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domingo, 27 de dezembro de 2020

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 CAMPEÃO:

Especialistas recomendam cuidado com festas de fim de ano

 Saiba o que fazer para reduzir os riscos ao máximo

POR AGÊNCIA BRASIL - Natal e ano-novo são sinônimos de festa, reunião familiar com mesa farta, abraços e conversas longas madrugada adentro. Mas, com a pandemia do novo coronavírus que atingiu o mundo inteiro, e ainda faz vítimas todos os dias, esse momento tradicional pode custar caro. Especialistas não recomendam reuniões neste período, ao mesmo tempo em que sabem que muita gente não deixará essa tradição de lado. Por isso, saiba o que fazer para reduzir ao máximo os riscos de ir a uma celebração de fim de ano e sair de lá contaminado pela covid-19.

Máscara, álcool e distanciamento

Infectologistas ouvidos pela Agência Brasil foram taxativos: apenas um meio de proteção não é eficaz. Então, não adianta usar máscara e não higienizar as mãos com frequência. Tampouco resolve tomar essas providências mas sair abraçando, apertando mãos e se aglomerando em rodas de conversa.

“A pessoa deve tentar restringir o risco de infecção, saindo o menos possível. Manter a máscara e retirar apenas na hora de se alimentar. Todas as estratégias são falhas, mas a soma delas ajuda, diminui o risco”, afirma Joana D'arc Gonçalves, médica infectologista e professora de medicina do UniCeub, em Brasília.

Ela também ressalta a importância de manter distância das outras pessoas e não compartilhar objetos como copos e talheres. Joana D'arc vai além e recomenda que dias antes da festa de natal ou réveillon, caso seja possível, a pessoa faça o teste RT-PCR, que identifica a presença do vírus no organismo e confirma a covid-19.

De acordo com os especialistas, a maioria das pessoas tem transmitido o vírus sem sequer apresentar sintomas. Por isso, estar assintomático no dia da festa não garante que a pessoa esteja sem o vírus no organismo.

Sem abraços na virada do ano

O próximo ano já chegará exigindo um esforço de todos. Quando o relógio marcar 0h do dia 1º de janeiro de 2021, evite dar o tradicional abraço de feliz ano-novo. “O contato próximo, de abraçar, beijar e apertar as mãos, deve ser evitado”, diz Marcus Antônio Cyrillo, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Porque a gente sabe que esse vírus se propaga por gotículas respiratórias, secreções. E abraçando outras pessoas, colocando a mão no rosto delas, ou mesmo no seu rosto, você tem a possibilidade de transmitir o vírus”, completa Cyrillo. “Este momento é sofrido, mas a gente não recomenda”, acrescenta Joana D'arc.

Ambientes abertos e arejados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não se posicionou em relação às festas de Natal e ano-novo, apenas deu diretrizes para que os órgãos sanitários, como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Brasil, orientem os governos locais sobre como a população deve se prevenir.

Em meio às recomendações e protocolos, não há meias-palavras: reuniões devem ser evitadas. “A OMS não recomenda aglomeração. E quando você fala em celebração, você fala em aglomeração. Aqui no Brasil a gente está relaxando demais e podemos ter consequências ruins”, afirma a infectologista.

Caso a reunião da família no fim do ano seja inevitável, os anfitriões devem promover ambiente o mais seguro possível para os convidados. A festa deve acontecer, se possível, ao ar livre. No quintal ou na varanda de casa, por exemplo. Nesses ambientes bem arejados, o vento tende a levar o vírus para longe. Outra possibilidade é um ambiente fechado, mas arejado, com portas e janelas abertas.

“Em lugares fechados existem condições de umidade, temperatura, de matéria orgânica onde o vírus pode se depositar. Ao ar livre essas condições são menos propícias para o vírus se multiplicar ou ser transmitido para alguém. Mas se você estiver em um ambiente fechado, mas arejado, com portas e janelas abertas, a chance diminui”, explica Cyrillo.

Para Joana D'arc e Cyrillo, o número de convidados não é tão importante quanto as medidas de segurança. Ou seja, é mais seguro estar em uma festa com muita gente, mas todas se prevenindo em um espaço adequado, do que em uma festa com dez pessoas, sem máscara, sem ventilação e sem cuidados prévios.

