Martelo foi batido em reunião em Brasília com a participação da atual governadora do estado, Izolda Cela, que será a secretária nacional de Educação Básica.
POR G1 - O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou na noite desta segunda-feira (19) que o ex-governador e senador eleito Camilo Santana (PT-CE) será seu ministro da Educação. O martelo foi batido numa reunião em Brasília com a participação da atual governadora do estado, Izolda Cela, que será a secretária nacional de Educação Básica. Também participaram da reunião o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad e o governador eleito do Ceará, Elmano de Freitas.
Como o Blog havia antecipado, o convite de Lula ao senador eleito Camilo Santana havia ocorrido na semana passada.
Inicialmente o nome de Izolda era cotado para assumir a Educação. Isso porque Lula havia decidido aproveitar a força de senadores eleitos aliados dentro do Congresso, uma vez que muitos bolsonaristas também conquistaram mandatos de deputados e senadores.
Mas Lula decidiu abrir exceção para alguns nomes, como é o caso de Camilo Santana.
Outra exceção até o momento foi a do senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), já anunciado para a pasta da Justiça. O senador eleito Renan Filho foi sondado para assumir o Ministério do Planejamento.
Ex-governador do Ceará assumiu o cargo no dia 2 de janeiro de 2015
Cid Gomes assumiu o ministério da Educação no dia 2 de janeiro de 2015 com o objetivo de levar adiante o slogan do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff de “Brasil, pátria educadora”. Ao assumir o cargo, o ex-governador do Ceará tinha pela frente o reajuste do piso dos professores, a divulgação do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e uma série de mudanças que planejava.
Confira momentos de Cid ao longo dos 77 dias como ministro:
1 – Reajuste do piso salarial dos professores
No dia 7 de janeiro, Cid anunciou o ajuste do piso nacional dos professores da educação básica, que teve um reajuste de 13,01%, saltando dos atuais R$ 1.697 para R$ 1.917,78. Isso significa que nenhum docente da rede pública do País, do ensino infantil ao médio, com jornada de 40 horas semanais, poderá ter remuneração abaixo desse valor.
2 – Resultado Enem
O resultado do Enem 2015 foi divulgado no dia 13 de janeiro. Na ocasião, o então ministro, Cid Gomes, fez uma avaliação sobre o desempenho dos estudantes na prova.
3 – Consulta online
A consulta, que ajudará a fazer o Enem, teve um total de 36.582 sugestões e foi aberta em 2 de março e encerrada nesta terça-feira (17). Para contribuir, os interessados responderam um formulário com três perguntas, sobre ampliação do banco de itens nas quatro áreas de conhecimento do Enem, para o aprimoramento da logística, segurança e aplicação da prova, além de opinar livremente sobre o exame.
3 – Fies
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está passando por mudanças na concessão de recursos. Um novo sistema unificado on-line será o responsável por limitar a quantidade de financiamentos que serão concedidos em cada curso e faculdade.
Já neste ano, alguns obstáculos, como um teto para as mensalidades, vêm dificultando as inscrições em algumas instituições.
4 – Cortes
O Ministério da Educação foi o mais afetado pelos cortes de gastos não obrigatórios anunciados pelo governo em janeiro. Conforme o decreto 8.389, publicado no Diário Oficial da União (DOU), a pasta sofrerá uma limitação extra de 586,83 milhões de reais por mês em seu orçamento. Isso ocorre porque este ministério é o que possui o maior volume de gastos não prioritário
5 – Encontro com a Xuxa
Cid Gomes esteve, no dia 11 de fevereiro, com a Xuxa. Segundo o ex-ministro, a apresentadora tem produzido “excelentes materiais para o Ensino Infantil e se dispôs a colaborar com dois importantes projetos do Governo Federal: o Mais Creches e o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa”.
6 – Achacadores
Em fevereiro, durante uma visita à Universidade Federal do Pará, Cid Gomes disse que a Câmara tem "uns 400 deputados, 300 deputados achacadores". A frase gerou grande repercussão e levou o então ministro a prestar esclarecimentos na Câmara. Nesta quarta (18), o ex-governador do Ceará compareceu à sessão e depois de muito bate-boca, deixou o ministério.
O ministro da Educação, Cid Gomes pediu demissão, em reunião no Palácio do Planalto, após ter abandonado a comissão geral convocada pela Câmara. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que "o ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta". No total, Cid ficou 77 dias à frente da pasta.
Ao sair do Congresso, Cid foi direto ao Palácio para informar à presidente de sua decisão.
Após participar de audiência por mais de duas horas, e ver seus amigos, correligionários e apoiadores expulsos do plenário e da galeria, Cid perdeu a paciência ao ouvir ofensas dirigidas a ele por deputados, sem que lhe fosse dado o direito de defesa, já que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cortou seu microfone.
A notícia sobre a saída de Cid Gomes foi anunciada por Eduardo Cunha, no plenário da casa, após ligação do ministro-chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante.