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terça-feira, 9 de junho de 2026

O GRÃO DE AREIA - Aldaleia Aquino

 O GRÃO DE AREIA

Aldaleia Aquino 

O grão de areia,
Tão pequenino e esquecido,
Pisado por uns
e por outros,
Fica ali quietinho,
ou é levado pelo vento...
Pra onde?
Só Deus sabe!
Às vezes,
juntamente com outros grãos,
serve de colchonete
para as "dondocas,"  na praia.
Outras vezes,
eles são transformados
em grandes construções,
pontes,viadutos
e monumentos!
Ele é tão pequeno,
calado e quieto!
Insignificante, não!
O grão de areia 
está em toda parte :
Nas montanhas,
No fundo do mar,
No leito do rio e do riacho!
Ele nunca está sozinho!
E,
quando adormecido no útero da terra,
Faz brotar o fruto,
o alimento,
 E flaz brotar a flor!
O grão de areia, 
Na sua pequenez,
É algo gigante,
indispensável à vida!
Assim,
somos nós,
Pequenos grãos de areia, 
Homens e  mulheres,
Ricos ou pobres,
Brancos ou negros,
Feios ou bonitos.
Somos todos importantes e
necessários 
Na construção de
uma vida melhor,
De um mundo mais feliz!

01/06/2026
LEIA MAIS POESIAS EM: 

POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

quinta-feira, 21 de maio de 2026

O MENINO DO ROÇADO - Aldaléia Aquino

Aldaléia Aquino

O MENINO DO ROÇADO

Aldaléia Aquino

Era apenas um menininho,
de 5 anos de idade,
branquelo,
não sei se do "buchão",
ou mesmo raquítico,
miudinho,
lá das"brenhas",
matuto e "beradeiro".
Acho que ele
era buliçoso,
irrequieto
e muito curioso!
Talvez gostasse de,
já naquele tamanho,
observar as coisas da vida,
a Natureza,
o caminhar das formigas e dos calangos,
as coisas lá das brenhas,
onde morava,
no sertão do Ceará!
Aquele menininho,
o primogênito daquela família, 
pequeno no tamanho,
porém grande nos pensamentos,
nos desejos,
nos sonhos,
aquela criança,
 ia pro roçado com seu pai,
levando uma "cabaça d'água,
farinha e rapadura
para comerem depois da lida.
Era uma criança feliz,
esperta,
ativa!
E ele cresceu,
virou um homenzinho.
Já não queria mais o roçado.
Seu pai virou "bodegueiro" na pequena cidade de Parambu.
O menino criou asas
e buscou novos horizontes.
Foi estudar num colégio interno,
e depois em outros e outros. 
E começou a trabalhar em algumas grandes empresas.
Aquele menino da cabaça d'água
cresceu muito,
fez Faculdade,
enfrentou desafios,
batalhou muito!
Tornou-se executivo de grande porte,
conquistou seus ideais!
E conheceu uma garota,
também de cidade do interior,
mas de S.Paulo,
com quem dividiu sua vida
e a quem entregou o seu coração. 
Tiveram um único filho!
Esse filho,
diferente do pai,
nunca foi ao roçado,
não comeu rapadura com farinha,
e não teve cabaça d'água.
Ele tinha era garrafa térmica importada,
da Stanley.
Sim, coisa chic!
Aquele menininho de 5 anos de idade,
hoje com 78,
tem uma história linda de vida,
comovente,
rica,
um verdadeiro exemplo!
É meu amigo,
meu ex-colega de Banco,
e por quem tenho especial carinho.
Aquele menino,
lá das brenhas,
"matuto e beradeiro",
cresceu e brilhou
na cidade grande!
Para ele eu tiro o meu véu!
E que Deus o abençoe!
20.5.2026
6.40h
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quinta-feira, 2 de abril de 2026

POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

 POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

ALDALEIA AQUINO
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ASSISTA O VÍDEO ABAIXO: 

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IMPOSSÍVEL !
@Aldaléia Aquino 

Impossível,
 processar o óbvio,
o real,
o " tá na cara!"
 
É a polêmica do adverso,
da incógnita,
do, por que agora?

Máscaras, jamais!
Alma desnuda,
despida mesmo,
autêntica, 
na sua trajetória!

Deserto,
noite adentro!
Tempestade, nesta magia impetuosa,
quase maluca!
A dor, 
o sofrimento
e a peleja
 fazem de nós,
pessoas mais fortes, corajosas, 
até ousadas!

Cabeça debruçada na relva da sensatez idiota,
porém, necessária!
Um sensor espiritual que me resgata de mim mesma,
burilando este sentimento tão sublime,
acariciando o meu coração, 
aquietando-me 
e me deixando feliz,
aqui no meu cantinho,
como sempre,
na minha solidão octogenária!
É a vida!
19.04.26
(madrugada).