Embora pareça uma obviedade, não custa reforçar: em caso de sintomas do novo coronavírus, como tosse, dor de cabeça, nariz  escorrendo, dor de garganta, febre, diarreia, é melhor evitar as festas. O cuidado também vale para pessoas do grupo de risco, como idosos, diabéticos, obesos ou portadores de doença imunossupressora.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-12/especialistas-recomendam-cuidado-com-festas-de-fim-de-ano

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Média de mortes diárias por covid-19 no Brasil chega a 736,43

Número interrompe sequência de altas desde o dia 14

POR AGÊNCIA BRASIL - As mortes diárias por covid-19 no Brasil, segundo a média móvel de sete dias, chegaram a 736,43 ontem (24). De acordo com os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a média dessa quinta-feira interrompeu uma sequência de altas que vinha desde o dia 14 de dezembro.

Apesar da queda em relação ao dia 23 (quando se atingiu uma média de 783,57 óbitos), a média diárias de mortes por covid-19 cresceu 15% em relação a 14 dias atrás (642,14 mortes) e 51% em relação a um mês antes (488 mortes).

LEIA TAMBÉM:Pandemia já matou 1.731.936 pessoas no mundo

Estados

Entre os estados, aqueles com maior média móvel de mortes diárias registradas nessa quinta-feira foram São Paulo (153,86), Rio de Janeiro (89), Minas Gerais (77,43), Rio Grande do Sul (65,57) e Paraná (61,14).

Na comparação com 14 dias atrás, 20 das 27 unidades da Federação tiveram alta no número de óbitos. Alguns locais mais do que duplicaram as médias nesse período, como Alagoas (que passou de 2,86 mortes para 6,57) e Amazonas (que subiu de 6,57 para 14,57). Sete unidades tiveram queda, com destaque para o Tocantins (-42%) e Ceará (-38%).

Na comparação com o mês anterior, 22 unidades da Federação tiveram crescimento no número de mortes. A maior alta foi observada em Mato Grosso do Sul, que quadruplicou suas mortes no período (ao passar de 5,86 para 23,86). O Acre quase quadruplicou, ao passar de 0,86 para 3,29. Seis estados duplicaram os óbitos: Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Santa Catarina.

Cinco estados tiveram queda nas mortes de um mês para outro, com destaque para Goiás, onde os óbitos recuaram 44,3%.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-12/media-de-mortes-diarias-por-covid-19-no-brasil-chega-73643

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Vacinação “não é uma questão de Justiça”, mas de saúde, diz Bolsonaro

Para presidente trata-se de uma questão de saúde acima de tudo

POR AGÊNCIA BRASILO presidente Jair Bolsonaro criticou hoje (26) a judicialização sobre a obrigatoriedade da vacinação contra o novo coronavírus. “Temos uma jornada pela frente onde parece que foi judicializada essa questão. E eu entendo que isso não é uma questão de Justiça, isso é questão de saúde acima de tudo, não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina”, disse a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira.

Na semana passada, ao menos três ações foram ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a competência para impor vacinação contra a covid-19 e para que o governo federal seja obrigado a comprar as vacinas e medicamentos que forem aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos partidos políticos recorreram à Justiça após Bolsonaro afirmar que a vacinação não será obrigatória no Brasil e que o país não vai adquirir a vacina CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan.

Por outro lado, o Ministério da Saúde assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da CoronaVac, com o objetivo de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. O ministério já tinha acordo com a AstraZeneca/Oxford, que prevê 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.

