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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Brasil prepara sugestão de ações para diminuir efeitos do plástico

Governo levará documento a signatários de acordo da ONU

POR AGÊNCIA BRASIL -O Brasil se prepara para contribuir com o Acordo Global de Plásticos da Organização das Nações Unidas com indicações de formas de minimizar o impacto deste material no mundo. O Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) são responsáveis por fornecer todos os subsídios técnicos ao Ministério das Relações Exteriores, para que ele possa indicar ações a serem adotadas pelos países signatários do Acordo Global de Plásticos das Nações Unidas..

“[Vamos apontar] O que temos que fazer para minimizar o efeito do plástico pelo descarte indiscriminado de pessoas e empresas, efeitos que não são benéficos para a saúde humana, marinha e para o meio ambiente”, explicou nesta sexta-feira (8) à Agência Brasil a professora Maria Inês Bruno Tavares, diretora do Instituto. 

Identificação

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas por ano. Dados do Perfil 2022 da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) revelam que o Brasil responde por 2% da produção mundial de plástico, com total de 6,7 milhões de toneladas por ano de material cujo destaque traz impactos negativos para o meio ambiente. O setor engloba mais de 11 mil empresas, que empregam mais de 340 mil brasileiros e faturam 117,5 bilhões de reais.

Maria Inês Bruno Tavares disse que a ideia é definir os critérios técnicos para caracterizar os tipos de plástico, identificando o que é plástico de uso único, plástico desnecessário ou problemático, uma vez que na primeira versão do documento com a posição brasileira não há destaque para a educação ambiental, nem para a reciclagem e o reúso.

Sugestões

O grupo do IMA já fez algumas sugestões. Entre elas, que os polímeros sintéticos que compõem o plástico sejam substituídos por biodegradáveis na cadeia produtiva. È preciso também aumentar o uso de materiais recicláveis na composição de novos produtos e identificar, nos rótulos, todos os tipos de materiais que compõem as embalagens. A partir dessa identificação, é mais fácil saber o que pode ser reutilizado ou reciclado. A diretora lembrou que os plásticos de uso único não precisam ser descartados porque podem gerar energia. “Reciclagem é a palavra-chave para minimizar os problemas”. Já os produtos em estado de degradação grande devem ser descartados em aterros sanitários de forma controlada, apontou.

Para incentivar a reciclagem entre indústria e população, uma das propostas é que a embalagem seja devolvida na empresa pelo consumidor e trocada por um desconto para a próxima compra, indicou Maria Inês. A especialista diz acreditar que as empresas brasileiras que lidam com polímeros têm participado do esforço para a redução dos plásticos.

O IMA vai iniciar processo de ensino aos profissionais que fazem reciclagem no Hangar, na Cidade Universitária, para que reconheçam as diferenças entre os materiais plásticos e o seu potencial financeiro, porque pode haver um valor agregado naquele produto, que não deve ser jogado fora. Em paralelo, o instituto continua realizando ações nas escolas, iniciadas em 2009. Nas semanas de Nanotecnologia e de Polímeros, o IMA recebe anualmente estudantes de escolas públicas e particulares para conhecerem o que são polímeros e suas características. A média é de 700 pessoas recebidas por dia nesses eventos.

FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-12/brasil-prepara-sugestao-de-acoes-para-diminuir-efeitos-do-plastico 

terça-feira, 9 de abril de 2019

Garrafa de água de plástico: perigos da reutilização

Embora seja ambientalmente correto, reutilizar garrafa de água pode trazer danos à sua saúde
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garrafa de água de plástico pode ser um grande problema ambiental. Isso porque ela é feita a partir do petróleo, uma fonte não renovável, requer energia para sua produção e distribuição, e acaba contaminando o ambiente quando não destinada corretamente para a reciclagem. Ou seja, seus destinos finais acabam sendo lixões, aterros e os mares, com péssimas consequências ambientais. Entenda mais sobre esse tema na matéria: "Prós e contras do plástico para o meio ambiente".

Pensando assim, já que eu utilizei uma garrafa de água, por que não reabastecê-la e usá-la novamente? Essa não seria uma ótima forma de praticar o consumo consciente, já que pouparia a energia necessária para sua reciclagem e ainda evitaria a poluição por plásticos?

LEIA TAMBÉM: Dez dicas para reduzir seu uso de plásticos

Primeiro, se você pensa assim, parabéns! O mundo precisa de mais pessoas como você (mas não esqueça que o ideal é evitar o hábito de comprar a garrafa - há outras opções, como veremos adiante). Infelizmente o reúso não é uma solução muito boa para o problema, já que a garrafa de plástico não é feita para ser reutilizada - tanto é que até mesmo seus fabricantes recomendam seu descarte após o uso.

Um dos principais problemas da reutilização da garrafa de água de plástico é a contaminação bacteriana. Afinal, a garrafa de água é um ambiente úmido, fechado e com grande contato com a boca e as mãos; ou seja, um local perfeito para a proliferação de bactérias.

Um estudo realizado a partir de 75 amostras de água de garrafas de plástico que alunos do ensino básico utilizaram durante meses, sem jamais as lavarem, descobriu que cerca de dois terços das amostras apresentavam níveis bacterianos acima dos padrões recomendados. A quantidade de coliformes fecais (bactérias provenientes das fezes dos mamíferos) foi identificada acima do limite recomendado em dez das 75 amostras estudadas. A garrafa de plástico, se não for lavada, funciona como criadouro perfeito de bactérias, afirma Cathy Ryan, uma das responsáveis pelo estudo.

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