sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Exercício físico como aliado contra o burnout

Em meio ao aumento dos casos de esgotamento emocional, a prática regular de atividade física ganha destaque como ferramenta essencial para reduzir o estresse, recuperar a energia mental e promover bem-estar

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - O ritmo acelerado do dia a dia, a pressão constante por resultados e a dificuldade de desconexão têm contribuído para o avanço da síndrome de burnout, caracterizada por exaustão física e emocional, queda de desempenho e sensação de esvaziamento.

Segundo Cacá Ferreira, Gerente Técnico Corporativo da Cia Athletica, a atividade física exerce um papel fundamental nesse processo ao atuar diretamente na regulação do estresse e no equilíbrio emocional, sendo uma aliada importante tanto na prevenção quanto na recuperação do quadro.

De acordo com o especialista, o exercício estimula a liberação de neurotransmissores como endorfina, dopamina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar, além de contribuir para a redução do cortisol, hormônio associado ao estresse crônico.

“O movimento ajuda a reorganizar o corpo e a mente, melhora a qualidade do sono e devolve energia e clareza mental a pessoas que se sentem esgotadas”, explica Cacá Ferreira.

Quando o assunto é por onde começar, Cacá destaca que atividades de intensidade leve a moderada costumam ser as mais indicadas. Caminhadas, treinos de força com cargas ajustadas, aulas coletivas, exercícios funcionais, práticas como yoga e alongamento são opções que ajudam a aliviar a tensão, melhorar a consciência corporal e promover sensação de controle e relaxamento. “O ideal é respeitar o momento de cada pessoa e entender o exercício como uma ferramenta de cuidado, não de cobrança”, reforça o gerente técnico.

Mais do que desempenho físico ou estética, a prática regular de exercícios deve ser encarada como uma estratégia de autocuidado e qualidade de vida. Com orientação profissional e constância, o treino pode se tornar um aliado importante na recuperação do equilíbrio emocional, ajudando a reduzir os impactos do burnout e a construir uma rotina mais saudável e sustentável.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2348850/exercicio-fisico-como-aliado-contra-o-burnout

Células cancerígenas evitam ser destruídas ao se moverem rapidamente

Pesquisadores identificaram que alguns tumores conseguem se contorcer e remover sinais que ativariam células de defesa, dificultando a ação dos macrófagos e ajudando a explicar por que certas imunoterapias não eliminam totalmente o câncer.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Células cancerígenas conseguem escapar do sistema imunológico usando a própria mobilidade para evitar serem destruídas. É o que aponta uma reportagem do site Science News, baseada em pesquisas recentes apresentadas por cientistas nos Estados Unidos.

De acordo com os pesquisadores, algumas células tumorais são capazes de se contorcer e se mover rapidamente quando entram em contato com células de defesa, como os macrófagos, responsáveis por engolir e eliminar ameaças ao organismo. Em vez de serem totalmente fagocitadas, essas células acabam apenas “mordiscadas” nas bordas, o que lhes permite escapar e continuar vivas.

Experimentos registrados com microscopia de fluorescência mostraram que, durante essa tentativa de ataque, os macrófagos arrancam fragmentos da superfície das células cancerígenas. Com isso, removem também sinais químicos que funcionam como um aviso de “coma-me” para o sistema imunológico. Sem esses marcadores, a célula tumoral se torna praticamente invisível para novas investidas das defesas do corpo.

Os cientistas observaram o fenômeno inicialmente em células de linfoma e, depois, em células de leucemia conhecidas por sua alta capacidade de movimentação. Quando a mobilidade dessas células foi bloqueada com medicamentos específicos, elas passaram a ser engolidas com mais facilidade pelos macrófagos, reforçando a hipótese de que o movimento é um fator-chave para a fuga.

Segundo os autores do estudo, compreender esse mecanismo pode ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o câncer. A ideia é criar tratamentos que limitem a mobilidade das células tumorais, tornando-as mais vulneráveis ao sistema imunológico. Embora aplicações clínicas ainda estejam distantes, os achados ajudam a explicar por que algumas imunoterapias não conseguem eliminar totalmente o câncer e abrem caminho para estratégias mais eficazes no futuro.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2349481/mobilidade-ajuda-celulas-cancerigenas-a-escapar-deataque-do-sistema-imune

Fome silenciosa: quando a privação vira risco de convulsão

O corpo pede energia, o cérebro exige glicose. Negar alimento por muito tempo pode transformar a fome em uma ameaça neurológica

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - A falta de alimento não se resume a um incômodo momentâneo. Quando o corpo passa longos períodos sem receber nutrientes, os efeitos vão muito além da simples sensação de cansaço. O cérebro, que tem na glicose sua principal fonte de energia, sofre diretamente com essa escassez e pode entrar em pane diante da ausência de combustível.

Sem energia suficiente, os neurônios perdem estabilidade elétrica e podem desencadear crises convulsivas. Esse quadro, conhecido como hipoglicemia grave, é uma emergência médica que pode levar à perda de consciência e até ao coma.

A nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi alerta: “Privar o corpo de alimento por muito tempo não é apenas uma questão estética ou de disciplina. É uma agressão direta ao sistema nervoso, que pode resultar em convulsões e danos irreversíveis”.

Além da glicose, minerais como cálcio, magnésio e sódio também são fundamentais para a condução nervosa. A falta deles, comum em períodos de jejum extremo ou desnutrição, aumenta ainda mais o risco de crises. O corpo humano não foi feito para suportar longos períodos sem alimento. A fome prolongada desregula hormônios, enfraquece o sistema imunológico e compromete funções vitais.

Convulsões decorrentes da privação alimentar não são raridade em casos de transtornos alimentares ou dietas extremas. Elas representam o limite do organismo diante da escassez. “O alimento é mais do que calorias. É a base da vida, da energia e da saúde mental. Negar isso ao corpo é abrir espaço para o colapso”, reforça Thainara Gottardi.

Em resumo, a privação de comida não deve ser romantizada e muito menos usada em provas de resistência. O risco de convulsão é real e pode transformar a busca por controle em uma luta pela sobrevivência.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2349539/fome-silenciosa-quando-a-privacao-vira-risco-de-convulsao