Bolsonaro citou ainda a notícia anunciada hoje pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca de que a vacina que estão desenvolvendo contra a covid-19 induziu, durante os testes, uma resposta imune tanto em jovens quanto em idosos. Para Bolsonaro, a notícia é promissora, mas é preciso aguardar a publicação dos resultados em revista científica. “O que a gente tem que fazer aqui é não querer correr, não querer atropelar, não querer comprar dessa ou daquela sem nenhuma comprovação ainda”, disse.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-10/vacinacao-nao-e-uma-questao-de-justica-mas-de-saude-diz-bolsonaro

domingo, 25 de outubro de 2020

COVID-19 NO BRASIL - ARACOIABA, CE

 


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FONTE:  https://susanalitico.saude.gov.br/extensions/covid-19_html/covid-19_html.html

CORONAVÍRUS / BRASIL:  https://covid.saude.gov.br/

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terça-feira, 12 de maio de 2020

Japão quer aprovar antiviral para o tratamento de coronavírus

Remdesivir foi produzido nos EUA para tratar pacientes com ebola
>
POR AGÊNCIA BRASIL
O ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, Kato Katsunobu, deve aprovar, amanhã (7), o antiviral remdesivir para o tratamento do coronavírus.
Ele disse que pretende autorizar o medicamento, caso um painel consultivo o aprove.
O remdesivir foi desenvolvido pela Gilead Sciences, com sede nos Estados Unidos, para o tratamento de pacientes com ebola.

LEIA TAMBÉM: Japão começa a fornecer antiviral recém-aprovado para tratar covid-19

O governo japonês, por sua vez, deu início a procedimentos para acelerar a aprovação do antiviral como um possível tratamento para pacientes de coronavírus, após o lado americano ter aprovado seu uso emergencial na última sexta-feira.
O ministro da Saúde afirmou que a empresa farmacêutica ainda não informou a respeito da quantidade de remdesivir que pode ser fornecida ao Japão.
Ele disse que quer assegurar a maior quantidade possível do medicamento e disponibilizá-lo o quanto antes.

sábado, 9 de maio de 2020

Covid-19. Seis potenciais vacinas que estão sendo testadas em humanos

Perante o flagelo da pandemia do novo coronavírus, cientistas de todo o mundo tentam encontrar uma vacina em tempo recorde.
Vacina
Devido à gravidade da pandemia do novo coronavírus, cientistas de todo o mundo tentam encontrar uma vacina em tempo recorde. O desenvolvimento de uma vacina pode demorar anos ou décadas, por exemplo, e conforme explica uma reportagem publicada pela BBC News, a vacina conta o Ebola desde o ínicio da sua formulação até ser finalmente aprovada demorou 16 anos.

Normalmente, a criação de uma vacina contra qualquer vírus infeccioso segue várias etapas de produção, sendo que primeiro são realizados testes em laboratório e em seguida em animais. Nesse momento se a droga farmacológica se revelar segura e capaz de causar uma resposta imune, então começam os testes nos seres humanos. 

Porém, e após cerca de três meses, já existem seis potenciais vacinais contra a Covid-19, formuladas por 90 equipes de pesquisadores de todo o mundo. E sim, essas vacinas já estão sendo testadas em humanos.

A BBC compilou uma lista na qual apresenta as seis grandes promessas contra a Covid-19:

Vacina mRNA-1273 - Moderna Therapeutics (Estados Unidos)
Uma vacina procura 'adestrar' o sistema imunológico dos indivíduos de modo a provocar uma resposta para combater os vírus e prevenir o desenvolvimento de doenças.
As vacinas mais comuns, as consideradas tradicionais, optam pelo uso de vírus vivos de baixa intensidade, inativados ou fragmentados.

Contudo, o mRNA-1273 da Moderna não é produzido com o SARS-CoV-2, ou seja com o vírus que causa a Covid-19. Ao invés, este baseia-se num RNA mensageiro (RNAm), ou ácido ribonucleico mensageiro. Por outras palavras, é utilizado um segmento reduzido do código genético do vírus, criado em laboratório. Desta forma, os pesquisadores procuram incitar uma resposta do sistema imunológico para dizimar infecções.

Vacina INO-4800 - Inovio Pharmaceuticals (Estados Unidos) 
Esta vacina também recorre a uma nova estratégia de pesquisa. Segundo a BBC, foca-se na injeção direta de DNA cultivado por cientistas no interior das células, para que estas produzam anticorpos capazes de bloquear o vírus. 

Tanto o Inovio quanto a Moderna optam pelo uso de novas tecnologias baseadas na alteração ou manipulação de material genético.

