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sexta-feira, 13 de março de 2015

Ivan Dias Marques: Medina não é nosso único talento no surfe

IVAN DIAS MARQUES
Como sempre acontece quando um brasileiro se destaca no esporte, os olhos do país focarão neste ano em Gabriel Medina. O jovem campeão mundial de surfe verá que muito mais estará o acompanhando durante as etapas do circuito da World Surfe League (WSL). E assim foi em Gold Coast. Mas não acho, sinceramente, que essa pressão - porque o público brasileiro não torce na maioria do tempo e, sim, pressiona - tenha influenciado tanto no resultado ruim na Austrália. 
Independentemente disso, quem passou a acompanhar Medina teve - e ainda tem - a chance de conhecer outros talentosos surfistas brasileiros. A Brazilian Storm (Tempestade Brasileira, em inglês), como os estrangeiros chamam a nova geração do surfe tupiniquim, possui muito a oferecer.
Wiggoly Dantas, estreante na elite, mostrou seu cartão de visitas logo na 1ª fase, exatamente na bateria de Medina, quando foi superado nos minutos finais. Na 3ª fase, bateu o experiente Joel Parkinson, local de Gold Coast. Depois, na 5ª, “vingou” o campeão ao bater seu algoz Hall para chegar às quartas em sua primeira competição na maior liga do planeta.
Miguel Pupo também está muito bem e bateu o próprio Wiggoly duas vezes: na 4ª fase e nas quartas. Adriano de Souza, veterano junto da garotada, teve ótimo desempenho, assim como Ítalo Ferreira, outro estreante na elite, que despachou o multicampeão Kelly Slater na 3ª fase, antes de ser eliminado.
Mas quem me chama mais a atenção é Filipinho Toledo, que vem surfando demais. Com técnica apurada, o paulista de apenas 19 anos já mostra que pode surpreender muito cachorro grande ainda neste ano (escrevo isso antes do resultado final na Austrália, vale ressaltar).