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O GRÃO DE AREIA - Aldaleia Aquino

O GRÃO DE AREIA

Aldaleia Aquino 

O grão de areia,
Tão pequenino e esquecido,
Pisado por uns
e por outros,
Fica ali quietinho,
ou é levado pelo vento...
Pra onde?
Só Deus sabe!
Às vezes,
juntamente com outros grãos,
serve de colchonete
para as "dondocas,"  na praia.
Outras vezes,
eles são transformados
em grandes construções,
pontes,viadutos
e monumentos!
Ele é tão pequeno,
calado e quieto!
Insignificante, não!
O grão de areia 
está em toda parte :
Nas montanhas,
No fundo do mar,
No leito do rio e do riacho!
Ele nunca está sozinho!
E,
quando adormecido no útero da terra,
Faz brotar o fruto,
o alimento,
 E flaz brotar a flor!
O grão de areia, 
Na sua pequenez,
É algo gigante,
indispensável à vida!
Assim,
somos nós,
Pequenos grãos de areia, 
Homens e  mulheres,
Ricos ou pobres,
Brancos ou negros,
Feios ou bonitos.
Somos todos importantes e
necessários 
Na construção de
uma vida melhor,
De um mundo mais feliz!

01/06/2026
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POESIAS: ALDALÉIA AQUINO

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CAMINHAR - ALDALÉIA AQUINO

CAMINHAR!

Aldaléia Aquino 

Eu queria escrever alguma coisa agora!
Queria falar de amor atrevido,
De saudade machucada,
E machucante...
Falar de luz,
Até de trevas,
dos mistérios da escuridão...
Falar da vida!
Queria falar do olhar suplicante
do cachorrinho,
E também dos meus gatinhos,
Princesa,
Pirulito, 
Neve e
Faísca!
Mas minha alma,
misteriosamente,
emudeceu,
Silenciou,
"Fechou-se em copas"!
Por quê?
Não sei!
É um sentimento calado e, 
ao mesmo tempo, gritante...
sem jeito e
sem graça. 
Não consigo enxergar
a beleza desta manhã,
A suavidade da luz
entrando no meu quarto,
A leveza do vento ali fora!
E há um passarinho, 
alegre da vida,
cantando em alguma árvore, 
ali no morro.
Eu queria falar de você 
E pra você,
Mas há um embargo!
Estou calada, 
Com vontade de tudo,
E sem vontade de nada...
E deixo a vida seguir,
Do jeito que ela quer...
Sozinha,
não,
Pois estou comigo mesma
E Deus me vê!

Os mistérios da alma
são reais,
E, muitas vezes,
Insondáveis e 
Complexos!...
O que fazer?
Caminhar!
Caminhar!
Caminhar!
02.06.2026

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DONA TETÊ
Aldaléia Aquino 

Uma menina do interior do Ceará.
De família simples,
humilde,
mas muito religiosa.
Teve infância difícil, 
e, ainda quase menina,
ela se casou.
Teve 7 filhos,
e, por ironia do destino, 
em pouco tempo, 
ela se viu sozinha,
pra criar aquelas crianças,
tendo, o mais novo,
apenas 3 meses.
Aquela mulher foi à luta,
com muito amor,
garra e coragem!

Era "lavadeira" de roupa
de várias famílias
daquela cidade.

Com muitas dificuldades,
mas com muita força e sabedoria,
ela criou todos os filhos.

Educou todos eles,
pedindo bolsas de estudo
a uns e a outros.
Sua luta era ferrenha,
porém, gratificante!
Ela nunca desanimou,
E não deu nenhuma das suas crianças,
apesar dos pedidos e
oportunidades. 
Todos estudaram em bons colégios e
todos se formaram.
São professores,
Geólogo
E um médico.
A trajetória da D. Tetê na Terra
é exemplo pra qualquer mulher!
Tem o calor do suor,
e o brilho da vitória!
Hoje,
com 96 anos,
e bem doentinha,
está sendo cuidada pelos seus filhos, e,
graças a Deus, um médico,
que lhe dão toda assistência e carinho.
Sua árdua missão foi cumprida
em toda a sua plenitude!
Agora,
coroando a sua luta,
Ela recebe todo o amor
e gratidão 
dos seus filhos e netos!
Que Jesus a abençoe plenamente, Dona Tetê!
28.5.2026

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28/5 12:01 - ALDALEIA WHATSAPP: Escrevi este poema nesta manhã.
Tomara que vocês gostem!
Bj da "veínha".
28/5 12:04 - ALDALEIA WHATSAPP: 
O GRÃO DE AREIA
Aldaleia Aquino 

O grão de areia,
Tão pequenino e esquecido,
Pisado por uns
e por outros,
Fica ali quietinho,
ou é levado pelo vento...
Pra onde?
Só Deus sabe!
Às vezes,
juntamente com outros grãos,
serve de colchonete
para as "dondocas,"  na praia.
Outras vezes,
eles são transformados
em grandes construções,
pontes,viadutos
e monumentos!
Ele é tão pequeno,
calado e quieto!
Insignificante, não!
O grão de areia 
está em toda parte :
Nas montanhas,
No fundo do mar,
No leito do rio e do riacho!
Ele nunca está sozinho!
E,
quando adormecido no útero da terra,
Faz brotar o fruto,
o alimento,
 E flaz brotar a flor!
O grão de areia, 
Na sua pequenez,
É algo gigante,
indispensável à vida!
Assim,
somos nós,
Pequenos grãos de areia, 
Homens e  mulheres,
Ricos ou pobres,
Brancos ou negros,
Feios ou bonitos.
Somos todos importantes e
necessários 
Na construção de
uma vida melhor,
De um mundo mais feliz!
----------------------------------------------------
Pra você, amigo(a), mais um poeminha meu.
Grande abraço.
Aldaléia 

POEMA 

Eu queria ter

Coração de poeta,

Para falar do céu,

Das estrelas,

Do sol e da lua,

Do mar e dos rios,

Dos vales e das montanhas,

Das flores e dos colibris,

Da abelha e da borboleta,

Da formiga e da lagarta,

Da luz e da sombra,

Da semente e do fruto,

Da música e do lamento,

Da lágrima e do sorriso,

Do devaneio em busca

Do infinito...