Vacina AD5-nCoV - CanSino Biologics (China)
A vacina AD5-nCoV usa como vetor uma versão de um adenovírus, o 'famoso' vírus que causa a gripe comum. 

Esse vetor transporta o gene da proteína da superfície do coronavírus e, desta forma tenta instigar a reação imune com o intuito de lutar contra a infecção.

Vacina LV-SMENP-DC - Instituto Médico Genoimmune de Shenzhen (China)
Esta vacina LV-SMENP-DC utiliza células dendríticas (leucócitos que protegem o corpo de antígenos) alterados através de vetores lentivirais (método pelo qual genes podem ser inseridos, modificados ou eliminados no corpo humano) para tentar obter uma resposta imune. 

Sem nome - Vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, subordinada ao Grupo Farmacêutico Nacional da China, Sinopharm (China)
Trata-se, conforme explica a BBC, uma vacina de vírus inativado. Este tipo de vacina é concebida a partir de partículas do vírus, bactéria ou outros patógenos cultivados, sem habilidade de causar patologias.

Bastante avançada, no último dia 23 de abril, foi administrada uma injeção a 96 voluntários de três faixas etárias distintas. 

"É a tecnologia mais comum e mais usada na produção de vacinas", diz Felipe Tapia, engenheiro biotécnico do Instituto Max Planck e da Bioprocess Engineering Group na Alemanha.

"É uma tecnologia que possui produtos que já estão licenciados e comercializados. Portanto, a maioria das estimativas de que uma vacina ficará pronta entre 12 e 16 meses é baseada nesse tipo de vacina inativada", afirma. 

Vacina ChAdOx1 - Instituto Jenner, Universidade de Oxford (Reino Unido)
O primeiro ensaio clínico na Europa começou no dia 23 de abril. Este é um tipo de vacina que contém genes de diferentes fontes e é parecida à da empresa chinesa CanSino.

Todavia, a equipe de investigadores britânicos está usando uma variedade mais fraca de um adenovírus, vírus comum da gripe que causa infecção em chimpanzés. De salientar que o vírus foi alterado geneticamente para que não se desenvolva nos humanos. 

"Os cientistas estão concebendo um vírus que não é nocivo, porém manifesta a proteína do coronavírus e, assim, pode originar uma resposta imune", conta Tapia. 

Conforme a BBC aponta, o caráter promissor desta vacina reside no fato dos investigadores já terem experiência no manuseio desta tecnologia. Tendo sido com este método que criaram uma vacina contra o coronavírus MERS, cujos ensaios clínicos tiveram resultados positivos.
FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Primeiros afetados pela covid-19 no Brasil tinham, em média, 39 anos

Doença atingiu inicialmente classes com maior renda per capita
@Divulgação / Infraero
A média de idade dos primeiros pacientes diagnosticados com a covid-19 no Brasil, de 39 anos, foi mais baixa do que a observada em outros países. Associado ao fato de que, na fase inicial da epidemia, grande parte desses pacientes pertencia às classes sociais mais elevadas, isso pode ter contribuído para que o país tenha registrado uma taxa de hospitalização equivalente à metade da média internacional – de 10% contra 20% de outros países.
As conclusões são de um estudo internacional, liderado por pesquisadores brasileiros. Os resultados preliminares da pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) no âmbito do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), foram descritos em artigo publicado na plataforma medRxiv, ainda em versão pré-print (sem revisão por pares).
“A condição econômica desses primeiros pacientes infectados permitiu que tivessem maior acesso a testes diagnósticos, por exemplo, facilitando inicialmente o isolamento social e a diminuição do contágio”, disse o pesquisador da Fiocruz e um dos autores do estudo, Julio Henrique Rosa Croda.
Os pesquisadores analisaram as características epidemiológicas, demográficas e clínicas dos casos confirmados de covid-19 durante o primeiro mês da epidemia no Brasil. Para isso, usaram principalmente a base de dados REDCap, criada pelo Ministério da Saúde no início do surto da doença para notificação de casos.
As análises dos dados indicaram que, entre 25 de fevereiro e 25 de março, foram confirmados 1.468 casos de covid-19 no Brasil, dos quais quase a metade (48%) foi de pessoas entre 20 e 39 anos de idade. Do total de casos registrados à época, 10% precisaram de internação e apresentaram como fatores de risco associados à hospitalização doenças cardiovasculares e hipertensão.
“Pode ser que a média de idade dos pacientes com covid-19 hospitalizados no Brasil seja menor do que a média mundial porque teriam maior prevalência de comorbidades em comparação com a população na mesma faixa etária de outros países. Mas essa hipótese ainda não foi confirmada”, afirma Croda.
A menor média de idade de pacientes infectados e hospitalizados no Brasil em comparação com outros países também pode estar relacionada ao fato de que esse grupo etário, entre 20 e 39 anos de idade, representa uma parcela expressiva – de 32% – da população brasileira, ponderam os pesquisadores.

