segunda-feira, 6 de abril de 2026

Truque simples faz com que a esponja de limpeza dure muito mais

Truque simples ajuda a economizar no dia a dia sem comprometer a limpeza. Usuários relatam que dividir a esponja rende mais e ainda facilita o uso, além de permitir reaproveitamento em outras tarefas domésticas

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Com o aumento do custo de vida, muitas pessoas têm buscado formas simples de economizar no dia a dia, inclusive nos produtos de limpeza. Um dos truques mais práticos envolve as esponjas de lavar louça. A dica é cortá-las ao meio, o que pode dobrar a durabilidade do item. Ao fazer isso, você passa a ter duas esponjas em vez de uma, sem comprometer o uso.

De acordo com o site Tasting Table, essa prática tem sido adotada por muitos consumidores. Em fóruns como o Reddit, usuários relatam bons resultados. “As esponjas novas são tão grandes que nem se sente falta da outra metade depois de a cortar”, comentou um internauta que afirma usar o método há anos.

Algumas pessoas adaptam ainda mais a ideia e preferem dividir a esponja em três partes. “Eu corto as minhas esponjas de limpeza em três partes. Tenho mãos pequenas e é mais fácil segurar as partes em três do que ao meio”, escreveu outro usuário.

Além de cortar as esponjas, há outras estratégias para economizar na limpeza da cozinha. Uma delas começa já no momento da compra, optando por marcas mais acessíveis em vez das mais caras.

Outra dica é reaproveitar esponjas já desgastadas para tarefas que não envolvam contato com alimentos, como a limpeza de micro-ondas, pias ou outras superfícies. “Quando descarto uma esponja corto um canto para indicar que não é mais adequada. Esses cantos podem ser usados para limpar o chão, lavatórios da casa de banho ou outros lugares”, relatou outra usuária.

No caso do detergente, algumas pessoas também optam por diluí-lo em água para aumentar o rendimento. Segundo o Tasting Table, essa prática não compromete a eficácia na remoção de gordura ou bactérias, já que o resultado depende mais da temperatura da água utilizada do que da concentração do produto. 

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2372252/truque-simples-faz-com-que-a-esponja-de-limpeza-dure-muito-mais

Comeu demais? Três chás que ajudam a melhorar a digestão

Assim como no Natal, a Páscoa costuma ser marcada por excessos à mesa. O consumo de doces e refeições mais pesadas pode provocar desconforto e dificultar a digestão ao longo do dia. Para amenizar esses sintomas, algumas infusões naturais podem ajudar a aliviar o estômago.

POR NOTÍCIAS AO MINUTOA seguir, três opções de chás que contribuem para a digestão e podem trazer mais bem-estar após as refeições.

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Chá de gengibre com limão

Ingredientes
3 colheres de chá de gengibre fresco picado
1 pedaço de casca de limão
1 saquinho de chá de hortelã-pimenta
2 colheres de chá de sementes de funcho levemente esmagadas
1 colher de chá de sementes de cominho levemente esmagadas
1 colher de chá de manjerona fresca picada
500 ml de água fervente

Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes em um recipiente, adicione a água fervente e tampe. Deixe em infusão por cerca de 10 minutos. Em seguida, coe e sirva.

Chá de camomila com funcho

Ingredientes
1 colher de chá de flores de camomila secas
1 colher de chá de folhas de hortelã-pimenta secas
1 colher de chá de sementes de funcho levemente esmagadas
Meia colher de chá de gengibre seco em pedaços
230 ml de água fervente
Mel a gosto, opcional

Modo de preparo
Misture os ingredientes em uma xícara ou bule e despeje a água fervente. Tampe e deixe em infusão por aproximadamente 10 minutos. Coe antes de consumir e, se preferir, adoce com mel.

Chá de cominho com coentro

Ingredientes
1 colher de chá de sementes de cominho
1 colher de chá de sementes de coentro
1 colher de chá de sementes de funcho

Modo de preparo
Misture as sementes e coloque em um infusor. Deixe em água quente por cerca de 10 minutos. Retire o infusor e aguarde esfriar antes de beber.