Da pedra e do orvalho,

Da solidão e da saudade...

Da criança e do velho.

Eu queria ser poeta

Para fazer poesia de tudo.

Do que vejo

E do que sinto

Aqui dentro de mim,

Nas minas e cavernas...

Da minha alma...

Eu queria ser poeta

Para falar dos mistérios da vida,

Dos mistérios do amor,

Em todas as suas nuances...

Quem dera ser poeta

Para falar de vocês

E pra cada um de vocês,

Meus filhos,

E  pro meu netinho,

O meu Luquinhas.

Sim, eu queria ser poeta.

Para falar de Você,

Meu Deus,

Em toda a Sua plenitude!

Aldaléia Aquino

29/05/2007

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VEJA ESTE MEU GRITO, EM FORMA DE POEMA.
TENHA FDS COLORIDO E ILUMINADO.
GRANDE ABRAÇO.

  

TÚNEL

 

Pensar em ti,

Abafa o meu grito,

Acalma o meu soluço.

E viajo no túnel da esperança,

Rompendo as muralhas do irreal,

Num vôo livre,

Voluntário

E sem limites,

Flutuando nas nuvens

Brancas e azuis

Da minha ilusão.

Degusto o meu sonho,

Chegando mesmo ao delírio

Deste orgasmo espiritual,

Nesta defloração dos meus sentimentos

Puros e selvagens,

Suaves e arrojados

De uma leoa faminta.

Eu te degusto

Com meu corpo e

Com minha alma,

Desbravando desejos

Antes escondidos de mim mesma,

Dos meus medos,

Pela certeza do nunca!

26/05/2007  

 Aldaléia Aquino

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AMOR
Aldaléia Aquino 

Ele vem de mansinho,
Meio assustado,
Tocando de leve
As paredes do meu coração.
Bate devagarzinho,
Silencioso,
Bem macio...
Não é atrevido
E nem imprudente!
É algo bonito,
Suave e forte.
Quero entendê-lo,
Acatá-lo,
Absorvê-lo,
Mas não posso!
Esse amor não me pertence,
Não é meu!
O que sinto aqui dentro,
Ah!
Isto, sim,
é meu,
Só meu,
E fica guardadinho,
quietinho,
bonitinho,
em absoluto segredo,
o meu segredo!
----------------------------------------------------
AQUIETA-TE
Aldaléia Aquino 

Será que eu posso te amar?
Eu te procuro nas entrelinhas deste minuto,
Sim, deste minuto,
d'agora!

Onde estás?
Por que te escondes?
E por que tentas entrar na minha alma?
Sabes que não podes,
não deves,
não podemos!

Ironia do destino,
da vida,
sei lá do quê!
O silêncio,
cruel e desmedido,
responde:
Aquieta-te!
Aquieta-te!
----------------------------------------------------
O MENINO DO ROÇADO
Aldaléia Aquino

Era apenas um menininho,
de 5 anos de idade,
branquelo,
não sei se do "buchão",
ou mesmo raquítico,
miudinho,
lá das"brenhas",
matuto e "beradeiro".
Acho que ele
era buliçoso,
irrequieto
e muito curioso!
Talvez gostasse de,
já naquele tamanho,
observar as coisas da vida,
a Natureza,
o caminhar das formigas e dos calangos,
as coisas lá das brenhas,
onde morava,
no sertão do Ceará!
Aquele menininho,
o primogênito daquela família, 
pequeno no tamanho,
porém grande nos pensamentos,
nos desejos,
nos sonhos,
aquela criança,
 ia pro roçado com seu pai,
levando uma "cabaça d'água,
farinha e rapadura
para comerem depois da lida.
Era uma criança feliz,
esperta,
ativa!
E ele cresceu,
virou um homenzinho.
Já não queria mais o roçado.
Seu pai virou "bodegueiro" na pequena cidade de Parambu.
O menino criou asas
e buscou novos horizontes.
Foi estudar num colégio interno,
e depois em outros e outros. 
E começou a trabalhar em algumas grandes empresas.
Aquele menino da cabaça d'água
cresceu muito,
fez Faculdade,
enfrentou desafios,
batalhou muito!
Tornou-se executivo de grande porte,
conquistou seus ideais!
E conheceu uma garota,
também de cidade do interior,
mas de S.Paulo,
com quem dividiu sua vida
e a quem entregou o seu coração. 
Tiveram um único filho!
Esse filho,
diferente do pai,
nunca foi ao roçado,
não comeu rapadura com farinha,
e não teve cabaça d'água.
Ele tinha era garrafa térmica importada,
da Stanley.
Sim, coisa chic!
Aquele menininho de 5 anos de idade,
hoje com 78,
tem uma história linda de vida,
comovente,
rica,
um verdadeiro exemplo!
É meu amigo,
meu ex-colega de Banco,
e por quem tenho especial carinho.
Aquele menino,
lá das brenhas,
"matuto e beradeiro",
cresceu e brilhou
na cidade grande!
Para ele eu tiro o meu véu!
E que Deus o abençoe!
20.5.2026
6.40h
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O MENINO DO ROÇADO
Aldaléia Aquino

