerados no grupo de risco.
O médico citou o Boletim Epidemiológico número 8, do Ministério da Saúde, que destaca os fatores de risco entre as mortes causadas por covid-19. O primeiro é a cardiopatia, seguido de diabetes e pneumopatia. Em quarto lugar, doença neurológica. Mas, neste caso, como a maioria é de pacientes com mais de 60 anos, ele acredita que as mortes não sejam relacionadas diretamente a esse tipo de enfermidade.

Medicamentos

O vice-presidente da ABE acrescentou que pessoas com epilepsia estão enfrentando dificuldades de acesso aos medicamentos de uso contínuo que precisam de receita médica por causa da restrição dos atendimentos médicos. “Como as consultas são de rotina, a primeira orientação foi remarcar. O problema é que os pacientes têm que ter acesso ao médico para pegar a receita, não se vende esse remédio sem a receita controlada”, disse.
Lécio Figueira lembrou que, por causa da crise do novo coronavírus, uma regulamentação recente do governo permite a consulta por telemedicina e prescrição de medicamentos por assinatura eletrônica. Apesar da medida facilitar a aquisição de remédios, nem todos os pacientes estão conseguindo o acesso. “Isto está funcionando, mas com alguma dificuldade. Na semana passada eu falei em uma live da Associação Brasileira de Epilepsia que vários estados estão reclamando que não conseguiram fazer isso funcionar. Os meus pacientes conseguiram, fiz várias orientações e eles conseguiram, mas não está fácil ainda”, revelou.

Prazo de receita

O neurologista destacou uma outra medida tomada por alguns governos estaduais que permite a extensão do prazo das receitas de remédios de alto custo, que é de três meses. “Imagine que a cada três meses tem que levar uma baita papelada para autorizar. Eles autorizaram a renovação automática desses remédios de alto custo. Teve um esforço grande para facilitar o acesso, mas, ainda assim, é muito complexo. São muitas mudanças em tão pouco tempo em um contexto caótico. Não deu tempo de todo mundo se adaptar”, completou.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Receita Federal exigirá CPF/CNPJ nas encomendas internacionais

Medida entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2020
Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil
A Receita Federal do Brasil exigirá, a partir de 1º de janeiro de 2020, que todas as encomendas e remessas internacionais possuam a identificação do CPF/CNPJ/Número do Passaporte do destinatário para ter o despacho aduaneiro iniciado. A falta dessa informação poderá acarretar a proibição da entrada da encomenda e sua devolução ao exterior ou destruição, nos casos em que a devolução não seja possível.

Essa informação deve ser prestada na hora da compra on-line e encaminhada juntamente com a encomenda em seu transporte. Caso não seja informado no momento da compra, ou o remetente não os encaminhe o dado juntamente com a remessa, os Correios possuem uma ferramenta para prestação dessa informação na página da internet, por meio do rastreamento ou do portal "Minhas Importações". Será necessário realizar o cadastro no Portal, informando o CPF (pessoa física), CNPJ (pessoa jurídica) ou Número do Passaporte (estrangeiro), bem como definir login e senha.

Após o cadastro, informa a Receita, basta realizar a pesquisa por encomendas e fazer a vinculação das remessas no ambiente “Minhas Importações”. Somente após a prestação dessa informação, as encomendas poderão ser apresentadas à fiscalização aduaneira.
POR AGÊNCIA BRASIL

domingo, 24 de novembro de 2019

Jogadores do Flamengo chegam ao Rio em clima de festa

Reuters/Sergio Moraes
Os jogadores do Flamengo chegaram ao centro do Rio de Janeiro às 12h30 deste domingo, dando início à festa de consagração pelo título da Taça Libertadores da América, obtido ontem, em Lima, depois da vitória – 2x1 – sobre o River Plate, da Argentina. O Fla é bicampeão na competição.

A equipe desembarcou do ônibus que a trouxe do Aeroporto Internacional do Galeão e seguiu em um caminhão aberto, para delírio dos torcedores, que esperavam os jogadores desde o início da manhã no centro da cidade.

Atrás do caminhão que leva a equipe, foi colocado um cartaz com a frase Vencemos Juntos.

A multidão tomou praticamente todo o trajeto planejado para o desfile da vitória, desde a Igreja da Candelária até a estátua de Zumbi, próximo ao Sambódromo.

Torcedores de todas as idades fizeram questão de comparecer, desde pessoas mais velhas, que viram a última conquista rubro-negra da Libertadores da América, em 1981, até jovens que nasceram bem depois dos últimos títulos internacionais do clube.

Algumas famílias levaram crianças e bebês de colo, na certeza de que fazem parte da história rubro-negra.

Bolsonaro

Uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou o voo que trazia os atletas do Flamengo, de Lima para o Rio.