Classes

Para avaliar se os primeiros casos notificados de infecção pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus) estavam relacionados ao perfil socioeconômico dos pacientes, os pesquisadores analisaram os casos registrados na região metropolitana de São Paulo, com base em dados de geolocalização do endereço dos pacientes. As análises revelaram que as regiões com maior renda per capita média apresentaram maiores taxas de testagem.
“Constatamos que há uma disparidade socioeconômica no acesso ao teste de diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus no Brasil que persiste à medida que o número de casos da doença tem se expandido”, avalia Croda.
Os pesquisadores também observaram que, durante o primeiro mês da epidemia, apenas 33,1% dos casos foram confirmados em laboratórios de saúde pública e o restante em laboratórios privados. “Inicialmente, a doença ficou mais restrita à população mais rica do país e, no final de março, ocorreu uma transição e passou a atingir a população mais pobre”, analisa Croda.
O artigo Epidemiological and clinical characteristics of the early phase of the COVID-19 epidemic in Brazil  pode ser lido na internet.

sábado, 2 de maio de 2020

Médico sobre a Covid-19: 'você quer enxugar uma lágrima e não tem como'

É uma doença solitária
© Reuters
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Covid-19, além da elevada transmissibilidade, é uma doença coletiva e de solidão.

Jean Gorinchteyn, infectologista no Hospital Israelita Albert Einstein e no Instituto de Infectologia Emilio Ribas, diz que o novo coronavírus afasta a humanidade que médicos costumam ou querem direcionar para os seus pacientes e impede gestos básicos de preocupação, como ir dar um abraço na família que vai receber uma notícia ruim.

Ao mesmo tempo, a sensação de estar só também está presente do lado dos pacientes, que enfrentam o isolamento em casa ou nos hospitais, para os casos mais graves.

"Quando você está doente é um período extremamente frágil da tua vida. Você quer ser abraçado, beijado. Os doentes nem sequer podem receber a visita de parentes", diz Gorinchteyn. "Quando vemos uma situação dessas, é uma catástrofe. Isso é uma tragédia muito grande."

Gorinchteyn diz que, com a Covid-19, assim como em doenças como HIV, dengue e zika, a conscientização individual não é suficiente para o combate à doença. Não adianta uma pessoa se cuidar se outras não tiverem uma higiene respiratória correta (como tossir na dobra do braço), não limparem as mãos constantemente com água e sabão ou álcool em gel e não se isolarem quando estão doentes.

"Você pode estar olhando o seu vasinho de plantas e evitando o acúmulo de água, mas o terreno do lado está abandonado e ali foi o logradouro para depósito dos ovinhos do aedes. É a conscientização, mas nem sempre isso está relacionado com os seus cuidados, mas sim com os cuidados das pessoas que estão no seu entorno."

O especialista também afirma que é preciso cuidado com a hidroxicloroquina, que ainda não tem dados concretos que apontem benefícios de uso ou mesmo o risco de uso em pacientes com a Covid-19. Por isso, diz o infectologista, o uso em casos leves não faria sentido no momento.

Uma preocupação de Gorinchteyn é com o desgaste que o isolamento -e conflitos de narrativa envolvendo o tema- pode provocar na população, que, cansada, pode desrespeitar as regras de distanciamento, o que levará a um impacto direto no número de casos e mortes.