Era apenas um menininho,
de 5 anos de idade,
branquelo,
não sei se do "buchão",
ou mesmo raquítico,
miudinho,
lá das"brenhas",
matuto e "beradeiro".
Acho que ele
era buliçoso,
irrequieto
e muito curioso!
Talvez gostasse de,
já naquele tamanho,
observar as coisas da vida,
a Natureza,
o caminhar das formigas e dos calangos,
as coisas lá das brenhas,
onde morava,
no sertão do Ceará!
Aquele menininho,
o primogênito daquela família, 
pequeno no tamanho,
porém grande nos pensamentos,
nos desejos,
nos sonhos,
aquela criança,
 ia pro roçado com seu pai,
levando uma "cabaça d'água,
farinha e rapadura
para comerem depois da lida.
Era uma criança feliz,
esperta,
ativa!
E ele cresceu,
virou um homenzinho.
Já não queria mais o roçado.
Seu pai virou "bodegueiro" na pequena cidade de Parambu.
O menino criou asas
e buscou novos horizontes.
Foi estudar num colégio interno,
e depois em outros e outros. 
E começou a trabalhar em algumas grandes empresas.
Aquele menino da cabaça d'água
cresceu muito,
fez Faculdade,
enfrentou desafios,
batalhou muito!
Tornou-se executivo de grande porte,
conquistou seus ideais!
E conheceu uma garota,
também de cidade do interior,
mas de S.Paulo,
com quem dividiu sua vida
e a quem entregou o seu coração. 
Tiveram um único filho!
Esse filho,
diferente do pai,
nunca foi ao roçado,
não comeu rapadura com farinha,
e não teve cabaça d'água.
Ele tinha era garrafa térmica importada,
da Stanley.
Sim, coisa chic!
Aquele menininho de 5 anos de idade,
hoje com 78,
tem uma história linda de vida,
comovente,
rica,
um verdadeiro exemplo!
É meu amigo,
meu ex-colega de Banco,
e por quem tenho especial carinho.
Aquele menino,
lá das brenhas,
"matuto e beradeiro",
cresceu e brilhou
na cidade grande!
Para ele eu tiro o meu véu!
E que Deus o abençoe!
20.5.2026
6.40h
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O TEMPO
Aldaléia Aquino 

É uma corrida veloz,
galopante,
célere!
Vai e vai,
numa rotina maluca,
com roteiro definido, 
independente da nossa vontade.
E ficamos aqui,
Seres viventes,
amantes,
amados,
alegres ou carrancudos,
apreciando a poeira do Tempo
que segue sem destino,
ou com endereço certo,
( não sei)!
pairando aqui,
ali, 
acolá,
longe do nosso alcance!

Verdade!
O tempo voa,
com asas gigantescas e ligeiras!
Aonde vai?
O que busca?
Por que não para pra nós?
O seu caminhar é ininterrupto e fugaz,
ao passar por nós!
Detê-lo,
quem dera!
O que fazermos, então?
Saboreá-lo com toda garra,
sabedoria e vontade,
porque ele é meteórico,
e não volta,
jamais!
17.5.2026
..................................................................................
......................................................................

MEU SEGREDO
Aldaléia Aquino

Eu sei que te quero,
e muito!
Mas não posso
E não devo!
Esse encontro, 
Que seria somente de almas,
Abalroa a muralha do NÃO!
É algo lindo,
Puro,
Real,
porém,
Impossível!
Guardo comigo
as palavras que te diria,
A ternura e o carinho
que te daria,
A explosão deste sentimento tão meu!
Jamais saberás o quanto te quero,
O quanto tocas a minha alma!
Sim,
É amor de almas,
Bem-querer de almas,
Abraço de almas!
E será sempre assim!
Não tem jeito!
É o meu segredo!

Acabei de escrever, hoje:
14.05.26
---------------------------------------
RETRATO DE MÃE
Aldaléia Aquino 

Mamãe,
Vejo-te hoje,
Agora,
Ontem!

Teu olhar profundo,
Perscrutante,
Suave e doce,
Transporta-me à minha infância 
E traz-me muitas saudades!
É que eu cresci
E virei gente grande.
Lembro-me bem
Do teu jeitinho ligeiro,
Do teu carinho,
Do teu aconchego,
Do teu colo protetor,
Tão meu, mamãe!
Lembro-me dos teus beijos
E abraços.
Passavas a mão na minha cabeça,
Num gesto de acalento,
E muito calor materno,
Cheio de força 
E espiritualidade!
Tuas palavras de sabedoria 
E teus conselhos,
Farol conduzindo-me
Na estrada da vida.
Teu olhar sereno e forte,
Olhar de quem tudo sabe!
Olhar de mãe,
Que orienta,
Conduz,
E que fala,
Até mais que as palavras!
És a minha estrela,
O meu guia,
O meu talismã!
E foste tudo o que pudeste ser,
Para eu ser o que sou hoje.
Eu te devo tudo,
Mãezinha:
A minha vida,
Tudo o que sei e sou,
A minha felicidade,
O Amor!
Sou um pedaço de ti,
Caminhando aqui.
Ah!
Mãe querida,
És a minha alegria,
A minha força,
O meu estímulo,
A minha luz,
O reflexo de toda a bondade
Que emana de ti!
Eu te amo, mãezinha,
E peço a Deus 
Que te deixe sempre comigo,
Clareando os meus dias,
Para que eu não sinta tão cedo,
A tristeza do entardecer
Na minha vida!
---------------------------------------------------
TRAPÉZIO
Aldaléia Aquino 

