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sábado, 21 de março de 2015

Ginecologistas lideram ranking de punições por erro médico no conselho federal

SAÚDE
O número de médicos punidos no País, no entanto, é ainda maior se considerados os dados dos conselhos regionais

Estadão Conteúdo

Ginecologistas lideram ranking de punições por erro médico no conselho federal
A ginecologia e obstetrícia é a especialidade com o maior número de punições por erros médicos, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) obtidos pelo Estado. Entre 2010 e 2014, o órgão referendou punição a 160 profissionais da especialidade. O número de médicos punidos no País, no entanto, é ainda maior se considerados os dados dos conselhos regionais.
Os julgamentos são sempre feitos pelos órgãos locais, mas, naqueles em que uma das partes entra com recurso, a penalidade precisa ser referendada pelo CFM. O mesmo procedimento é obrigatório nos casos em que a pena aplicada é a cassação.
No ranking das especialidades com mais punições por erros médicos aparecem, em seguida, a clínica médica, com 91 penalidades no período analisado, cirurgia plástica, com 63 profissionais punidos, pediatria (60) e cirurgia geral (41).
Para o corregedor do CFM, José Fernando Vinagre, o alto número de problemas na especialidade de ginecologia e obstetrícia se deve sobretudo a problemas em partos. “São erros que provocaram algum dano ao bebê ou à mãe”, afirma.
No julgamento dos conselhos de medicina, cinco penas são possíveis. A cassação é a mais extrema. Já se o dano provocado pelo médico não for considerado tão grave, ele pode receber desde uma advertência confidencial até a suspensão temporária de seu registro.
O processo de investigação pode demorar até cinco anos somente no âmbito das esferas regionais. “A cassação é a pena capital para o médico, porque ele nunca mais vai poder exercer a profissão, mesmo que refaça a faculdade, por isso é preciso garantir o direito de defesa ao profissional e verificar se houve, de fato, erro”, explica o corregedor do CFM.
<b$>Arquivamento
</b$>De acordo com o órgão, muitas denúncias que chegam aos conselhos regionais acabam sendo arquivadas após sindicância por falta de evidências da ocorrência de falha. O conselho ressalta que, em alguns casos, os pacientes ou familiares classificam como erro médico um evento adverso, situação em que o médico empregou todos os recursos disponíveis sem obter o resultado esperado.
O CFM afirma que, em alguns casos denunciados ou divulgados pela imprensa, a falha nem sempre é do médico, mas de outros profissionais de saúde ou da rede assistencial.
“Como exemplo, citamos casos recentes de enfermeiros que aplicaram superdosagem de medicamento em paciente e até mesmo situações de agentes de segurança de centros de saúde que impediram pacientes de ser atendidos, resultando em óbitos”, disse o CFM, em nota.
FONTE: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/ginecologistas-lideram-ranking-de-punicoes-por-erro-medico-no-conselho-federal/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

PUNIÇÃO - Nadador brasileiro é suspenso por doping: seis meses


 Atleta foi pego no exame durante a disputa do Mundial de Piscina Curta no Qatar, em 2014i

nadador
A suspensão brasileira é retroativa vigorando a partir de 4 de dezembro
FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Em julgamento realizado nesta sexta-feira, 27, na sede da Federação Internacional de Natação (Fina), em Lausanne, na Suiça, foi decidida a suspensão de seis meses do nadador brasileiro João Gomes Júnior. O atleta foi pego em exame antidoping na disputa do Mundial de Piscina Curta de Doha, no Qatar, em dezembro de 2014.
Gomes, 29, foi flagrado no teste comhidroclorotiazida, uma substância diurética que tem a capacidade de mascarar o possível uso de outras substâncias. A Fina não cancelou as medalhas conquistadas pela equipe brasileira no Mundial e o País seguirá no topo da classificação, com sete ouros, uma prata e dois bronzes.
João Gomes Júnior havia participado das provas eliminatórias em três revezamentos no qual o Brasil obteve a medalha de ouro na decisão: 4x50 m medley, 4x100m medley e 4x50m medley misto. A decisão pela manutenção das medalhas será explicada futuramente pela Fina.