Segundo o infectologista, o Brasil felizmente tem um sistema de saúde único como o SUS, que, mesmo sempre muito criticado, é "uma grande mãe que acolhe as pessoas nas horas de turbulência". O sistema, ele diz, possibilita a construção de planos estratégicos para deslocamento de pacientes de unidades que estão no limite para outras regiões menos afetadas, troca que inclusive pode ocorrer entre hospitais públicos e privados.

Após se formar em 1997 na Universidade de Mogi das Cruzes, Jean Gorinchteyn, 51, fez residência em clínica médica e mestrado, ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em doenças infecciosas. Atualmente, faz parte da primeira unidade de internação do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, no qual foi, por seis anos, responsável pelo Ambulatório de Aids em Idosos.

PERGUNTA - É possível comparar a pandemia do novo coronavírus com a epidemia de HIV ou com as situações com arboviroses, como dengue, por exemplo?

JEAN GORINCHTEYN - Na Aids, no começo, não sabíamos como era a contaminação, então entrávamos com luvas, máscaras, aventais. Mas não víamos a equipe médica adoecendo. No coronavírus perdemos amigos, médicos, enfermeiros. Imagine o medo, você tem sua família, seus filhos, sua esposa. Vemos médicos que não voltam pra casa. Isso é uma grande tragédia. O medo delas se contaminarem e levarem a doença para quem mais amam e ao mesmo tempo ter que estar no front atendendo. E muitas vezes com falta de EPIs [equipamento de proteção individual]. É uma doença na qual vemos a população adoecendo e quem está dando assistência também.
Ao mesmo tempo vemos a solitude daqueles que estão doentes. Quando você está doente é um período extremamente frágil da vida, em que você quer ser abraçado, beijado. Eles nem sequer podem receber a visita de parentes. É uma catástrofe. E, quando as notícias são ruins, a própria equipe médica não pode abraçar essa família. É uma doença muito só, tanto para quem atende, quanto para quem adoece, quanto para a família.O cuidado humano fica de lado.

Quando se trata de um vírus como esse, não tem a humanidade.P. - Há equipes de auxílio psicológico para tentar suprir essa solidão?

JG - Acabamos tendo essa assessoria principalmente quando o indivíduo vai para as enfermarias. Mas nunca um contato mais próximo, sempre um contato distanciado, respeitando distanciamento social, sempre paramentado. Isso torna muito formal a relação. Você quer enxugar uma lágrima e não tem essa possibilidade.

P. - E para você, pessoalmente, como é o dia a dia?

JG - É uma sensação muito delicada. Você vive no medo. Basicamente vivemos no medo. Você tem medo de encostar no balcão, de estar próximo da equipe médica conversando sem a máscara. Você não sabe se a pessoa na sua frente é um portador assintomático. É uma sensação de medo e preocupação, por mais que tome todas as precauções.Imagina você ter que estar no front e o medo de se infectar. Será que tirei a máscara direito? E o avental? É algo que nos deixa muito tensos.
É um misto de tensão e fragilidade, em que você não consegue dar o atendimento, porque você não tem medicações específicas. Todas as medicações ainda são experimentais. É um momento muito diferente de todos os momentos que qualquer infectologista, de qualquer faixa etária, mesmo os mais velhos, tenha vivenciado.

P. - Você comentou sobre as pessoas que não estavam voltando pra casa. Você pessoalmente é um desses casos?

JG - Felizmente não. Eu tenho esposa e filhos. Minha esposa tem diabetes e pressão alta. A gente já dorme em quartos separados por causa disso. Toda a preocupação ao chegar em casa, as zonas limpas, zonas sujas. Deixo a roupa ali, já passo álcool em gel nas mãos, troco de roupas e vou direto para o banheiro para tomar banho e me desinfetar. E aí, sim, de longe, dou tchauzinho para todo mundo. Sem compartilhamento de garfos, talheres. Cada um lava seu copo, talher, prato. A lavagem de mãos é frequente, o uso de álcool em gel é frequente. São medidas que acabamos intensificando exatamente na prevenção contra o coronavírus.Você está ali e não está.Você quer sentar, abraçar, beijar. Você que assistir televisão junto, falar "deita aqui". Mas você não pode. Estamos muito perto e muito longe ao mesmo tempo.