No trapézio da vida,
O equilíbrio,
A sensatez,
A humildade,
A coragem,
O discernimento,
A alegria,
O olhar amigo,
A troca de sorrisos,
A cumplicidade,
A gratidão,
O enlace das mãos 
Com o selo da verdade!
O NÃO ao egoísmo,
O jogo de cintura,
E, principalmente,
A união com Deus,
Pra driblar o quotidiano!
E ter o amor,
Que tudo salva,
Tudo vence,
Como o nosso guia,
Nossa bússola,
Nossa fortaleza,
Nesta nossa caminhada!!!
.............................................................
FEITIÇO
Aldaléia Aquino
Você me encantou,
Enfeitiçou,
Despertou uma nova mulher.
E eu quis ser tua flor silvestre,
Sem a grandeza da rosa,
Sem espinhos!
Quis ser colibri,
Borboleta,
Gaivota,
Até condor.
Quis ser tua estrada,
Vereda ou
Atalho.
Teu riso,
Tua alegria,
Teu dia e tua madrugada.
Ser tua brisa e
Teu calor em noite fria.
Teu aconchego,
Teu sonho e tua magia.
A tua verdade,
Tua música e
Tua poesia!
Teu crepúsculo 
E o teu amanhecer.
Já te ofereci meu colo,
Meu ombro 
E meu abraço,
Na hora certa.

Eu quis ser tudo,
Mesmo de longe!
E, em troca,
Eu queria, apenas,
Sentir-me amada por ti!!!
-----------------------------------
TATUAGENS DA VIDA
Aldaléia Aquino 

A vida não para!
Eterno caminhar e sem retorno!
Tudo tatuado na nossa alma!
Lembranças e saudade de tudo.
Da Cartilha do a-b-c,
Passeios do colégio,
Cantigas de roda na calçada,
Esconde-esconde e amarelinha,
Banhos de chuva no quintal,
Missa aos domingos na Matriz,
Subidas no cajueiro pra pegar caju
Ou nos pés de siriguela,
Hoje, tudo tão  distante!
Lembranças do primeiro amor,
Primeiro beijo,,
Primeira valsa!
Tudo lembranças !
Saudade dos nossos filhos ainda pequenos,
Seus primeiros passos
E primeiras palavras.

E hoje,
Já tão livres, e independentes,
E, às vezes, longe de nós.
Saudade de músicas,
De cheiros,
E de abraços.
Olhares perdidos nas curvas do tempo,
Sorrisos distantes ecoando na nossa memória!
Lembranças que fazem a nossa história,
Com seus poemas e canções!
E hoje,
Exatamente agora,
Eu me perco em pensamentos 
E sentimentos vários,
Num encontro comigo mesma,
Tendo a certeza de que estou viva,
"Vivinha da silva",
Para saborear os dias que me restam!
Sim!
Parar, nunca!
----------------------------------------
SE EU PUDESSE
Aldaléia Aquino 

Se eu pudesse,
ah! Se eu pudesse,
tudo seria diferente!
Se eu pudesse,
ninguém morreria!
Não haveria órfãos nem viúvas!
As flores não murchariam,
a neblina não se desfaria na terra.
Se eu pudesse,
visitaria a lua,
passearia nas estrelas,
entenderia os segredos do mar.
Se eu pudesse,
penetraria no âmago do infinito,
para entendê-lo!
Ah!  Se eu pudesse faria tantas coisas!
Pegaria o arco-íris e com ele pintaria uma paisagem muito linda!
Quem me dera mergulhar dentro de mim mesma 
e entender-me,
e encontrar-te,
saboreando as delícias desta música
que escuto agora!
Bem que eu gostaria!
Estou viva!
Se eu pudesse,
modificaria o mundo,
tornando-o melhor,
mais justo,
divino, até!
Eu faria o homem andar
na estrada do amor, 
da fraternidade,
da justiça!
Eu sei que não posso,
infelizmente!
Tenho que começar por mim,
tenho que ser melhor,
mais lúcida,
mais EU!
É isto!
19.03.26
..........................................................
SER IDOSO
Aldaléia Aquino 

Ser idoso é ver a poesia da vida
Com os olhos da experiência, 
Com o amor do coração. 
Amor pelos filhos e pelos netos,
Pelos amigos e pelos vizinhos, 
Pelo cãozinho de casa,
Pelo gatinho e pelo passarinho.
Pelo dia e pela noite,
Pelo sol e pela chuva.
Pela lua que entra na janela do quarto,
Pela estrela que sorri
E pelo vento que assobia no telhado
E abraça as árvores.
Pelo cri-cri do grilo
E a cantilena da cigarra.
Enfim,
Ser idoso é ser feliz por mais um dia,.
Sempre!
Sempre!
...................................................................................
SÓ DEUS SABE!!
Aldaléia Aquino 