FONTEhttps://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2372184/comeu-demais-tres-chas-que-ajudam-a-melhorar-a-digestao

quinta-feira, 2 de abril de 2026

POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

 POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

ALDALEIA AQUINO
SER IDOSO
Aldaléia Aquino 

Ser idoso é ver a poesia da vida
Com os olhos da experiência, 
Com o amor do coração. 
Amor pelos filhos e pelos netos,
Pelos amigos e pelos vizinhos, 
Pelo cãozinho de casa,
Pelo gatinho e pelo passarinho.
Pelo dia e pela noite,
Pelo sol e pela chuva.
Pela lua que entra na janela do quarto,
Pela estrela que sorri
E pelo vento que assobia no telhado
E abraça as árvores.
Pelo cri-cri do grilo
E a cantilena da cigarra.
Enfim,
Ser idoso é ser feliz por mais um dia,.
Sempre!
Sempre!
...................................................................................
VAI E VEM
Aldaléia Aquino 

Uma tênue luz
do dia a dia
neste vai-e-vem incessante,
real, porém fugaz,
escancara-se para o mundo!
É o mundo colorido das ilusões, 
dos desejos,
e sequioso de amor e de paz!
O homem,
este ser estranho e volúvel,
com vários rótulos,
às vezes um louco,
outras vezes quase santo,
mergulhado no emaranhado das suas ambições, 
do seu egoísmo,
na sua escuridão!
Sua busca maluca pelo poder,
pela riqueza,
espezinhando todos,
descaradamente!
Ele se tornou cego, 
torpe,
verme,
verdadeiro demônio!
Para ele só existe a ganância, 
o roubo, 
a riqueza suja!
Deus, quem é Deus para esses homens?
Estão cegos, sim,
enveredados no mar do descalabro financeiro!
Qual será o seu destino?
Qual será o seu amanhã?
Só Deus sabe!
19.02.26
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Deserto...

Solidão...
Saudade!
Chorar, só alivia.
Quero gritar,
correr, 
voar, voar,
e alcançar todos vocês,
esvaziar o meu peito,
dessa coisa que dói, 
dói, 
machuca, 
que quase está enlouquecendo-me.
Não aguento mais calar o meu grito!
Quero sobreviver,
alimentando a minha alma,
o meu coração,
com a curtição de vocês,
o carinho de vocês,
o calor de vocês,
minhas filhas, 
meus netos,
meus genros,
meus irmãos,
minha família!
Decididamente,
não tem outro jeito,
vocês são tudo pra mim!
Pronto!
Falei!
14.06.2020
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 ... e estou chegando até aqui!
Caminhada longa,
tortuosa,
com tropeços,
dissabores e arranhões...
e também com vitórias!
Embrenhei-me nas entranhas
de matas densas
e de montanhas íngremes,
desbravando estradas,
veredas
e vales...
Ultrapassei cercas de arame farpado, 
de mãos dadas 
com a ilusão e o real.
Voei,
voei por sobre o oceano dos sonhos,
do ideal,
do amor,
da vida,
muitas vezes 
com as asas feridas...
Corri,
saltei,
gritei,
chorei,
quase morri,
debatendo-me contra os espinhos
das incertezas,
do obscuro,
das decepções, 
do desamor...
Mas também sorri,
gargalhei,
cantei,
chorei de emoção,
quando pari!
O orgasmo da maternidade
ficou incrustado 
no meu coração de mãe!
E descobri que,
na vida,
é a luta diária
o que nos faz fortes,
resistentes,
corajosos
e vitoriosos.
Descobri, ainda,
que a minha companhia de mim mesma
ensinou-me a perscrutar 
a voz das estrelas,
no silêncio das noites ,
o gorjeio dos pássaros,
de galho em galho,
o desfile dos gatos no muro,
e a melodia do vento,
acordando o tempo...
E colhi as mais belas flores, 
mesmo no meio das chuvas,
dos relâmpagos
e trovões,
nessa minha travessia...
E vi também
que a FELICIDADE existe,
sim,
às vezes nos seus esconderijos,
bem perto de nós,
ou,
em nós!
A infância com meus pais,
meus irmãos,
e colegas da escola,
até mesmo da Faculdade,
do emprego,
tudo isso tem sabor doce,
cor de Rosa,
e de muita saudade!
O abraço carinhoso dos meus filhos,
sua expressão de amor,
o beijo gostoso dos meus netos,
seus olhinhos inocentes brilhando
e iluminando a minha alma,
meu Deus,
não têm preço,
é tudo o que tenho 
de melhor!
Uma riqueza!
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Caminhei até aqui,
ora correndo,
ora a passos lentos,
pensativa,
absorvendo o perfume da vida,
a essência dos seus mistérios,
garimpando toda a beleza
que é a minha existência!
Agradeço às minhas filhas,
aos meus genros,
à minha família
e aos meus amigos,
que têm caminhado comigo!