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta da rede social Facebook a mensagem transmitida pelo rádio da aeronave na qual felicita o time pela conquista.

"A Força Aérea Brasileira, em nome do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, dá as boas-vindas ao time do Flamengo e felicita a equipe campeã que tão bem representou o Brasil na conquista da Copa Libertadores", afirmou o piloto.

sábado, 23 de novembro de 2019

"Hoje somos todos Flamengo", diz Bolsonaro

O presidente participou de evento na Vila Militar, no Rio
Reuters/Direitos Reservados
O presidente da República, Jair Bolsonaro, ao discursar hoje (23) na comemoração dos 74 anos da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, pediu torcida para o Flamengo. O time carioca disputa, à tarde, a final da Taça Libertadores contra o time argentino River Plate, em Lima, no Peru.

"Respeitosamente, como futebol faz parte da cultura e da alma do povo brasileiro, hoje todos nós somos Flamengo", disse o presidente, durante a cerimônia na Vila Militar do Rio de Janeiro.

Bolsonaro também homenageou o apresentador de televisão Gugu Liberato, que morreu após sofrer uma queda acidental nos Estados Unidos.

"Gugu Liberato, por décadas, deixou sua marca em todo o Brasil. Esbanjava alegria e informação. Que Deus acolha sua alma e conforte sua família, amigos e fãs", disse.
POR AGÊNCIA BRASIL

LEIA TAMBÉM:

1. Libertadores: Flamengo e River protagonizam final inédita e histórica

2. Políticos lamentam a morte de Gugu Liberato

domingo, 13 de outubro de 2019

Canonização de Irmã Dulce reconhece trabalho social

Cerimônia no domingo consagra beata dedicada aos mais pobres
Acervo Irmã Dulce
Na primeira quinzena de agosto deste ano, a professora aposentada Miralva Tito Moreno Oliveira, 74 anos, preparava-se para um procedimento cirúrgico no Hospital da Bahia, em Salvador, para retirada de cálculos que podiam chegar ao ureter, quando o médico a informou que não seria mais necessária a operação.

“Dona Miralva, a senhora não tem a pedra mais”, disse o urologista conforme relato da paciente à reportagem. De acordo com o exame pré-operatório feito no hospital, o cálculo não estavam lá. Miralva Oliveira temia dor e desconforto se as pedras chegassem e crescessem no ureter. O risco havia sido detectado por um exame de ultrassom e confirmado por ressonância magnética.

LEIA TAMBÉM:Irmã Dulce é canonizada pelo Papa Francisco e se torna a primeira santa brasileira

A paciente mostrou, então, ao médico o santinho impresso da beata Irmã Dulce, que ela mantinha sobre o abdome, pedindo intercessão de Irma Dulce, a futura Santa Dulce dos Pobres. Emocionada, Miralva Oliveira descreve ter recebido “uma graça” do “Anjo Bom da Bahia” que foi canonizada hoje (13) pelo papa Francisco na Praça São Pedro, no Vaticano; e se tornou a primeira santa brasileira. A celebração litúrgica reuniu cerca de 50 mil pessoas.

A ex-paciente comemora a canonização da religiosa, "uma santa brasileira e baiana! A gente só pode ter orgulho de louvar a Deus”, diz Miralva.

Veja momentos da cerimônia no Vaticano:
Video Player
00:00
00:40
Cerimônia de canonização da Irmã Dulce no Vaticano - TV Brasil
Para a pesquisadora baiana Thiaquelliny Teixeira Pereira, que escreveu tese de doutorado sobre a construção social da santidade, Irmã Dulce já é considerada santa pelos brasileiros e, em especial, pelos baianos. "População brasileira é pouco entendida na questão da liturgia, é um povo de muita fé e de pouco conhecimento teológico", observa. "[Há] Pessoas que são cultuadas pela população baiana à procura de milagres, de terem suas aflições respondidas", revela a pesquisadora.
Conforme o jornalista Graciliano Rocha, autor da biografia Irmã Dulce, a Santa dos Pobres, são comuns relatos de fiéis, como Miralva Oliveira, descrevendo recuperação da saúde e o recebimento de outras graças após fazer orações e promessas à Irmã Dulce.
“Há um imenso mosaico de fé popular. A devoção à Irmã Dulce mobiliza todo o tipo de gente, de qualquer classe social”, descreve o biógrafo que realizou pesquisa por oito anos no Brasil, no Vaticano e até nos éEstados Unidos. Segundo ele, nos vinte anos após a morte da beata (entre 1992 e 2012) mais de 10 mil relatos de graças foram descritos em cartas de fiéis.
“É impossível não perceber beleza na devoção das pessoas”, observa o biógrafo após leitura de amostra dessas mensagens para escrever o livro. Há nas cartas “a inquietação genuína dos devotos”, principalmente de “causas ligadas à saúde”.