Uma tênue luz
do dia a dia
neste vai-e-vem incessante,
real, porém fugaz,
escancara-se para o mundo!
É o mundo colorido das ilusões, 
dos desejos,
e sequioso de amor e de paz!
O homem,
este ser estranho e volúvel,
com vários rótulos,
às vezes um louco,
outras vezes quase santo,
mergulhado no emaranhado das suas ambições, 
do seu egoísmo,
na sua escuridão!
Sua busca maluca pelo poder,
pela riqueza,
espezinhando todos,
descaradamente!
Ele se tornou cego, 
torpe,
verme,
verdadeiro demônio!
Para ele só existe a ganância, 
o roubo, 
a riqueza suja!
Deus, quem é Deus para esses homens?
Estão cegos, sim,
enveredados no mar do descalabro financeiro!
Qual será o seu destino?
Qual será o seu amanhã?
Só Deus sabe!
19.02.26
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Deserto...

Solidão...
Saudade!
Chorar, só alivia.
Quero gritar,
correr, 
voar, voar,
e alcançar todos vocês,
esvaziar o meu peito,
dessa coisa que dói, 
dói, 
machuca, 
que quase está enlouquecendo-me.
Não aguento mais calar o meu grito!
Quero sobreviver,
alimentando a minha alma,
o meu coração,
com a curtição de vocês,
o carinho de vocês,
o calor de vocês,
minhas filhas, 
meus netos,
meus genros,
meus irmãos,
minha família!
Decididamente,
não tem outro jeito,
vocês são tudo pra mim!
Pronto!
Falei!
14.06.2020
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 ... e estou chegando até aqui!
Caminhada longa,
tortuosa,
com tropeços,
dissabores e arranhões...
e também com vitórias!
Embrenhei-me nas entranhas
de matas densas
e de montanhas íngremes,
desbravando estradas,
veredas
e vales...
Ultrapassei cercas de arame farpado, 
de mãos dadas 
com a ilusão e o real.
Voei,
voei por sobre o oceano dos sonhos,
do ideal,
do amor,
da vida,
muitas vezes 
com as asas feridas...
Corri,
saltei,
gritei,
chorei,
quase morri,
debatendo-me contra os espinhos
das incertezas,
do obscuro,
das decepções, 
do desamor...
Mas também sorri,
gargalhei,
cantei,
chorei de emoção,
quando pari!
O orgasmo da maternidade
ficou incrustado 
no meu coração de mãe!
E descobri que,
na vida,
é a luta diária
o que nos faz fortes,
resistentes,
corajosos
e vitoriosos.
Descobri, ainda,
que a minha companhia de mim mesma
ensinou-me a perscrutar 
a voz das estrelas,
no silêncio das noites ,
o gorjeio dos pássaros,
de galho em galho,
o desfile dos gatos no muro,
e a melodia do vento,
acordando o tempo...
E colhi as mais belas flores, 
mesmo no meio das chuvas,
dos relâmpagos
e trovões,
nessa minha travessia...
E vi também
que a FELICIDADE existe,
sim,
às vezes nos seus esconderijos,
bem perto de nós,
ou,
em nós!
A infância com meus pais,
meus irmãos,
e colegas da escola,
até mesmo da Faculdade,
do emprego,
tudo isso tem sabor doce,
cor de Rosa,
e de muita saudade!
O abraço carinhoso dos meus filhos,
sua expressão de amor,
o beijo gostoso dos meus netos,
seus olhinhos inocentes brilhando
e iluminando a minha alma,
meu Deus,
não têm preço,
é tudo o que tenho 
de melhor!
Uma riqueza!
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Caminhei até aqui,
ora correndo,
ora a passos lentos,
pensativa,
absorvendo o perfume da vida,
a essência dos seus mistérios,
garimpando toda a beleza
que é a minha existência!
Agradeço às minhas filhas,
aos meus genros,
à minha família
e aos meus amigos,
que têm caminhado comigo!

Hoje,
já abraçando o outono da minha vida,
de 80 anos,
minha palavra é de gratidão ao meu Deus,
que sempre acariciou as paredes da minha alma,
com Sua bondade,
amor
e fortaleza!

Gostaria de ir bem mais longe, quem sabe, ao centenário,
com todas as pessoas que tanto amo!
Creio que Ele haverá de me escutar!

