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quinta-feira, 26 de março de 2015

Não sabe comprar peixe para a Semana Santa? nutricionista explica cuidados

SALVADOR
A nutricionista chama atenção ainda para os olhos, que, assim como a pele, devem ser brilhantes

Graciela Alvarez (Graciela.Alvarez@redebahia.com.br)

Os olhos e a pele devem ser brilhantes (Foto: Arquivo CORREIO)

Os consumidores que não abrem mão do peixe no almoço da Sexta-feira Santa não devem se preocupar apenas com o peso do gelo na embalagem. A nutricionista Jackeline Santos, especialista em alimentação coletiva, explica que há uma série de fatores a ser observados a fim de garantir a qualidade do produto.
O primeiro deles é a coloração do pescado, que, independente dele ser fresco ou congelado, precisa ser viva. “O vermelho, por exemplo, precisa ter uma cor vermelha vibrante”, ressalta. As escamas também precisam ser observadas, devendo estar brilhantes e presas ao corpo. “Se as escamas se soltam com facilidade significa que o peixe já está se deteriorando”.
A nutricionista chama atenção ainda para os olhos, que, assim como a pele, devem ser brilhantes (como se o peixe ainda estivesse vivo). “A carne também precisa estar firme. Para isso, basta apertar o peixe. Se a marca dos dedos não sair com facilidade é bom procurar outra opção”, ensina ela, chamando ainda atenção para a guelra: “Essa parte, localizada no fim da cabeça, deve estar o mais avermelhada possível. Se a coloração for roxa significa que o peixe foi pescado há algum tempo ou já está em processo de deterioração”.
Quem optar pelo congelado, deve observar  se o produto é conservado envolvido em gelo ou dentro de um local adequado de refrigeração, como o freezer. “No produto congelado, o ideal é mantê-lo resfriado durante o transporte até em casa. Uma vez descongelado, não se recomenda congelar o produto novamente a fim de evitar a proliferação de bactérias”.
Se a preferência é pelo pescado fresco, a orientação é colocá-lo no congelador já tratado (sem  vísceras e escamas), caso o consumo ocorra após 24 horas. “Quem quiser, pode temperar o peixe antes de congelá-lo, desde que não use tomate e pimentão no preparo. Esse procedimento, inclusive, ajudar a inibir a proliferação de bactérias”, fala, complementando: “Guardar pescado resfriado só quando o consumo for dentro de 24 horas”.
FONTE http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/nao-sabe-comprar-peixe-para-a-semana-santa-nutricionista-explica-cuidados/

sábado, 14 de março de 2015

Quilo do pescado pode subir até 35%

NA SEMANA SANTA

14.03.2015

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Aumento do combustível é um dos fatores que pode encarecer o produto na Capital
FOTO: FABIANE DE PAULA
O preço do quilo do pescado deve subir de 30% a 35%, para o feriado da Semana Santa, em Fortaleza. Um dos motivos é o costumeiro aumento da demanda inerente ao período. O outro é o reajuste sobre o combustível, aplicado pelo governo federal nas últimas semanas, que encarece o processo de transporte dos peixes até a Capital e o direcionamento das embarcações até os pontos de pesca.
Atualmente tabelados com preços variando de R$ 22 a R$ 25 por quilo, os peixes mais procurados durante a Semana Santa, como a Cioba, a Cavala, a Guaiuba e o Ariacó, custarão, em média, de R$ 28 a R$ 30, nos dias que antecedem o feriado, dependendo do box em que forem negociados.
Para Antônio Pereira de Matos, permissionário do Mercado dos Peixes do Mucuripe e representante dos vendedores, o impacto relacionado às novas taxas aplicadas sobre a gasolina e o diesel é diretamente repassado aos consumidores locais.
"É impossível de evitar esse aumento. Não existem empresas de pescado em Fortaleza e a mercadoria tem que vir de outras cidades, como Camocim ou Aracati. Além disso, a distância que os barcos viajam e o período das expedições são muito grande, os pescadores precisam comprar uma quantidade certa para todo esse tempo no mar", diz.
Seu Antônio também comenta que alguns comerciantes estão estocando peixes congelados há quase 30 dias para não elevarem tanto o preço do pescado quando chegar a Semana Santa. No entanto, o comerciante alerta que as pessoas que deixarem as compras do feriado para a última hora poderão receber um produto fora da qualidade esperada. "O consumidor poderá até encontrar peixes sendo vendidos com o preço de hoje, mas ele vai perder em qualidade já que essa mercadoria vai estar congelada há bastante tempo e não vai estar fresco", afirma.
Defeso
Outro fator que pode pesar no bolso do consumidor é o período de defeso da lagosta e do pargo, que deve diminuir a quantidade de mercadoria ofertada. "Todo mundo reclama dos preços, mas a procura cresce muito nesse período, enquanto que a quantidade de peixes é a mesma ou pouco menor por conta do defeso. Não tem como segurar os preços", explica Francisco Benedito Carlos, permissionário do box 27. Segundo o vendedor, a demanda por peixes pode aumentar de 70% a 100%, no período da Semana Santa.
Estratégia
Para fugir dos preços elevados, que devem começar a aparecer no começo da próxima semana, o funcionário público Lúcio Sérgio já planeja adquirir o pescado antecipadamente. "Como eu compro o peixe todo ano vou ter que comprar um pouco antes do feriado, mas, por enquanto, eu estou achando os preços bem estáveis", conta Lúcio.
Saiba mais
Preços encontrados (R$):

Cavala: 22
Cioba: 22
Ariacó: 22
Guaiuba: 22
Sirigado: 25
Robalo: 25
Arabaiana 25
Garoupa: 25
FONTE: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/negocios/quilo-do-pescado-pode-subir-ate-35-1.1244121