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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Ofensiva do Governo garante aprovação da reforma da Previdência na Câmara

Texto principal foi aprovado com folga, por 379 votos favoráveis e 131 contra; proposta endurece as regras das aposentadorias
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A ofensiva do Governo Bolsonaro para garantir votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados funcionou. Após uma liberação bilionária em emendas parlamentares, o plenário da Casa aprovou, na noite desta quarta-feira, o texto principal das mudanças nas regras das aposentadorias com um placar folgado.

Eram necessários 308 votos favoráveis dos 513 deputados, mas a proposta passou por 379, uma diferença de 71 votos. Houve ainda 131 votos contrários. Três deputados faltaram. O resultado mostra que não haverá dificuldades para a votação em segundo turno, etapa necessária antes de o texto ser enviado para análise no Senado. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), espera realizar a votação em segundo turno até a sexta ou sábado de manhã.
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Ele destacou o protagonismo do Poder Legislativo ao proclamar o placar. "Nossos líderes são desrespeitados, são criticados de forma equivocada, mas são esses líderes que estão fazendo as mudanças no Brasil. O Centrão, que ninguém sabe o que é, mas é o Centrão que está fazendo a reforma da Previdência", disse Maia, em alusão ao grupo de partidos como DEM, MDB, PP,PL, PRB, PTB e Solidariedade.

sábado, 9 de setembro de 2017

Reforma da Previdência ainda divide base aliada no Congresso

A avaliação vem principalmente do chamado Centrão - grupo do qual fazem parte PP, PR e PSD - POR NOTÍCIAS AO MINUTO

A reviravolta com a revisão da delação dos executivos do grupo J&F e as notícias positivas na economia brasileira melhoraram o ambiente político para o governo, mas ainda são insuficientes para garantir a aprovação da reforma da Previdência, avaliam líderes dos principais partidos da base aliada na Câmara ouvidos pelo Estadão/Broadcast. De acordo com essas lideranças, suas bancadas continuam reticentes a votar a matéria, mesmo uma reforma mais enxuta, em razão do custo político de aprovar uma proposta impopular a pouco mais de um ano das eleições de outubro de 2018.

A avaliação vem principalmente do chamado Centrão - grupo do qual fazem parte PP, PR e PSD. "A votação continua complicada. O motivo é o custo político para a eleição do próximo ano", disse o líder do PR, José Rocha (BA), que comanda a quinta maior bancada da Câmara, com 38 deputados. Para ele, mesmo uma reforma mais branda, como se discute nos bastidores, também enfrentará resistência. "O governo não teve a capacidade de fazer a população entender o que ela representa para o País. Então, qualquer mudança que se faça para minorar as perdas não convence mais a população."

À frente da terceira maior bancada, com 46 deputados, o líder do PP na Casa, Arthur Lira (AL), também avalia que a proximidade com as eleições afeta a votação da reforma da Previdência, considerada o principal projeto com o qual a equipe econômica conta para tentar equilibrar as contas públicas. "Pode ter tido um arrefecimento normal, mas, para a Previdência, não. Quanto mais perto da eleição, mais difícil fica. Vai ter desgaste de todo jeito", afirmou.
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