Obrigada, Papai do Céu,
pela minha juventude octogenária,
e feliz!
Sim, sou uma jovem
muito feliz e realizada!
Obrigada, meu Deus,
pelo amor!
Obrigada, pela vida!
Aldaléia Aquino 
20.09.2020
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Abre as janelas
do teu coração,
escancara a tua alma!
Toma um fôlego,
nas entrelinhas do desconhecido
e saboreia os teus enlevos espirituais...
Escuta o silêncio do tempo,
no decorrer dos dias...
Não tenhas medo dos arroubos que,
às vezes,
te surpreendem
e te sacodem!
Nas tormentas
e nas calmarias,
o equilíbrio!
E cresce,
mesmo emaranhando-te
nos fios do destino...
Busca,
caminha,
vai!
Não te feches em círculo,
 e tenta,
no trapézio verde da esperança, 
a reta segura
do otimismo,
do real!
Vasculha o bom
e o belo,
nesse teu poço secreto...
E, de mãos dadas,
celebra a reciprocidade
do amor!!!
Aldaléia Aquino 
12.09.2020
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Neste voo mágico, 
tênue e afoito,
ao mesmo tempo,
rasgando o cerne de mim,
do mais recôndito de mim,
rompendo minha clausura espiritual,
numa simbiose 
de tempestade e bonança, 
e também de saudade,
eu me encontro comigo!
E mergulho tranquila
no lago dos meus sonhos,
burilando minhas emoções,
refugiando-me na esperança da luz...
Nesse pouso na relva do real,
tenho o resgate de mim mesma!
E o meu horizonte ao longe,
bem longe,
sorri-me...
A fumaça esvai-se no ar,
desenhando,
na sua fragilidade,
a silhueta sinuosa
e reta do destino...
Nesse pouso eu repouso,
cochilo,
quase adormeço,
saboreando, 
num verdadeiro alvoroço místico, meus pensamentos
e desejos de adolescente octogenária.
E descortino lá no fim,
bem no fim mesmo,
um túnel com nuvens e arco-íris, 
o meu refúgio,
a felicidade plena,
sem rótulos,, 
sem vírgulas e sem máscaras...
É o Encontro do AMOR!
ALDALEIA AQUINO
16.09.2020-madrugada
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Eu não quero te amar, 
tampouco que me ames.
A barreira do impossível
corta as minhas asas
e limita o meu voo.
E mostra-me a cara do real,
e que o amor não sobrevive sozinho.
E agora, perambular pelas ruas
do tempo, 
sufocando esse sentimento 
tão lindo,
que me chegou de repente,
alojou-se dentro de mim,
mas que me diz,
a todo momento,
que jamais seremos um do outro!
Fazer o quê?
(Aldaléia Aquino)
08.08.2015- 12.15h
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A silhueta do tempo,
no requebrado do anoitecer
e do amanhecer, 
o farfalhar das árvores ,
ao som da orquestra do vento em noite silenciosa e fria...
Alma sedenta de paz,
de aconchego, 
de luz,
de um abraço, 
quem sabe,
de um beijo, 
cavalgando na estrada da solidão, , 
da saudade,
da busca de um amor
que pairou longe,
muito longe,
e, como nuvem flutuante,
perdeu-se,
nas ruas do silêncio,
com cara de 
infinito,
com cara de quê?
Aldaléia Aquino
(madrugada de 28.12.2023).
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Tem uma coisinha aqui dentro de mim, 
escondida em algum lugar,
que não sei onde é,
ou o que é, 
e que chora baixinho,
mas querendo gritar,
abrir o berreiro,
mostrando ao mundo,
esse mundo conturbado, 
em meio a tanta dor,
tanto sofrimento,
tantos desmandos,
algo que já não cabe dentro de mim...
E eu paro,
diante de mim mesma, 
no silêncio desta noite,
mergulhada em interrogações...
Por quê?
Por que tudo ficou assim?
Tanto desamor?
Tantas brigas?
Tantos insultos?
É como se o amor se escondera além dos limites da vida,
dando lugar ao ódio,
à destruição,
quiçá, à morte!
O homem despiu-se de toda a sua essência divina,
pois viemos de Deus,
e embrenhou-se
nessa busca gananciosa e
demoníaca do poder,
da riqueza,
uma riqueza que o torna
escravo das duas ambições desmedidas,
tornando-se cada vez mais pobre,
mais selvagem,
até cruel,
e menos humano!
Será que vale a pena?
Aldaléia Aquino 
1°/junho/2020
(madrugada)
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Eu não sou velha!
Sou idosa!
E quero caminhar ainda por muitos anos!
Tenho muitos amores, pois minha família é linda e maravilhosa, a minha força para sonhar, amar, lutar, viver!
Minha alma não criou rugas com as curvas do tempo!
Estou aqui, firme e forte, com o olhar no horizonte que, eu sei, tem reservado pra mim, em outro patamar, também feliz e iluminado!
E chegarei lá, segurando na mão de Deus!
Aldaleia Aquino
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O meu sono fugiu, nn sei pra onde.
E eu, se pudesse, neste exato momento,sairia por aí, perambulando nas ruas dessa Fortaleza linda,saboreando as belezas da noite, indo me sentar na areia da praia e escutar o mar, ver as estrelas no céu ( mas nas cidades grandes elas se escondem), ficar ali quietinha, paradinha, talvez num enconto maravilhoso, diferente, com Ele. Ele está comigo em qualquer lugar, eu sei. Ele me fala a todo instante, através dos acontecimeentos da minha vida, da minha pequena Maria Luíza, que ressona aqui ao meu lado, até do barulhinho do meu ventilador.
Mas eu queria sentir o abraço
da noite, o beijo do vento no meu rosto , podia até ter umas pequenas neblinas, eu gosto. 
Entretanto, eu talvez nem amanheceria viva, tamanha a violência do nosso país.
É só sonhar. Sonhar com uma coisinha tão simples, meu Deus! Kkkkkkkkkk
E o danado do sono nn chega.
Vou ter que o esperar.
Fazer o quê?
Érica Alg Aldira Araujo Yeline Falcão Maia Costa Evanilde Pedreira Rita Seba Artur Costa Vicente Aquino Hermosa Vidal Chico Paiva Salviano Lucas Gurgel
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Eu não quero te amar, 
tampouco que me ames.
A barreira do impossível
corta as minhas asas
e limita o meu voo.
E mostra-me a cara do real,
e que o amor não sobrevive
sozinho.
E agora, perambular pelas ruas
do tempo, sufocando esse sentimento 
 tão lindo,
que me chegou de repente,
alojou-se dentro de mim,
mas que me diz,
a todo momento,
que jamais seremos 
um do outro!
Fazer o quê?
(Aldaléia Aquino)
08.08.2015- 12.15h
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De repente, 
sem máscaras, 
sem rugas,
alma desnuda,
caminhar mais lento,
pensamentos sem cor,
sem brilho,
sabor cítrico dos conflitos íntimos,
dos questionamentos,
o vai e vem embaralhado,
ou mesmo suave da rotina,
com suas vírgulas, 
interrogações e também exclamações!
Tempestades
e trovoadas,
até relâmpagos...
Alma em cio,
coração machucado,
mente conturbada,
sonhos enclausurados!
Lembranças vivas, brilhantes ou
obscuras...
Paradoxo!
Vislumbre de um lindo amanhecer!
Desejos,
saudades,
fervilhão espiritual ou
serenidade e
calmaria...
Uma mistura
de luz e sombra,
alegria e dor,
ida e vinda,,
ansiedade e paz,
sonambulismo junto à fragilidade
pela espera do
entardecer,
do ponto final!
É assim a vida!
04.03.2025
(madrugada)
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GRATIDÃO
Aldaléia Aquino 
Alvoroço das lembranças,
da saudade, 
do medo!
Buscas sem rumo...
O tempo voa célere,
sem piedade!
Os detalhes tatuados na alma
estão intactos...
Os meus sonhos teimam em existir.
Grito embargado no peito,
em meio à solidão. 
Por que é assim?
Não sei!
Turbilhão de emoções,
vontade de voar,
voar o mais alto possível, 
abrir as asas em toda a sua extensão.
Mas elas estão feridas, 
machucadas,
sem força...
Um aperto na garganta, 
bem sufocante,
sufocante mesmo,
pela fatal
inexorabilidade do Tempo!
Aí vem a
GRATIDÃO, 
GRATIDAO,
GRATIDÃO!
     05.03.2025
 (madrugada)
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VISÃO 
Aldaléia Aquino 