Hoje,
já abraçando o outono da minha vida,
de 80 anos,
minha palavra é de gratidão ao meu Deus,
que sempre acariciou as paredes da minha alma,
com Sua bondade,
amor
e fortaleza!

Gostaria de ir bem mais longe, quem sabe, ao centenário,
com todas as pessoas que tanto amo!
Creio que Ele haverá de me escutar!

Obrigada, Papai do Céu,
pela minha juventude octogenária,
e feliz!
Sim, sou uma jovem
muito feliz e realizada!
Obrigada, meu Deus,
pelo amor!
Obrigada, pela vida!
Aldaléia Aquino 
20.09.2020
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Abre as janelas
do teu coração,
escancara a tua alma!
Toma um fôlego,
nas entrelinhas do desconhecido
e saboreia os teus enlevos espirituais...
Escuta o silêncio do tempo,
no decorrer dos dias...
Não tenhas medo dos arroubos que,
às vezes,
te surpreendem
e te sacodem!
Nas tormentas
e nas calmarias,
o equilíbrio!
E cresce,
mesmo emaranhando-te
nos fios do destino...
Busca,
caminha,
vai!
Não te feches em círculo,
 e tenta,
no trapézio verde da esperança, 
a reta segura
do otimismo,
do real!
Vasculha o bom
e o belo,
nesse teu poço secreto...
E, de mãos dadas,
celebra a reciprocidade
do amor!!!
Aldaléia Aquino 
12.09.2020
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Neste voo mágico, 
tênue e afoito,
ao mesmo tempo,
rasgando o cerne de mim,
do mais recôndito de mim,
rompendo minha clausura espiritual,
numa simbiose 
de tempestade e bonança, 
e também de saudade,
eu me encontro comigo!
E mergulho tranquila
no lago dos meus sonhos,
burilando minhas emoções,
refugiando-me na esperança da luz...
Nesse pouso na relva do real,
tenho o resgate de mim mesma!
E o meu horizonte ao longe,
bem longe,
sorri-me...
A fumaça esvai-se no ar,
desenhando,
na sua fragilidade,
a silhueta sinuosa
e reta do destino...
Nesse pouso eu repouso,
cochilo,
quase adormeço,
saboreando, 
num verdadeiro alvoroço místico, meus pensamentos
e desejos de adolescente octogenária.
E descortino lá no fim,
bem no fim mesmo,
um túnel com nuvens e arco-íris, 
o meu refúgio,
a felicidade plena,
sem rótulos,, 
sem vírgulas e sem máscaras...
É o Encontro do AMOR!
ALDALEIA AQUINO
16.09.2020-madrugada
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Eu não quero te amar, 
tampouco que me ames.
A barreira do impossível
corta as minhas asas
e limita o meu voo.
E mostra-me a cara do real,
e que o amor não sobrevive sozinho.
E agora, perambular pelas ruas
do tempo, 
sufocando esse sentimento 
tão lindo,
que me chegou de repente,
alojou-se dentro de mim,
mas que me diz,
a todo momento,
que jamais seremos um do outro!
Fazer o quê?
(Aldaléia Aquino)
08.08.2015- 12.15h
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A silhueta do tempo,
no requebrado do anoitecer
e do amanhecer, 
o farfalhar das árvores ,
ao som da orquestra do vento em noite silenciosa e fria...
Alma sedenta de paz,
de aconchego, 
de luz,
de um abraço, 
quem sabe,
de um beijo, 
cavalgando na estrada da solidão, , 
da saudade,
da busca de um amor
que pairou longe,
muito longe,
e, como nuvem flutuante,
perdeu-se,
nas ruas do silêncio,
com cara de 
infinito,
com cara de quê?
Aldaléia Aquino
(madrugada de 28.12.2023).
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Tem uma coisinha aqui dentro de mim, 
escondida em algum lugar,
que não sei onde é,
ou o que é, 
e que chora baixinho,
mas querendo gritar,
abrir o berreiro,
mostrando ao mundo,
esse mundo conturbado, 
em meio a tanta dor,
tanto sofrimento,
tantos desmandos,
algo que já não cabe dentro de mim...
E eu paro,
diante de mim mesma, 
no silêncio desta noite,
mergulhada em interrogações...
Por quê?
Por que tudo ficou assim?
Tanto desamor?
Tantas brigas?
Tantos insultos?
É como se o amor se escondera além dos limites da vida,
dando lugar ao ódio,
à destruição,
quiçá, à morte!
O homem despiu-se de toda a sua essência divina,
pois viemos de Deus,
