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quinta-feira, 17 de março de 2022

O que foi o Assalto ao Banco Central que vai virar série na Netflix?

POR CANALTECHEm 2005, o Brasil inteiro parou para acompanhar as consequências de um assalto ao Banco Central de Fortaleza. Tudo começou nos dias 6 e 7 de agosto, um fim de semana, quando ladrões escavaram um túnel até o local. Uma vez lá dentro, eles conseguiram levar R$ 164 milhões em espécie, que pesavam cerca de 3,5 toneladas. O roubo só foi descoberto na segunda-feira, dia 8 de agosto, quando os bandidos já estavam longe.

Agora, a história do crime será contada em 3 Tonelada$: Assalto ao Banco Central, a nova minissérie documental da Netflix que estreia neste mês de março na plataforma de streaming

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Como foi o Assalto ao Banco Central?

Os ladrões planejaram o crime por três meses, contando com a ajuda de um funcionário do Banco Central que forneceu informações internas. Ele contou como o local funcionava e disponibilizou as plantas do edifício. Então, o segundo passo foi alugar uma casa que ficava perto do banco para começar os trabalhos.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

BC informará viúvos e órfãos sobre saque de valores esquecidos

Retirada por terceiros pode exigir autorização da Justiça

POR AGÊNCIA BRASIL - Disponível desde ontem (13) à noite, a consulta a valores esquecidos em bancos e demais instituições financeiras pode ser feita facilmente pelos correntistas. Basta digitar o CPF ou o CNPJ e a data de nascimento para saber se existem saldos residuais a serem sacados.

No entanto, como fica no caso de o correntista ter morrido? Os viúvos e herdeiros terão direito a reaver os valores?

Responsável pelo site que informa sobre valores a receber, o Banco Central (BC) informou que divulgará, nos próximos dias, os procedimentos a serem seguidos por terceiros legalmente autorizados que querem pedir o saque de valores. A orientação valerá para herdeiros, procuradores, tutores, curadores, inventariantes e responsáveis por menores não emancipados.

Conforme teste da reportagem da Agência Brasil, a primeira etapa da consulta, em que o sistema informa se existem valores a receber pode ser feita digitando o CPF do falecido.

Leia Também: Consulta do Banco Central de valores a receber esquecidos em bancos: veja calendário de liberação

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

BC terá site exclusivo para consulta ao sistema de valores a receber

Objetivo é garantir que a segurança do Banco Central

POR AGÊNCIA BRASIL - O Banco Central informou hoje (7) que as consultas ao Sistema Valores a Receber (SRV) serão retomadas por meio de um site exclusivo para esse fim, no próximo dia 14.

O objetivo é evitar que a grande quantidade de acessos coloque em risco o site do próprio BC, como ocorrido no mês passado, quando a demanda inesperada de acessos ao SRV derrubou o site do BC

Com o site exclusivo, todo relacionamento do cidadão com o sistema será por meio do site valoresareceber.bcb.gov.br, não sendo possível “consultar ou solicitar valores” na página principal do BC na internet, nem dentro do sistema Registrato.

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“No momento da consulta em valoresareceber.bcb.gov.br o cidadão saberá se tem valor a receber e, caso positivo, receberá a data para conhecer esses valores e solicitar sua transferência, a partir do dia 7 de março de 2022”, informou o BC ao recomendar que o cidadão consulte a página, na data informada.

Caso, por algum motivo, o interessado perca a data, poderá fazer uma nova consulta a qualquer momento para receber uma nova data de agendamento. No site há um passo-a-passo com todas informações necessárias para o resgate dos valores.

“O cidadão nunca perde o direito sobre os valores em seu nome. As instituições financeiras guardarão esses recursos pelo tempo que for necessário, esperando até que o cidadão solicite a devolução”, diz a nota do BC.

Ainda segundo o banco, para acessar o Sistema Valores a Receber é necessário que o interessado tenha um cadastro no site gov.br nível prata ou ouro. O cadastro pode ser feito gratuitamente pelo aplicativo gov.br ou por meio da internet. Para acessar o siteclique aqui.

Alerta

O BC alerta sobre o risco de alguns golpes que podem ser aplicados. O serviço não será disponibilizado em nenhuma outra página da internet. Além disso, não serão feitos contatos telefônicos nem envio de links para as pessoas, para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

“Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber. Portanto, o cidadão nunca deve clicar em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram”, informa o banco ao afirmar que nenhum pagamento deverá ser efetuado para que se tenha acesso aos valores.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-02/bc-tera-site-exclusivo-para-consulta-ao-sistema-de-valores-receber

sábado, 28 de agosto de 2021

Banco Central adia terceira fase do open banking para 29 de outubro

Fase prevê compartilhamentos de transferências pelo Pix

POR AGÊNCIA BRASIL - Prevista para começar na próxima segunda-feira (30), a terceira fase do open banking foi adiada para 29 de outubro, informou hoje (27) à noite o Banco Central (BC). A decisão atendeu a pedidos dos bancos e das fintechs, que alegavam pouco tempo para fazer as mudanças nos sistemas.

