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sábado, 10 de fevereiro de 2024

Momento histórico, diz ministra sobre início da vacinação de crianças

Nísia pede que estudantes ajudem no combate a focos do mosquito

POR AGÊNCIA BRASIL Ao comentar o início da vacinação contra a dengue em crianças de 10 e 11 anos no Distrito Federal, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, avaliou o momento como histórico. “Há 40 anos, se espera uma vacina para a dengue. Tentamos trabalhar, já havia vacina desenvolvida, mas não tão bem sucedida. Agora, temos uma vacina incorporada ao SUS [Sistema Único de Saúde].”

“Mesmo sem epidemia, nós começaríamos essa vacinação porque a dengue é um problema de saúde pública há muito tempo. Neste momento, é muito importante falar dessa conquista que é termos uma vacina”, reforçou Nísia.

Segundo a ministra, a pasta trabalha em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros laboratórios nacionais para ampliar a produção da vacina, atualmente fabricada pelo laboratório japonês Takeda. “Vamos apoiar também a vacina do Instituto Butantan, que ainda não foi submetida à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].”

“Falei, inclusive, para todas as crianças: 'vocês, nas escolas, nos ajudem na campanha de combate aos focos do mosquito [Aedes aegypti] . Também vamos estar atentos aos sinais da doença, para não nos automedicarmos, cuidarmos da hidratação. Estas são as mensagens mais importantes neste momento”, afirmou Nísia.

“Como eu disse, a gente começaria a vacinação mesmo sem surto epidêmico porque finalmente temos uma vacina vista como eficaz, segura. A gente está contribuindo também, no Brasil, com estudos que estão sendo feitos para avaliar a dose para outras faixas etárias. É um trabalho que envolve muitas frentes”, completou.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2024-02/momento-historico-diz-ministra-sobre-inicio-da-vacinacao-de-criancas

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Registro de vacina contra bronquiolite é aprovado pela Anvisa

Este é o primeiro imunizante do gênero registrado no país

POR AGÊNCIA BRASILA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (4), o registro de uma vacina indicada para a prevenção da doença do trato respiratório inferior causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Trata-se do principal vírus causador de bronquiolite. O imunizante aprovado é registrado como Arexvy, produzido pela empresa GlaxoSmith Kline.

A vacina foi aprovada pela Anvisa para uso em adultos com 60 anos de idade ou mais. Ela é aplicada de forma intramuscular, em dose única. Ainda de acordo com a agência, a tecnologia utilizada para a vacina é de proteína recombinante, quando uma substância semelhante à presente na superfície do vírus é fabricada na indústria e utilizada para estimular a geração de anticorpos, responsáveis pela imunidade.

"O pedido de registro do medicamento foi enquadrado como prioritário, nos termos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 204/2017, por se tratar de condição séria debilitante. Além disso, é uma doença de grande impacto público, principalmente pela faixa etária atingida, que possui grande índice de hospitalizações causadas por infecção pelo VSR", destacou a Anvisa, em nota.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-12/registro-de-vacina-contra-bronquiolite-e-aprovado-pela-anvisa

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Veja a linha do tempo do Programa Nacional de Imunizações

PNI completa 50 anos nesta segunda-feira (18)

POR AGÊNCIA BRASILA criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) partiu de estratégias bem-sucedidas que eliminaram a varíola do Brasil dois anos antes, em 1971. Seu fortalecimento com campanhas de grande porte, na década de 1980, também venceu a poliomielite, em 1989. Mas a robustez e a capilaridade conquistadas pelo programa, que hoje tem quase 40 mil salas de vacina, vieram principalmente com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a redemocratização do Brasil e a Constituição de 1988.

O coordenador do PNI, Éder Gatti, conta que foi o direito universal à saúde estabelecido pelo SUS que levou a vacinação de rotina a todos os brasileiros, permitindo um controle ainda mais amplo de doenças infecciosas.

"O programa ganhou muita força com as campanhas contra a pólio, mas se consolidou mesmo na rotina ao longo dos anos 1990, quando teve um índice de altas coberturas vacinais. Isso fez com que várias doenças deixassem de existir no território nacional. Não temos casos de pólio desde 1989, não temos rubéola congênita. A meningite, a coqueluche e o sarampo estão controlados. Tudo isso graças ao PNI."

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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Covid-19 não acabou e vacinação segue fundamental, alerta ministra

 Nísia Trindade falará sobre fim da emergência em saúde por covid-19

POR AGÊNCIA BRASIL - A ministra da Saúde, Nísia Trindade, fará um pronunciamento, em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste domingo (7). A mensagem, que deve ir ao ar por volta das 20h, vai destacar a declaração da Organização Mundial de Saúde (OMS), que decretou o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional em relação à covid-19. Segundo a assessoria da ministra, a ideia é que ela ressalte que a covid-19 ainda não acabou e que a vacinação continua fundamental. 

