Se a suposição se confirmar, é provável que o próximo líder do Vaticano seja o atual secretário de Estado da Santa Sé, o italiano Pietro Parolin –um diplomata conhecido por não se comprometer com as posições mais polêmicas da Igreja hoje, mas aberto a continuar o caminho de reformas iniciado por Francisco.
Graças à sua posição na hierarquia da Santa Sé –o cargo de secretário de Estado, que Parolin ocupa há mais de dez anos, o torna a pessoa mais importante no Vaticano, atrás apenas do papa– e à sua cooperação com Francisco, o cardeal é visto como o sucessor natural de Bergoglio. No círculo de apostas sobre o novo pontífice, ele tem aparecido no topo.
Mas o nome de Parolin, 70, não é unanimidade. Além de ser visto por conservadores e progressistas com desconfiança por suas falas ambíguas sobre a aceitação a casais LGBTQIA+, divorciados e o futuro do celibato, seus críticos apontam o fato de que o cardeal não tem experiência pastoral –isto é, nunca chefiou uma paróquia ou trabalhou em contato direto com fiéis.
Com efeito, o caminho de Parolin até atingir a alta hierarquia da Igreja mais se assemelha ao de um servidor público de carreira do que de um religioso. Nascido em 1955 na região de Veneza, filho de um comerciante e uma professora, tornou-se padre em 1980. Em seguida, formou-se em direito canônico na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e estudou na Pontifícia Academia Eclesiástica, a escola de diplomatas do Vaticano, equivalente ao Instituto Rio Branco.
