SAÚDE
A água não tratada abre caminho para bactérias, vírus, parasitas e toxinas. Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de escolher o que beber, e nem mesmo as engarrafadas garantem qualidade
Carmen Vasconcelos ()
A água não tratada abre caminho para bactérias, vírus, parasitas e toxinas. Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de escolher o que beber, e nem mesmo as engarrafadas garantem qualidade
Carmen Vasconcelos ()
Você é uma dessas pessoas que gastam em litros e mais litros de água engarrafada para garantir a saúde? Cuidado. Seu investimento pode não estar valendo nada. O alerta é dado pelo doutor em Saúde Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Luiz Roberto Moraes que lembra que nem toda água envasada é mineral ou apresenta qualidade superior à encontrada nas torneiras.
De acordo com o técnico da Diretoria da Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado (Divisa, o químico Orion de Queiroz, os problemas com a água mineral consumida na Bahia geralmente ocorrem com os garrafões de 20 litros e dizem respeito à forma de conservação nos depósitos e distribuidoras, no roubo de lacres e comércio ilegal e nas dificuldades de promover o recolhimento fiscal e a qualidade do produto ao mesmo tempo. “Há um rigoroso controle da qualidade da saída da água do poço até o envasamento e a entrega nos caminhões, os problemas ocorrem desse ponto até chegar ao consumidor final”, explica o químico.
O primeiro desses problemas reside no fato de que os garrafões são reutilizáveis. “Esses vasilhames possuem a duração de apenas três anos, depois disso eles se tornam inadequados para acondicionar a água, aliado a isso a matéria-prima para a fabricação deve ser virgem, logo, eles não podem ser reciclados”, explica, ressaltando que o vasilhame reciclado, geralmente, apresenta uma coloração escura que não permite enxergar o nível da água.
De acordo com o técnico da Diretoria da Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado (Divisa, o químico Orion de Queiroz, os problemas com a água mineral consumida na Bahia geralmente ocorrem com os garrafões de 20 litros e dizem respeito à forma de conservação nos depósitos e distribuidoras, no roubo de lacres e comércio ilegal e nas dificuldades de promover o recolhimento fiscal e a qualidade do produto ao mesmo tempo. “Há um rigoroso controle da qualidade da saída da água do poço até o envasamento e a entrega nos caminhões, os problemas ocorrem desse ponto até chegar ao consumidor final”, explica o químico.
O primeiro desses problemas reside no fato de que os garrafões são reutilizáveis. “Esses vasilhames possuem a duração de apenas três anos, depois disso eles se tornam inadequados para acondicionar a água, aliado a isso a matéria-prima para a fabricação deve ser virgem, logo, eles não podem ser reciclados”, explica, ressaltando que o vasilhame reciclado, geralmente, apresenta uma coloração escura que não permite enxergar o nível da água.