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sábado, 14 de outubro de 2023

Observação do eclipse exige cuidados para evitar lesão nos olhos

Recomendação e de uso de filtro de soldador

POR AGÊNCIA BRASIL - Quem quiser acompanhar o eclipse solar que ocorrerá neste sábado (14) e será visível em todo o Brasil deve tomar os cuidados necessários para a observação. O diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Sérgio Fernandes, alerta que a principal orientação para se observar o eclipse solar é a utilização do filtro de soldador número 14.

“Em hipótese nenhuma devemos observar o eclipse através de radiografias, negativos de fotografia ou mesmo óculos escuros. O sol emite, além de sua luz própria, raios infravermelho e ultravioleta. Sobretudo, o ultravioleta pode provocar queimaduras na retina que são permanentes”, explicou o médico.

Em caso de contato inadequado com a luz de observação direta do eclipse, Fernandes orienta que se deve procurar imediatamente um oftalmologista para tentar diminuir os efeitos lesivos dessa queimadura. No entanto, ele afirma que uma queimadura pode levar a uma baixa visual importante. Segundo o médico, não existe nenhum trabalho determinando quanto tempo se pode olhar o eclipse. Diante disso, recomenda que, mesmo utilizando o filtro adequado, a observação seja intercalada.

Após olhar na direção de um eclipse por alguns segundos e sem proteção, Samira Ortega, de 35 anos, ficou duas semanas sem enxergar com o olho esquerdo. “Senti a vista embaçada, como se tivesse um borrão. Procurei [um médico] depois de algumas horas. Queimou as minhas retinas. No olho esquerdo tenho uma mancha até hoje”, contou.

O que ela teve foi maculopatia solar, que exige acompanhamento com oftalmologista, tratamento e uma série de exames. “[Foi] no primeiro ano da Pandemia (2020). Estou bem, com o tempo a visão voltou 100%. Às vezes, olho para alguma superfície e vejo um pontinho”, acrescentou.

Saiba que cuidados tomar ao observar um eclipse:

1.       Não olhar diretamente para o Sol durante o eclipse;
2.       Usar óculos específicos para observação ou filtros de solda número 14 ou maior – aqueles que têm proteção contra raios UV e infravermelhos e podem ser comprados em lojas de materiais de construção ou de equipamentos de segurança do trabalho;
3.       Não olhe para o Sol com óculos escuros convencionais, usando telefones celulares ou câmeras fotográficas;
4.       Não use binóculos ou telescópios sem orientação especializada quanto ao tipo de filtro correto a ser apropriado.

FONTE:https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-10/observacao-do-eclipse-exige-cuidados-para-evitar-lesao-nos-olhos

domingo, 22 de março de 2015

Antigos filtros do tempo das avós garantem água mais saudável

SAÚDE
A água não tratada abre caminho para bactérias, vírus, parasitas e toxinas. Por isso, todo o cuidado é pouco na hora de escolher o que beber, e nem mesmo as engarrafadas garantem qualidade
Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)

Você é uma dessas pessoas que gastam em litros e mais litros de água engarrafada para garantir a saúde? Cuidado. Seu investimento pode não estar valendo nada. O alerta é dado pelo doutor em Saúde Ambiental e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Luiz Roberto Moraes que lembra que nem toda água envasada é mineral ou apresenta qualidade superior à encontrada nas torneiras.

De acordo com o técnico da Diretoria da Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado (Divisa, o químico Orion de Queiroz, os problemas com a água mineral consumida na Bahia geralmente ocorrem com os garrafões de 20 litros e dizem respeito à forma de conservação nos depósitos e distribuidoras, no roubo de lacres e comércio ilegal e nas dificuldades de promover o recolhimento fiscal e a qualidade do produto ao mesmo tempo. “Há um rigoroso controle da qualidade da saída da água do poço até o envasamento e a entrega nos caminhões, os problemas ocorrem desse ponto até chegar ao consumidor final”, explica o químico.

O primeiro desses problemas reside no fato de que os garrafões são reutilizáveis. “Esses vasilhames possuem a duração de apenas três anos, depois disso eles se tornam inadequados para acondicionar a água, aliado a isso a matéria-prima para a fabricação deve ser virgem, logo, eles não podem ser reciclados”, explica, ressaltando que o vasilhame reciclado, geralmente, apresenta uma coloração escura que não permite enxergar o nível da água.