P. - Voltando às comparações, HIV, dengue e zika parecem ter um paralelo, a conscientização para algumas atitudes básicas.

JG - Quando falamos da dengue, da zika, e do próprio HIV, não obrigatoriamente nós tenhamos pessoas que não tenham sido zelosas.Há pessoas que estão em casa e aquelas que estão indo para rua. Quem está em casa, sem sair, principalmente aqueles que têm doenças pregressas, está confiando que quem foi para a rua está fazendo sua parte em termos de segurança, de distanciamento, de uso de máscara, de álcool em gel. Mas quantas pessoas, no caso do HIV, eram mulheres em casa, que os maridos saíam, tinham relações extraconjugais desprotegidas e contaminavam a mulher que tinha ficado em casa, que estava seguindo os rituais de segurança? Você pode estar olhando o seu vasinho de plantas e evitando o acúmulo de água, mas o terreno do lado está abandonado e ali foi o logradouro para depósito dos ovinhos do aedes.É a conscientização, mas nem sempre isso está relacionado com os seus cuidados, mas sim com os cuidados das pessoas que estão no seu entorno.

P. - Ou seja, a Covid-19 é uma doença coletiva. 
JG - Não adianta eu falar que eu me cuido. Nós nos cuidamos. Eu cuido de você, você cuida de mim.

P. - Temos uma guerra de narrativas em curso. Um lado, com suporte científico, falando de isolamento e colapso do sistema de saúde. O outro, sem base científica, falando de isolamento vertical. Isso causa confusão na cabeça da população?

A população está cansada de permanecer tanto tempo confinada e sendo impactada economicamente.Se não trouxermos motivos para ficar em casa, elas não vão aguentar. Principalmente em comunidades, em que tem gente que ganha pelo dia trabalhado. Como eu vou justificar a permanência dessas pessoas dentro de casa?Com números. E o que isso significa? Testagem.
O risco de contaminação é muito maior para grandes cidades. O ideal é fechar as fronteiras de municípios sem circulação do vírus e nos locais onde tem circulação maior gastar testagem para implementar medidas de quarentena, lockdown temporário e progredir para isolamento vertical. Sem embasamento de dados, as pessoas vão continuar batendo cabeça, e a população não vai acatar.

P. - Mas o isolamento é a arma que temos, certo?

JG - Eu não tenho dúvidas de que, se não fosse o isolamento, o sistema público de estados como São Paulo já teria entrado em colapso. Quando diminui o isolamento, isso repercute no sistema de saúde. As passeadinhas, saidinhas são suficiente para ter repercussão no sistema de saúde.

P. - A possível queda do Mandetta pode ter impacto no combate à pandemia? [Quando a entrevista foi feita, o ministro ainda não tinha sido demitido por Bolsonaro]

JG - Eu não tenho dúvida de que o Ministério da Saúde foi liderado de uma forma muito coerente. Todas as medidas que foram instituídas foram muito antecipadas, como colocar o coronavírus como uma emergência de saúde pública, olhando como se fosse uma pandemia. Isso fez com que as estruturas de hospitais públicos e privados fossem preparadas. Uma postura muito correta, austera, médica e estrategista.

P. - A hidroxicloroquina ganhou apelo popular em meio à pandemia. Faz sentido ampliarmos o uso dessa droga nesse momento, mesmo sem evidência científica?

JG - Nós médicos temos que ter evidências para ver o quanto isso tem sido bom ou não. O quanto tem trazido de benefício ou risco aos pacientes. Por isso, tanto o Ministério da Saúde quanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária propuseram medidas protocolares de pesquisa. Quer usar? Pode usar, mas vai fazer pesquisa, para sabermos qual a dose, qual o tempo, quantos pacientes responderam, quantos não responderam, quantos responderam bem ou mal.Nós não temos trabalhos ainda nos dando esse subsídio. Alguns países que tiveram os seus trabalhos antecipados, por uma questão cronológica, como a Suécia, simplesmente bloquearam a realização e a continuidade de protocolos com cloroquina por eventos adversos graves, o que quer dizer possibilidade de morte em quem usou.Precisamos ter absoluta segurança estratégica. Não podemos distribuir tiros para todos os lados, temos que ter um embasamento para ajudar os pacientes. Existem várias medicações em estudo que podem trazer algum benefício.