Em nota, o BC informou que o prazo de testes para certificar as instituições aptas a aderir à terceira fase do Pix estava comprometido pela necessidade de ajustes. “O pedido feito ao Banco Central decorreu da necessidade de ajustes nas especificações técnicas, que comprometeram o prazo para realização de testes para a certificação das instituições”, destacou o comunicado.

O órgão reforçou o compromisso com a implementação do programa. “O Banco Central reforça o seu compromisso para que o open banking alcance os seus objetivos, de forma segura e efetiva para os clientes das instituições participantes, permanecendo vigilante no processo de sua implementação”, acrescentou.

Em vigor desde 1º de fevereiro, a primeira etapa do open banking permite o compartilhamento de informações sobre produtos, serviços, canais de atendimento e localização de agências. Com base nos dados, os bancos podem fazer comparações por meio de sistemas de interface de programação de aplicações (API na sigla em inglês). A segunda fase do open banking, que envolve o compartilhamento de cadastros e de transações entre as instituições financeiras, foi adiada de 15 de julho para 13 de agosto. 

As demais fases do open banking não sofreram alteração. A quarta etapa, que prevê a troca de informações sobre serviços de câmbio, de investimentos, de previdência e de seguros, está mantida para 15 de dezembro.
 

Confira o novo cronograma de implementação do open banking

13 de agosto de 2021 - Início da fase 2, com a troca de dados de cadastros e de transações entre as instituições, como produtos e serviços associados às contas dos clientes

29 de outubro de 2021 - Início da fase 3, com o compartilhamento de serviços de transferências pelo Pix

15 de dezembro de 2021 - Início da fase 4, com a troca de informações entre as instituições sobre os demais produtos financeiros, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

15 de fevereiro de 2022 - Compartilhamento de serviços de transferências entre contas do mesmo banco e TED

30 de março de 2022 - Compartilhamento do envio de propostas de operações de crédito a clientes que aderirem ao open banking

31 de maio de 2022 - Compartilhamento de dados de clientes sobre demais operações financeiras, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

30 de junho de 2022 - Compartilhamento de serviços de pagamento por boleto

30 de setembro de 2022 - Compartilhamento de serviços de débito em conta

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2021-08/banco-central-adia-terceira-fase-do-open-banking-para-29-de-outubro

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Pix tem quase 4,4 milhões de portabilidade de chaves

O número de chaves cadastradas chegou a 83,49 milhões

POR AGÊNCIA BRASIL - Os usuários do Pix já fizeram 4,39 milhões de portabilidade de chaves, entre 5 de outubro e o último domingo (22), informou hoje (24) o Banco Central (BC). O número de chaves cadastradas chegou a 83,49 milhões.

As chaves são a forma de identificação do recebedor no novo sistema de pagamentos e transferências instantâneas. Com a chave, o pagador não precisa de dados como número da instituição, agência e conta para fazer uma transferência. Para cadastrar a chave, o cliente acessa o aplicativo da instituição em que tem conta e faz o registro, vinculando a uma conta específica um número de telefone celular, e-mail, CPF, CNPJ ou código aleatório de 32 caracteres com letras e símbolos gerados pelo BC.

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O chefe adjunto no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Carlos Eduardo Brandt, disse que esse volume de portabilidade é “bastante natural”. “É um movimento natural do início de operação do Pix onde várias pessoas cadastraram a sua chave, ainda sem ter certeza sobre qual instituição gostariam de manter a chave que cadastrou. E aí ao longo da utilização, esse movimento de portabilidade foi acontecendo. Não significa necessariamente que a pessoa encerrou uma conta em uma instituição”, disse Brandt.

Para fazer a portabilidade da chave, é preciso acessar o aplicativo da instituição financeira de destino e fazer o pedido. Ao receber o pedido de confirmação da sua instituição de origem, é necessário confirmar a portabilidade, em até 7 dias. Outra forma é pedir para registrar a mesma chave em outra instituição e aguardar a pergunta sobre o desejo de fazer a portabilidade.

Primeira semana

Entre os dias 16 e 22 deste mês, o volume de operações chegou a 12,2 milhões, com valor financeiro de R$ 9,3 bilhões.  O Pix começou a funcionar plenamente no último dia 16.

“O Banco Central considera que a primeira semana de operação plena foi bastante positiva. Desde o primeiro dia, o número de operações atingiu um patamar bastante elevado”, disse o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Ângelo Duarte.

Segundo Duarte, os sistemas do BC funcionaram plenamente e algumas instituições financeiras tiveram problemas momentâneos em que precisaram diminuir o ritmo das transações ou fazer desconexões. “Isso acontece com todos os meios de pagamentos. Ao longo da semana esse número de intercorrências foi diminuindo e no final da semana já estava próximo de zero”, acrescentou.

Duarte acrescentou que o valor médio das transferências está aumentando porque os usuários estão mais confiantes. “As pessoas estão ganhando confiança e vão fazendo transações de maior valor”, disse.