LEIA TAMBÉM: Covid-19: 13,5 milhões de pessoas já foram imunizadas com a bivalente

Após mais de três anos, a OMS declarou na última sexta-feira (5) que a covid-19 não configura mais emergência em saúde pública de importância internacional. De acordo com a entidade, o vírus se classifica agora como um “problema de saúde estabelecido e contínuo”.

"É uma grande vitória para a sociedade, possível graças à ciência e à vacinação, orientadas para o acesso à saúde. Ao mesmo tempo, o anúncio não significa o fim da circulação do vírus, mas uma mudança de abordagem. Ainda temos que ter cuidados, inclusive nos vacinando contra a covid-19, o que em muitos países passou a compor o calendário anual, a exemplo da vacinação contra a influenza", escreveu a ministra, nas redes sociais.

Em todo o mundo, a pandemia levou à morte mais de 7 milhões de pessoas, número que pode estar subestimado. Somente no Brasil, o número de vidas perdidas ultrapassou as 700 mil pessoas.

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2023-05/covid-19-nao-acabou-e-vacinacao-segue-fundamental-alerta-ministra

quinta-feira, 30 de março de 2023

Vacina da Covid-19 volta a ser alvo de fake news na internet

Um relatório do NetLab da UFRJ revela que a vacina da Covid-19 voltou a ser alvo de desinformação com o início da campanha de vacinação

POR OLHAR DIGITAL - Um levantamento realizado pelo NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro revela que as fake news sobre as vacinas contra a Covid-19 tem se espalhado pelas redes sociais e grupos de WhatsApp e Telegram.

  • Desinformação sobre vacinas contra Covid-19 se espalha pelas redes sociais e grupos de WhatsApp e Telegram;
  • Narrativas enganosas sobre supostos efeitos colaterais e imunidade natural têm um aumento significativo desde o início da campanha de vacinação no Brasil;
  • Bots no Twitter são responsáveis por disseminar informações falsas sobre a eficácia e segurança das vacinas;
  • Grupos e canais no Telegram divulgam serviços de falsificação de comprovantes de vacinação e informações enganosas sobre a eficácia das doses.

Continue Lendo em: https://olhardigital.com.br/2023/03/28/internet-e-redes-sociais/vacina-da-covid-19-volta-a-ser-alvo-de-fake-news-na-internet/

LEIA MAIS EMMortes por Covid-19 no Brasil chegam a 700 mil

sábado, 11 de setembro de 2021

Covid-19: 70 milhões já receberam duas doses ou dose única da vacina

Ocupação de leitos está abaixo de 50% em 23 estados

POR AGÊNCIA BRASIL - O Brasil já registra 70 milhões de brasileiros imunizados contra a covid-19 com as duas doses da vacina ou a dose única. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde neste sábado (11), 44% da população maior de 18 anos estão com o ciclo vacinal completo.

Mais 136,9 milhões de aplicações foram realizadas em primeira dose, ou seja, mais de 85% da população adulta vacinável recebeu ao menos uma dose de imunizante contra a covid-19.

Leia Também: Dose de reforço para todos requer mais dados, diz infectologista

No momento, 23 estados já estão com ocupação de leitos de UTI e clínicos abaixo de 50% e dentro dos padrões de normalidade. Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ainda estão na zona de alerta, com taxas de ocupações que variam de 51% a 69%.

As médias móveis de casos e óbitos também estão em queda e registraram, nos últimos dois meses, redução de 61% e 60%, respectivamente.

“Vamos continuar avançando e contando com o apoio de todos. Quando assumi o Ministério da Saúde, o objetivo era vacinar 1 milhão de pessoas por dia, número que estamos atingindo com normalidade. Se continuarmos nesse ritmo será possível vacinar todo o público-alvo do país com as duas doses até o mês de outubro", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Em agosto, a pasta bateu outro recorde e distribuiu mais de 60,8 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para todos os estados e o Distrito Federal. Desde o início da campanha, já foram distribuídas mais de 259,4 milhões de doses. 

FONTEhttps://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-09/covid-19-70-milhoes-ja-receberam-duas-doses-ou-dose-unica-da-vacina

quarta-feira, 17 de março de 2021

Benefícios de vacina da AstraZeneca superam riscos, diz OMS

Uso do imunizante foi suspenso em alguns países europeus

Por Agência Brasil - Uma comissão de análise de segurança de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta quarta-feira que os benefícios da vacina contra covid-19 da AstraZeneca superam os riscos e recomenda que a imunização continue.

A OMS listou o imunizante da AstraZeneca e da Universidade de Oxford para uso emergencial no mês passado, ampliando o acesso à vacina, relativamente barata no mundo em desenvolvimento.