P. - E o uso em casos mais leves?
JG - Em situações em que não tem mais o fazer, vamos dar. Isso justifica a utilização da medicação. Por outro lado, nós temos situações em que o paciente ainda não progrediu, ele está em uma fase moderada. E se dermos nessa hora e ele evoluir com efeito adverso grave e morrer? Ele morreu em decorrência da medicação ou da evolução da doença? Não temos essas informações. Precisamos ter os dados científicos, que obteremos na próximas semanas.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Bolsonaro anuncia Nelson Teich como ministro da Saúde

Médico oncologista substitui Henrique Mandetta
@
O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na tarde desta quinta-feira (16), o médico Nelson Teich como novo ministro da Saúde, no lugar de Luiz Henrique Mandetta, que ficou pouco mais de 16 meses no cargo. Teich assume o cargo em meio à pandemia do novo coronavírus, que já infectou mais de 30 mil pessoas no país, levando cerca de 1,9 mil pacientes a óbito. Em um pronunciamento no Palácio do Planalto, ao lado do novo auxiliar, Bolsonaro ressaltou que é preciso combinar o combate à doença com a recuperação econômica e garantia de empregos, e defendeu uma descontuidade gradativa do isolamento social em vigor em todo o país. 

"O que eu conversei com o doutor Nelson é que gradativamente nós temos que abrir o emprego no Brasil. Essa grande massa de humildes não tem como ficar presa dentro de casa, e o que é pior, quando voltar, não ter emprego. E o governo não tem como manter esse auxílio emergencial e outras ações por muito tempo", afirmou. 

LEIA TAMBÉM: Novo ministro da Saúde defende testagem da população para covid-19

De acordo com Bolsonaro, houve um "divórcio consensual" entre ele e Mandetta, e destacou que o ex-ministro "se prontificou a participar de uma transição a mais tranquila possível, com a maior riqueza de detalhes que se possa oferecer". 
Em seu discurso após o presidente, Nelson Teich disse que não haverá uma definição "brusca ou radical" sobre a questão das diretrizes para o isolamento social, mas enfatizou que a pasta deve tomar decisões com base em informações mais detalhadas sobre o avanço da pandemia no país. Nesse contexto, ele defendeu um amplo programa de testagem para a covid-19 e ressaltou que está completamente alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, na perspectiva de retomar a normalidade do país o mais breve possível.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Covid-19: saiba quais são os sintomas atípicos da doença

Diarreia, calafrio, dores musculares e coriza não necessariamente representam a infecção
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POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Especialistas do mundo todo estão unidos em uma só causa: entender completamente o novo coronavírus. No entanto, há diversos empecilhos para isso, como a variação dos sintomas comuns da doença. Os mais simples são tosse seca, febre e dificuldade para respirar, mas, de acordo com especialistas, outros podem se manifestar.
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sábado, 28 de março de 2020

Governo lança campanha "O Brasil não pode parar"



FONTE DO VÍDEO:
O governo federal lançou uma campanha publicitária chamada "O Brasil não pode parar" para defender a flexibilização do isolamento social.
Em ação civil pública, o MPF do Rio de Janeiro pede o fim da campanha e requer que o governo reconheça que a publicidade não tem embasamento científico.
Entenda:

https://www.migalhas.com.br/quentes/322980/mpf-rj-pede-que-justica-suspenda-campanha-o-brasil-nao-pode-parar-de-bolsonaro

quinta-feira, 26 de março de 2020

Coronavírus: encontre informações úteis

@Reprodução 
Sobre
O coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada por um novo vírus que nunca havia sido identificado em humanos.
O vírus causa uma doença respiratória semelhante à gripe e tem sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, pneumonia. É possível se proteger ao lavar as mãos com frequência e evitar tocar no rosto.

TRANSMISSÃO
A principal forma de contágio do novo coronavírus é o contato com uma pessoa infectada, que transmite o vírus por meio de tosse, espirros, gotículas de saliva ou coriza.

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