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segunda-feira, 18 de abril de 2016

'A noite não foi das mais fáceis para mim', diz FHC


fhc

CEARÁ AGORA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que a noite deste domingo, 17, quando ocorreu a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, não foi “fácil” para ele. Ao pedir desculpas por causa de um possível abatimento, FHC, que participa nesta segunda-feira, 18, de evento sobre Estado do Direito, em São Paulo, disse que a última noite foi “bastante agitada”. “E o dia também será agitado”, ponderou o ex-presidente, sem fazer referência direta ao processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, que agora segue para análise no Senado.
FHC afirmou, em sua palestra, que a corrupção se agravou no País à medida que deixou de ser má conduta de uma pessoa para se tornar uma medida organizada, de fortalecimento de partidos. “O fluxo de recursos hoje é para a manutenção de poder, de partido e, eventualmente, escorrega algum dinheiro para o bolso das pessoas”, afirmou, em referência a escândalos como o desvio de dinheiro da Petrobras investigado pela operação Lava Jato. O político ressaltou, contudo, que os órgãos responsáveis para coibir a corrupção também passaram a se organizar.
No início de sua palestra, o ex-presidente relembrou o histórico da democracia brasileira, que, para ele, não é tão nova quanto parece. “Com a Regência vimos uma aproximação entre a ideia, a lei e o povo. E começou a se construir um jogo, e aí passou a se acreditar na lei. O jogo de alternância de poder começou a existir. Se Dom Pedro II fez algo de mais notável, de alguma maneira ele organizou o Estado brasileiro”, afirmou.
FHC também relembrou, durante sua apresentação, o trabalho dos integrantes da Constituinte e da elaboração da Constituição de 1988. “Fui membro da Assembleia Constituinte e foi um momento muito rico. Nós vínhamos de um Estado militar e só aspirávamos à liberdade. Na época o sentimento era incorporar mais pessoas à sociedade brasileira”, falou. Para ele, na época, houve uma judicialização saudável.
O ex-presidente tucano participa da conferência “Desafios ao Estado de Direito na América Latina – Independência Judicial e Corrupção”, promovido pela FGV Direito SP, o Bingham Centre for the Rule of Law (Londres) e o escritório global de advocacia Jones Day.
Fonte: Estadão Conteúdo

segunda-feira, 2 de março de 2015

CPI da Petrobras não deve investigar período em que FHC esteve no poder

APENAS ERA PETISTA

09h52 | 02.03.2015

A estratégia teria sido articulada entre peemedebistas e o presidente da CPI, o deputado Hugo Motta (PMDB-PB)

Câmara
A ementa da criação da CPI indica que as investigações serão focadas no período entre 2005 e 2015
FOTO: ZECA RIBEIRO / CÂMARA DOS DEPUTADOS
Segundo o jornal Folha de São Paulo, naCâmara dos Deputados, uma estratégia doPMDB foi articulada com o presidente da CPI na Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB). A intenção é isolar o PT e fazer, como deseja a oposição, com que os governos de Lula e Dilma (2005-2015) sejam os únicos focos de investigações sobre corrupção na estatal.
A intenção do relator da comissão, Luiz Sérgio (PT-RJ), era de também investigar desvios na estatal desde o período do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Sérgio tem como base o depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que afirmou em delação premiada ter recebido propina entre 1997 e 1998 da empresa holandesa SBM Offshore.
Barusco também afirmou que, entre 2003 e 2013, o esquema de corrupção rendeu entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões aos cofres do PT.
Outras articulações entre peemedebistas e Hugo Motta indicam que será criada uma sub-relatoria para tentar recuperar ativos da Petrobras no exterior. Também existem indícios de irregularidades nas vendas de ativos da estatal na África.
Em relação às investigações à períodos anteriores aos governos de Lula e Dilma, a própria ementa do requerimento que criou a CPI nega. Segun ela, a comissão deve "investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da empresa Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras), entre os anos de 2005 e 2015". O governo de FHC terminou em 2002.
FONTE: DN