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sábado, 2 de novembro de 2019

Por que o Dia de Finados?

É uma antiquíssima tradição da Igreja Católica rezar por todos os fiéis falecidos, no dia 2 de novembro. A todos os que morreram "no sinal da fé" a Igreja reserva um lugar importante na Liturgia: há uma lembrança diária na Missa, com o Momento (= lembrança) dos mortos, e no Ofício divino.
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No dia de Finados a Igreja autoriza que cada sacerdote possa celebrar três Missas em sufrágio das almas dos falecidos.

Desde os primeiros séculos a Igreja reza pelos falecidos. No segundo livro de Macabeus, da Bíblia, encontramos esta recomendação: “É coisa santa e salutar lembrar-se de orar pelos defuntos, para que fiquem livres de seus pecados”. (2Mac 12,46)

Com a lembrança dos falecidos a Igreja quer lembrar a grande verdade, baseada na Revelação: a existência da Igreja triunfante no Céu; padecente no Purgatório e a militante na terra. O Purgatório é o estado intermediário, mas temporário “onde o espírito humano se purifica e se torna apto ao céu”.

O nosso Catecismo explica que: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu. A Igreja denomina Purgatório esta purificação final dos eleitos, que é completamente distinta do castigo dos condenados”.(n. 1030 -1031)

A Tradição da Igreja está repleta de ensinamentos sobre a oração pelos mortos. S. João Crisóstomo (349-407), bispo e doutor da Igreja, já no século IV recomendava orar pelos falecidos: “Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória… Porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15).

“Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real (In Philipp. III 4, PG 62, 204).

Que significa rezar pelos mortos?
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segunda-feira, 2 de março de 2015

Papa Francisco quer Igreja Católica de “portas abertas” no Norte da África

FIÉIS

Agência Brasil | 17h56 | 02.03.2015

“A caridade é capaz de abrir numerosos caminhos para levar o evangelho às culturas e aos mais diversos contextos sociais”, disse o Papa

papa
Papa Francisco prega necessidade de a Igreja Católica ter "portas abertas" no Norte da África
O papa Francisco dirigiu-se hoje (2) às igrejas católicas do Norte da África e recomendou que evitem o proselitismo e acolham a todos os fiéis para demonstrar que são comunidades “de portas abertas”.
“Acolhendo a todos com benevolência, sem proselitismo, as vossas comunidades demonstram ser uma Igreja de portas abertas”, disse, diante dos bispos da Conferência Episcopal da Região do Norte da África, durante visita ad limina.
A visita ad limina apostolorum (visita aos túmulos dos apóstolos) é uma obrigação dos bispos diocesanos e outros prelados da Igreja Católica irem ao papa e aos túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo, a cada cinco anos.
O papa lembrou aos prelados da Argélia, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental e Tunísia, que representam “uma periferia”, e agradeceu-lhes pelo trabalho de cada um, apesar das “explosões de violência” registadas na região, especialmente na Líbia.
“O Norte da África, há anos, converteu-se numa terra de conquista de maior liberdade de consciência, de dignidade e, ao mesmo tempo, num campo de batalha para quem as mudanças se impõem brandindo as armas”, disse.
Por esta razão, agradeceu pelo trabalho da Igreja na Líbia, pela “coragem, lealdade e perseverança” que demonstrou o seu clero - consagrados e laicos - ao permanecer na região, “apesar dos múltiplos perigos”.
“Eles são testemunhas autênticas do evangelho. Agradeço-os muito e animo-os a continuar com seus esforços a favor da paz e reconciliação em toda a região”, assinalou o papa.
Francisco voltou a advogar pelo diálogo interreligioso, para “construir onde muitos destroem”.
“A caridade é capaz de abrir numerosos caminhos para levar o evangelho às culturas e aos mais diversos contextos sociais”, disse.
“O antídoto mais eficaz contra cada forma de violência é a educação na descoberta da aceitação e das diferenças como riqueza e fecundidade”, declarou.
Por esta razão, disse aos bispos ser “essencial” que, nas suas dioceses, “os sacerdotes, religiosos e leigos estejam próximos do diálogo ecumênico e interreligioso”.
FONTE: DN