Transferências com internet desconectada

O BC deve oferecer aos usuários do Pix a possibilidade de fazer transferências e pagamentos, mesmo sem estar conectado à internet, por meio de um QR code offline. “Mas quem recebe o dinheiro precisa estar conectado à internet. O recebedor que geralmente é uma empresa vai precisar estar conectado e é essa conta que vai gerar a transação do Pix. Está Previsto para acontecer dentro das próximas ações. Não temos a data definida para essa funcionalidade. É mais uma conveniência que será oferecida para a população brasileira”, disse Brandt.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-11/pix-tem-quase-44-milhoes-de-portabilidade-de-chaves

terça-feira, 24 de março de 2015

Inflação vai diminuir a partir de abril, diz presidente do Banco Central

ECONOMIA
Para Tombini, 2015 será um ano de “transição”; inflação sofre pressão da alta do dólar e de ajustes da energia e gasolina

Agência Brasil
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Foto: Antonio Cruz/ ABr
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse nesta terça-feira (24) que, a partir de abril, a inflação será inferior às taxas mensais que vêm sendo verificadas no primeiro trimestre. Em janeiro, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi 1,24%, e em fevereiro, 1,22%. Ele reiterou que a política monetária “está e continuará vigilante” e que é “factível” o objetivo de convergência da taxa para o centro da meta da equipe econômica, de 4,5%, a partir de 2016.

Tombini também repetiu que a inflação sofre pressão do ajuste dos preços internacionais, impactados pelo fortalecimento do dólar, e dos preços administrados, como os de energia e gasolina. O presidente do BC voltou a destacar que 2015 será um ano de “transição”. Com relação à atividade econômica, ele espera expansão do setor agropecuário, crescimento modesto do setor de serviços e retração da indústria. Na avaliação do presidente da autoridade monetária, a demanda das famílias e o crédito crescerão de forma “moderada”.
Segundo Tombini, em função do dólar mais forte, o setor externo contribuirá para a economia este ano. “Espera-se uma contribuição positiva do setor externo, com expansão do volume exportado e alguma contração das importações”, disse. De acordo com ele, a balança comercial, que encerrou 2014 deficitária, deve voltar a apresentar superávit.
Alexandre Tombini também fez uma avaliação do cenário econômico internacional e seus impactos para o Brasil. Na visão dele, a economia global continua em recuperação gradual. O presidente do BC ressaltou que a recuperação dos Estados Unidos contribui para o fortalecimento do dólar. Outros países, como os da zona do euro, se recuperam de forma “desigual”. Ele disse ainda que a queda de preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional) impacta as economias emergentes. Alexandre Tombini deu as declarações em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde responde a perguntas de parlamentares.



















FONTE:
http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/inflacao-vai-diminuir-a-partir-de-abril-diz-presidente-do-banco-central/

sexta-feira, 13 de março de 2015

Banco Central admite que inflação só deve cair ‘ao longo’ de 2016

ECONOMIA
Os números exatos só serão revelados no fim deste mês, mas, no setor privado, a expectativa é de que o IPCA suba 7,77% em 2015 e 5,51% em 2016

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

O Banco Central jogou de uma vez por todas a toalha em relação à alta da inflação deste ano. Desde o final de 2014, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, alertava que a pressão sobre os preços seria forte no início de 2015. Como alento, pregava que haveria um longo período de declínio do IPCA ainda este ano.

Ontem, no entanto, esse otimismo cedeu espaço para  um cenário mais realista: a inflação só vai ceder e se aproximar do cento da meta (4,5%) em 2016. A “queda da ficha” do BC foi demonstrada na ata divulgada ontem sobre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que ocorreu semana passada e aumentou a taxa básica de juros para 12,75% ao ano. 

Os diretores da instituição retiraram do documento essa expectativa de desaceleração dos preços ainda este ano. Ao mesmo tempo, o colegiado informou que a projeção para o IPCA - indicador usado como inflação oficial do país - de 2015 subiu e segue acima do centro da meta. Para 2016, é esperado um refresco, apesar de o cálculo também estar mais alto do que o objetivo perseguido pela autarquia.

A ata do Copom, inclusive, é mais amena ao se referir ao caminho que a inflação percorrerá até atingir a meta no ano que vem. O documento substitui a avaliação de que decisões futuras de política monetária serão tomadas para assegurar a convergência “no próximo ano” para “ao longo” de 2016, possibilidade que não está nas contas dos analistas do mercado financeiro. 

Os números exatos só serão revelados no fim deste mês, mas, no setor privado, a expectativa é de que o IPCA suba 7,77% em 2015 e 5,51% em 2016. Com essa postura mais escancarada da instituição, economistas contam com mais uma alta da Selic no mês que vem.

A dúvida é se será de mais meio ponto percentual (para 13,25% ao ano) ou mais branda, de 0,25 pp (13,00%). Até porque o BC mantém a promessa de que continuará a trabalhar para conter uma contaminação da alta do dólar e dos preços administrados pelo governo para os demais. 

FONTE: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/banco-central-admite-que-inflacao-so-deve-cair-ao-longo-de-2016/