Levantamento realizado nos Estados Unidos analisou atendimentos de emergência relacionados ao uso de diferentes tipos de calçados entre 2021 e 2025. Chinelos e botas aparecem entre os itens mais associados a acidentes, mas um deles se destaca pela gravidade das lesões
POR NOTÍCIAS AO MINUTO - Um estudo realizado nos Estados Unidos identificou os tipos de calçados mais associados a acidentes que levaram pessoas aos serviços de emergência. A análise, divulgada em outubro, utilizou dados registrados entre 2021 e 2025 pelo Sistema Nacional de Vigilância Eletrônica de Lesões (NEISS), vinculado à Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos.De acordo com o levantamento, publicado pelo escritório de advocacia Maison Law, os chinelos de uso doméstico aparecem como o tipo de calçado com maior proporção de lesões graves e internações hospitalares.
No período analisado, foram estimados 20.750 atendimentos de emergência relacionados a esse tipo de calçado. Desse total, 23,3% resultaram em internação, enquanto cerca de 32% dos casos envolveram fraturas. A cabeça foi a região do corpo mais afetada.
As botas também aparecem entre os calçados com maior número de ocorrências, com aproximadamente 20.840 atendimentos. Apesar do número ligeiramente superior, a proporção de internações foi menor, de 7,9%. As fraturas representaram 11,8% dos casos, sendo os pés a região mais atingida.
Chinelos de dedo também aparecem entre os mais perigosos
Os chinelos de dedo ficaram em terceiro lugar no levantamento, com cerca de 16.083 atendimentos de emergência.
Nesse grupo, 11,3% dos casos terminaram em internação hospitalar e 26,8% envolveram algum tipo de fratura. Os pés foram a parte do corpo mais afetada.
O estudo também avaliou acidentes associados a sandálias, sapatos de salto alto e tênis esportivos.
Ao considerar a gravidade das lesões, os chinelos domésticos voltaram a ocupar a primeira posição. Segundo os pesquisadores, 40,3% das ocorrências envolvendo esse tipo de calçado foram classificadas como graves, com uma estimativa de 8.359 lesões graves por ano.
Os chinelos de dedo ficaram em segundo lugar nesse critério, com 30,9% de lesões graves e uma estimativa anual de 4.965 ocorrências.
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