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domingo, 22 de junho de 2025

Médico deixa aviso sério sobre uso de ibuprofeno e paracetamol

Especialista reforça que remédios aliviam sintomas, mas não tratam a causa do problema

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Ter ibuprofeno e paracetamol sempre à mão e usá-los por conta própria pode parecer inofensivo, mas o hábito merece atenção. Em entrevista ao jornal La Vanguardia, o médico de família Fernando Fabiani alertou que esses medicamentos, embora úteis para aliviar desconfortos, não têm efeito curativo.

“Nem o ibuprofeno nem o paracetamol são tratamentos que curam doenças. Eles apenas amenizam os sintomas”, explica o especialista. Segundo ele, é comum que pessoas recorram a esses remédios em qualquer situação, sem considerar o diagnóstico real ou a causa dos sintomas.

Fabiani cita como exemplo os quadros de gripe. “Esses medicamentos ajudam a reduzir a febre, aliviam dores musculares e de cabeça, mas não tratam o vírus em si. O corpo ainda precisará de tempo para se recuperar naturalmente”, afirmou.

O médico reforça a importância de refletir antes de tomar qualquer medicamento por conta própria. “A pergunta principal que você deve se fazer é: esse remédio é realmente necessário para mim neste momento?”, concluiu.

A recomendação é sempre buscar orientação médica em caso de dúvidas, especialmente se os sintomas persistirem ou se agravarem. Automedicação pode mascarar doenças mais graves e atrasar o tratamento adequado.

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2283194/medico-deixa-aviso-serio-sobre-uso-de-ibuprofeno-e-paracetamol

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Estudo alerta para riscos do paracetamol em idosos; entenda

Os pesquisadores analisaram os registros médicos de mais de 180 mil pessoas com mais de 65 anos que receberam pelo menos duas prescrições de paracetamol em um período de seis meses

POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Um novo estudo, citado pelo jornal Daily Express, sugere que o paracetamol pode não ser tão seguro quanto se pensava, especialmente quando usado com frequência por idosos.

Os pesquisadores analisaram os registros médicos de mais de 180 mil pessoas com mais de 65 anos que receberam pelo menos duas prescrições de paracetamol em um período de seis meses. Em seguida, compararam o estado de saúde dessas pessoas com o de 402 mil indivíduos que não usaram o medicamento.

O uso prolongado de paracetamol foi associado a um risco 35% maior de hemorragia gastrointestinal baixa. Além disso, os cientistas descobriram que o medicamento também está ligado a um risco maior de úlceras pépticas, lesões no estômago ou duodeno que causam destruição da mucosa dessas áreas.

Os consumidores frequentes de paracetamol apresentaram ainda 19% mais chances de desenvolver doença renal crônica, além de 9% e 7% mais probabilidade de sofrer de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, respectivamente.

Weiya Zhang, do Centro de Pesquisa Biomédica NIHR da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, afirmou ao Daily Express: "Devido à sua segurança, o paracetamol foi por muito tempo recomendado como tratamento de primeira linha para osteoartrite, especialmente em pessoas mais velhas, que têm maior risco de complicações com medicamentos". Ele ainda acrescentou: "Embora mais estudos sejam necessários para confirmar nossos resultados, dado o efeito mínimo de alívio da dor, a utilização do paracetamol como analgésico de primeira linha para doenças crônicas, como a osteoartrite em idosos, deve ser cuidadosamente reconsiderada".

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2241173/estudo-alerta-para-riscos-do-paracetamol-em-idosos-entenda

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Paracetamol pode afetar capacidade de tomar decisões

Analgésico usado comumente para dor de cabeça também pode prejudicar capacidade de identificar erros, segundo pesquisa

Pixabay
LIFESTYLE MEDICAMENTO


Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, fizeram uma descoberta preocupante para os adeptos da auto-medicação. O uso de paracetamol, analgésico bastante utilizado para dores de cabeça, pode prejudicar sua capacidade de identifcar erros e tomar decisões, diz a Revista Exame.

Os cientistas dizem que esse efeito colateral dificilmente é percebido pelos pacientes. Embora esse seja o primeiro estudo a demonstrar consequências comportamentais após o uso do remédio, muitos estudos já comprovaram os malefícios que a substância pode provocar no fígado.
Método
O experimento envolveu 62 voluntários. Metade deles ingeriu 1.000 miligramas (dose máxima para consumo seguro) do remédio, enquanto o outro grupo tomou placebo. Enquanto eram monitorados por um encefalograma, eles tiverem de fazer um teste simples: apertar um botão toda vez que a letra F aparecesse na tela. Caso a letra E fosse mostrada, eles não deveriam apertar a tecla.
O grupo que usou o remédio não só apertou mais vezes o botão após a letra E ser exibida como deixaram de pressionar a tecla na vez da letra F algumas vezes. A pesquisa foi publicada no periódico Journal Science Cognitive and Affective Neuroscience.