Mais de uma dúzia de países europeus suspenderam o uso da vacina nesta semana devido a preocupações sobre sua segurança.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou que está investigando relatos de 30 casos de problemas sanguíneos incomuns entre 5 milhões de pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca. No total, 45 milhões de vacinas contra covid-19 já foram distribuídas na região.

A EMA divulgará suas conclusões nesta quinta-feira (18), mas a diretora da agência, Emer Cooke, disse não ver motivo para mudar sua recomendação sobre a AstraZeneca – uma das quatro vacinas que aprovou.

O Comitê Global de Aconselhamento sobre Segurança de Vacinas da OMS está analisando cuidadosamente os dados de segurança disponíveis mais recentes da vacina da AstraZeneca. “Assim que a análise estiver concluída, a OMS comunicará as conclusões ao público imediatamente", disse a entidade, em comunicado um dia após seus especialistas realizarem uma reunião a portas fechadas.

"A essa altura, a OMS considera que os benefícios da vacina da AstraZeneca superam seus riscos e recomenda que as vacinações continuem", acrescentou.

A diretora do Departamento de Imunização, Vacinas e Produtos Biológicos da OMS, Kate O'Brien, informou que o comitê de segurança de vacinas está analisando se efeitos adversos, como coágulos sanguíneos, de fato têm relação com a vacinação.

"Não deveríamos interpretar exageradamente estes números específicos que saem dos testes. Elas são vacinas altamente eficazes, são vacinas que salvam vidas, são vacinas seguras e deveríamos continuar a distribui-las", disse O'Brien, em entrevista coletiva.

"Então, qualquer um a quem se ofereça uma vacina deveria receber o que quer se se esteja oferecendo pelo programa para que as vacinas que estão sendo oferecidas sejam usadas para seu benefício máximo", concluiu.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2021-03/beneficios-de-vacina-da-astrazeneca-superam-riscos-diz-oms

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Anvisa certifica farmacêutica chinesa que desenvolveu CoronaVac

Resolução foi publicada no Diário Oficial da União

POR AGÊNCIA BRASIL - A Sinovac, fábrica que desenvolveu a vacina CoronaVac contra o novo coronavírus, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, recebeu a certificação de boas práticas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução foi publicada pela Anvisa nesta segunda-feira (21) no Diário Oficial da União, tem validade de dois anos e diz respeito à linha de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) - matéria-prima para a produção do imunizante e de produtos estéreis usados na formulação.

LEIA TAMBÉM: Primeiras doses da vacina AstraZeneca estarão disponíveis em fevereiro

"A etapa finalizada é um dos pré-requisitos para a continuidade do processo de registro da vacina da Sinovac e de um eventual pedido de autorização", ressaltou a agência, em nota divulgada na noite de ontem. O pedido de registro, no entanto, depende da divulgação de resultados sobre a eficácia da vacina pelo Butantan, o que deve ocorrer amanhã (23), segundo a agência.

Histórico

A certificação da farmacêutica chinesa foi dada a cerca de 10 dias antes do prazo previsto inicialmente. Antes de conceder o documento, uma equipe de técnicos da agência foi a Pequim, na China, fazer inspeção em uma fábrica da Sinovac para avaliar a qualidade da linha de produção. Após a visita , que ocorreu entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro, foi encaminhado um relatório à Sinovac e ao Instituto Butantan com as conclusões.

"O plano de ação foi enviado pelo Instituto Butantan para a Anvisa na última quarta-feira (16). Já a avaliação técnica da equipe inspetora e a revisão técnica foram realizadas e concluídas no final desta semana. Assim, foram antecipados em cerca de 10 dias da previsão inicial a publicação da decisão sobre a certificação", informou a Anvisa.

Oxford

Na mesma viagem à China, os técnicos da Anvisa também inspecionaram a fábrica que produzirá a matéria-prima que será enviada ao Brasil para a produção da vacina de Oxford/AstraZeneca, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesse caso, a certificação deve sair até o início de janeiro, segundo a agência.

FONTE:https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-12/anvisa-certifica-farmaceutica-chinesa-que-desenvolveu-coronavac

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vacina MenB é importante e está disponível apenas nas clinicas particulares

DOUTOR SAÚDE

Ela é indicada a partir de 2 meses de idade e está licenciada para indivíduos até 50 anos de idade

Em maio de 2015, uma nova vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. A substância foi desenvolvida para imunizar o organismo contra a meningite bacteriana causadas por meningococos do patógeno do sorotipo B. Mas ela está disponível apenas nas clinicas particulares e que custa em média R$600 a R$800 a dose. 
A substância foi desenvolvida para imunizar o organismo contra a meningite bacteriana causadas
por meningococos do patógeno do sorotipo B

A meningite é uma inflamação na membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Cerca de 20% dos casos da doença é do tipo B e os sintomas são bastante semelhantes ao do tipo C, o mais comum. "O indivíduo afetado tende a desenvolver confusão mental, irritabilidade, febre, cefaleia, vômitos e letargia, além de abaulamento de fontanela em bebês", explica Luana Santiago, pediatra do Hapvida Saúde. Em crianças maiores de 1 ano, outro sintoma comum é rigidez de nuca.