Visão horizontal,
vertical,
diagonal
ou certeira do universo.
Sonhos e desejos sem rótulos.
Vulnerabilidade de sentimentos.
Entranhas da alma em chamas, 
em grito, 
em desalinho.
Pensamentos acelerados,
confusos...

A flor silvestre,
mar revolto,
colibri buscando abrigo
nas asas da ilusão. 
Amplitude do tempo,
céu aberto,
liberdade!
Refúgio na esperança, 
no amor.
Barquinho à deriva,
sem bússola,  
sem norte,
ondas turbulentas...
Céu,
vento e
sol.
Busca de mim mesma.
Sequelas da dor espiritual,
das lágrimas sofridas...
Arco-íris emoldurando o espaço.
Estrela piscando,
falando baixinho,
contando um segredo...
Um labirinto misterioso!
Tudo passou,
passou e não volta mais!
Mas estou viva,
bem viva,
saboreando a beleza deste meu outono
para uma vida feliz!
É isso,
isso mesmo,
um entardecer feliz!
05.03.2025
(madrugada)
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A LÁGRIMA
Aldaléia Aquino 

Uma lágrima quente e doída
Rolou no meu rosto enrubescido,
Lavando-me a alma
Espezinhada e
      sofrida
Pela dor terrível de te perder
Ou não te possuir pra mim.
Os beijos que me deste em silêncio, 
Mesclados de desejo e de ansiedade, 
Deixaram-me num mundo de saudade,
Numa dorida solidão. 

Mas te confesso,
Doeu muito,
Porém valeu a pena, 
Mesmo assim,
Pois, quem me beijou com tanto enlevo outrora,
E me fez mulher,
Quem sabe,
Também não me esqueceu
E um dia voltará pra mim!
Então, 
Uma lágrima,  por certo,
Me tomará de novo,
Não de tristeza, 
Nem de desespero,
Mas de alegria por saber
Que em tuas andanças
Por este mundo afora
Não encontraste
Em nenhum lugar
Alguém que te beijasse
Igual a mim!!!


DESCOBERTA

Caminhei descalça

Pelas ruas da vida

E sangrei meus pés,

Em busca de que?

Sonhei,

Adormeci ao balanço

inebriante

Da ilusão.

Da procura,

Do desejo.

Busquei

No mistério infinito

A certeza da verdade.

Do infalível,

Do real.

Briguei, de alma limpa,

Pelos meus ideais.

Até chorei

E sorri ao sabor do amor,

Apalpando a felicidade

Com minhas mãos,

Com meus lábios,

Quando me fiz mulher,

Quando me fiz mãe,

Quando pari!


*Adelino dedicou esta poesia a esposa

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