e embrenhou-se
nessa busca gananciosa e
demoníaca do poder,
da riqueza,
uma riqueza que o torna
escravo das duas ambições desmedidas,
tornando-se cada vez mais pobre,
mais selvagem,
até cruel,
e menos humano!
Será que vale a pena?
Aldaléia Aquino 
1°/junho/2020
(madrugada)
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Eu não sou velha!
Sou idosa!
E quero caminhar ainda por muitos anos!
Tenho muitos amores, pois minha família é linda e maravilhosa, a minha força para sonhar, amar, lutar, viver!
Minha alma não criou rugas com as curvas do tempo!
Estou aqui, firme e forte, com o olhar no horizonte que, eu sei, tem reservado pra mim, em outro patamar, também feliz e iluminado!
E chegarei lá, segurando na mão de Deus!
Aldaleia Aquino
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O meu sono fugiu, nn sei pra onde.
E eu, se pudesse, neste exato momento,sairia por aí, perambulando nas ruas dessa Fortaleza linda,saboreando as belezas da noite, indo me sentar na areia da praia e escutar o mar, ver as estrelas no céu ( mas nas cidades grandes elas se escondem), ficar ali quietinha, paradinha, talvez num enconto maravilhoso, diferente, com Ele. Ele está comigo em qualquer lugar, eu sei. Ele me fala a todo instante, através dos acontecimeentos da minha vida, da minha pequena Maria Luíza, que ressona aqui ao meu lado, até do barulhinho do meu ventilador.
Mas eu queria sentir o abraço
da noite, o beijo do vento no meu rosto , podia até ter umas pequenas neblinas, eu gosto. 
Entretanto, eu talvez nem amanheceria viva, tamanha a violência do nosso país.
É só sonhar. Sonhar com uma coisinha tão simples, meu Deus! Kkkkkkkkkk
E o danado do sono nn chega.
Vou ter que o esperar.
Fazer o quê?
Érica Alg Aldira Araujo Yeline Falcão Maia Costa Evanilde Pedreira Rita Seba Artur Costa Vicente Aquino Hermosa Vidal Chico Paiva Salviano Lucas Gurgel
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Eu não quero te amar, 
tampouco que me ames.
A barreira do impossível
corta as minhas asas
e limita o meu voo.
E mostra-me a cara do real,
e que o amor não sobrevive
sozinho.
E agora, perambular pelas ruas
do tempo, sufocando esse sentimento 
 tão lindo,
que me chegou de repente,
alojou-se dentro de mim,
mas que me diz,
a todo momento,
que jamais seremos 
um do outro!
Fazer o quê?
(Aldaléia Aquino)
08.08.2015- 12.15h
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De repente, 
sem máscaras, 
sem rugas,
alma desnuda,
caminhar mais lento,
pensamentos sem cor,
sem brilho,
sabor cítrico dos conflitos íntimos,
dos questionamentos,
o vai e vem embaralhado,
ou mesmo suave da rotina,
com suas vírgulas, 
interrogações e também exclamações!
Tempestades
e trovoadas,
até relâmpagos...
Alma em cio,
coração machucado,
mente conturbada,
sonhos enclausurados!
Lembranças vivas, brilhantes ou
obscuras...
Paradoxo!
Vislumbre de um lindo amanhecer!
Desejos,
saudades,
fervilhão espiritual ou
serenidade e
calmaria...
Uma mistura
de luz e sombra,
alegria e dor,
ida e vinda,,
ansiedade e paz,
sonambulismo junto à fragilidade
pela espera do
entardecer,
do ponto final!
É assim a vida!
04.03.2025
(madrugada)
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GRATIDÃO
Aldaléia Aquino 
Alvoroço das lembranças,
da saudade, 
do medo!
Buscas sem rumo...
O tempo voa célere,
sem piedade!
Os detalhes tatuados na alma
estão intactos...
Os meus sonhos teimam em existir.
Grito embargado no peito,
em meio à solidão. 
Por que é assim?
Não sei!
Turbilhão de emoções,
vontade de voar,
voar o mais alto possível, 
abrir as asas em toda a sua extensão.
Mas elas estão feridas, 
machucadas,
sem força...
Um aperto na garganta, 
bem sufocante,
sufocante mesmo,
pela fatal
inexorabilidade do Tempo!
Aí vem a
GRATIDÃO, 
GRATIDAO,
GRATIDÃO!
     05.03.2025
 (madrugada)
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VISÃO 
Aldaléia Aquino 