Segundo a médica, o diagnóstico geralmente é feito pela anamnese e exame físico, porém, em alguns casos, podem ser necessários exames de imagem, como radiografias e tomografias, além de culturas sanguíneas. "O tratamento depende da etiologia da meningite e, sendo bacteriana, é feito antimicrobianos injetáveis em ambiente hospitalar", ressalta.

Apesar de nova, a 'MenB' permite prevenir contra 81% dos meningococos B que circulam no Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Ela é indicada a partir de 2 meses de idade e está licenciada para indivíduos até 50 anos de idade. Vale ressaltar que a vacina contra a meningite B não deve ser incluída no calendário de imunizações da rede pública porque, segundo o órgão federal, são, em média, apenas 150 casos desse tipo da doença, por ano, no país.

FONTE: Correio 24 Horas

sexta-feira, 27 de março de 2015

Vacina contra dengue pode estar disponível até 2016


Já está pronta vacina que protege contra os quatro tipos de vírus da dengue. Desenvolvido pela divisão Sanofi Pasteur, o medicamento ainda depende da aprovação do governo brasileiro. A empresa espera colocar a vacina à venda no Brasil entre o fim do ano e início de 2016.

A informação coincide com o crescimento do número de casos da doença no país. Somente neste ano, até o início de março, houve aumento de 162%. O desenvolvimento da vacina exigiu 20 anos de pesquisas, na França.



*Com informações do Valor Econômico.


FONTE: CN7

domingo, 8 de março de 2015

Pode faltar vacina BCG em diversos estados

NO BRASIL

08.03.2015

Vacina responsável pela imunização de recém-nascidos contra a tuberculose está com envio intermitente

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No Distrito Federal, dose deixou de ser aplicada diariamente e cada centro agora informa os pacientes sobre os dias em que a vacina é aplicada
FOTO: SILVANA TARELHO
Rio de Janeiro. A vacina Bacillus Calmette-Guérin (BCG), responsável pela imunização de recém-nascidos contra a tuberculose, pode faltar em diversos estados brasileiros, disse neste sábado o coordenador do Observatório Tuberculose Brasil, Carlos Basília. Ligado à Fundação Oswaldo Cruz, o observatório monitora políticas públicas de controle da tuberculose no país.
Basília explicou que o fornecimento da vacina está sendo feito de forma intermitente pelo Ministério da Saúde desde o ano passado e que a situação se agravou no início deste ano. No estado do Rio de Janeiro, segundo ele, a Secretaria de Saúde recebeu 30% do quantitativo de uso mensal, e o estoque de doses para março está quase zerado.
“Vai faltar vacina nas unidades de saúde. Até recebermos a nova cota, haverá 30 dias, no mínimo, de desabastecimento nas unidades da vacina para recém-nascidos. É um retrocesso, já que a forma mais grave da tuberculose atinge justamente a criança e o adolescente”, disse ele, ao se referir à tuberculose meningocócica.
Envio intermitente
Em nota, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que o envio de imunobiológicos, incluindo vacinas e soros, vem ocorrendo de forma intermitente desde o ano passado, sempre com quantitativo abaixo do solicitado, particularmente de BCG, (vacina contra difteria e tétano (dT), tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b) e, mais recentemente, doses contra a febre amarela. “Diante do atraso na entrega de imunobiológicos e do fornecimento em quantidade inferior às solicitadas pelos municípios, não é possível garantir que não haverá falta nos municípios”, explicou a secretaria no comunicado. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, na tentativa de evitar o desabastecimento da vacina BCG, a dose deixou de ser aplicada diariamente nas 98 salas de imunização – cada centro agora informa os pacientes sobre os dias em que a vacina é aplicada. 
Ainda de acordo com o órgão, até o momento, não foi registrado desabastecimento na região. 
“A mudança foi implantada seguindo orientação do Ministério da Saúde, que emitiu alerta sobre a possibilidade de desabastecimento do produto em todo Brasil”, destacou o órgão.
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de 1 milhão de pessoas à morte. 
No Brasil, a tuberculose é considerada um sério problema da saúde pública. 
A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e 4,6 mil mortes. 
O Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
O Ministério da Saúde está fazendo uma avaliação das demandas dos estados para ver como restabelecer os estoques.
FONTE:
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/nacional/pode-faltar-vacina-bcg-em-diversos-estados-1.1238630