Visão horizontal,
vertical,
diagonal
ou certeira do universo.
Sonhos e desejos sem rótulos.
Vulnerabilidade de sentimentos.
Entranhas da alma em chamas, 
em grito, 
em desalinho.
Pensamentos acelerados,
confusos...

A flor silvestre,
mar revolto,
colibri buscando abrigo
nas asas da ilusão. 
Amplitude do tempo,
céu aberto,
liberdade!
Refúgio na esperança, 
no amor.
Barquinho à deriva,
sem bússola,  
sem norte,
ondas turbulentas...
Céu,
vento e
sol.
Busca de mim mesma.
Sequelas da dor espiritual,
das lágrimas sofridas...
Arco-íris emoldurando o espaço.
Estrela piscando,
falando baixinho,
contando um segredo...
Um labirinto misterioso!
Tudo passou,
passou e não volta mais!
Mas estou viva,
bem viva,
saboreando a beleza deste meu outono
para uma vida feliz!
É isso,
isso mesmo,
um entardecer feliz!
05.03.2025
(madrugada)
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A LÁGRIMA
Aldaléia Aquino 

Uma lágrima quente e doída
Rolou no meu rosto enrubescido,
Lavando-me a alma
Espezinhada e
      sofrida
Pela dor terrível de te perder
Ou não te possuir pra mim.
Os beijos que me deste em silêncio, 
Mesclados de desejo e de ansiedade, 
Deixaram-me num mundo de saudade,
Numa dorida solidão. 

Mas te confesso,
Doeu muito,
Porém valeu a pena, 
Mesmo assim,
Pois, quem me beijou com tanto enlevo outrora,
E me fez mulher,
Quem sabe,
Também não me esqueceu
E um dia voltará pra mim!
Então, 
Uma lágrima,  por certo,
Me tomará de novo,
Não de tristeza, 
Nem de desespero,
Mas de alegria por saber
Que em tuas andanças
Por este mundo afora
Não encontraste
Em nenhum lugar
Alguém que te beijasse
Igual a mim!!!


DESCOBERTA

Caminhei descalça

Pelas ruas da vida

E sangrei meus pés,

Em busca de que?

Sonhei,

Adormeci ao balanço

inebriante

Da ilusão.

Da procura,

Do desejo.

Busquei

No mistério infinito

A certeza da verdade.

Do infalível,

Do real.

Briguei, de alma limpa,

Pelos meus ideais.

Até chorei

E sorri ao sabor do amor,

Apalpando a felicidade

Com minhas mãos,

Com meus lábios,

Quando me fiz mulher,

Quando me fiz mãe,

Quando pari!


*Adelino dedicou esta poesia a esposa

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